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quarta-feira, 21/01/2026

Protestos no Irã aumentam e pressionam governo de Khamenei

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Cerca de quatro anos após as manifestações causadas pela morte de Mahsa Amini, o Irã enfrenta uma nova onda de protestos devido à crise econômica que abala o país. Desde dezembro de 2025, as ruas iranianas têm sido palco de grandes agitações que colocam o governo do aiatolá Ali Khamenei sob crescente pressão, tanto interna quanto internacional.

Os protestos começaram motivados pela alta inflação e desvalorização da moeda local, o rial iraniano, que caiu 56% em relação ao dólar em um ano, enquanto os preços dos alimentos subiram cerca de 72%. Este movimento é o maior desde 2022, período em que o país viveu uma forte comoção após a morte trágica de Mahsa Amini sob custódia das autoridades locais.

Até o momento, os conflitos entre manifestantes e forças de segurança já resultaram na morte de pelo menos 42 pessoas, incluindo jovens e membros das forças policiais. A repressão intensa ocorreu em dezenas de cidades, refletindo a ampla insatisfação da população com a situação econômica e política.

Enquanto as reivindicações das pessoas permanecem focadas em problemas internos, o governo de Teerã acusa atores estrangeiros, especialmente os Estados Unidos, de fomentarem os protestos para desestabilizar o país. Ali Khamenei se manifestou em discurso oficial, responsabilizando o então presidente Donald Trump por incentivar a violência e as tentativas de derrubar o regime teocrático.

Além da pressão externa, o governo enfrenta a oposição liderada pelo príncipe herdeiro Reza Ciro Pahlavi, que reside nos Estados Unidos e está ativo em promover mudanças políticas no Irã. Mesmo diante deste cenário de caos e ameaças, o aiatolá Khamenei afirmou que não recuará diante das manifestações e daqueles que ousam causar destruição.

O movimento que começou na capital se espalhou rapidamente, incluindo a adesão expressiva de jovens de diversas regiões. A restrição de informações e o bloqueio da internet dificultam a comunicação e o acesso de iranianos ao mundo exterior, sinalizando uma tentativa do governo de controlar a crise.

O atual momento político do Irã é delicado, com graves impactos sociais e econômicos que desafiam diretamente a continuidade do regime e a estabilidade interna do país.

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