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sábado, 10/01/2026

Acordo Mercosul-UE gera comemoração entre empresários do Brasil

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Empresas do Brasil estão felizes com a aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Essa conquista veio após 25 anos de negociações e foi aprovada por 15 dos 27 países da UE, representando 65% da população do bloco.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) destacou que o acordo é um passo importante para a presença do Brasil no comércio internacional e fortalece a indústria nacional. Em 2024, a União Europeia recebeu 14,3% das exportações brasileiras, o que ajudou a criar muitos empregos e movimentou valores significativos em salários e produção. O presidente da CNI, Ricardo Alban, ressaltou que a aprovação permite a assinatura rápida do acordo, gerando oportunidades reais para comércio e investimentos, além de abrir portas com países do Leste Europeu em áreas como indústria, tecnologia e consumo.

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) considerou o acordo um marco importante, pois amplia o acesso a um grande mercado, estimula investimentos, inovação e prática de sustentabilidade conforme os princípios ESG. O presidente-executivo, André Passos Cordeiro, comentou que o tratado reposiciona a indústria química brasileira em cadeias globais de valor, favorecendo setores como bioeconomia, química renovável e energia limpa.

Para a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o acordo cria a maior zona de livre comércio do mundo, o que é importante em meio a instabilidades globais. Espera-se um aumento de 25% a 30% nas exportações do setor para a Europa nos próximos anos, além da diversificação dos fornecedores.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também comemorou, mesmo reconhecendo que o acordo não é perfeito, pois resultou de um consenso entre 31 países. A entidade participou das negociações buscando benefícios reais para a indústria. O presidente Paulo Skaf alertou que é essencial investir em inovação e produtividade para competir com a Europa de forma justa.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) destacou o potencial para maior comércio, novos investimentos e crescimento da indústria, além da diversificação de parcerias em meio a tensões internacionais.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) vê o acordo com otimismo, mas com cuidado para os impactos. Minas Gerais teve superávit comercial significativo com a UE recentemente. Setores como café, mineração, siderurgia, celulose e automotivo devem ser beneficiados, embora seja necessário atenção a setores delicados e regras regulatórias.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, considerou a aprovação um avanço importante, especialmente diante de tarifas americanas que reforçam a necessidade de acordos bilaterais. Ele defendeu medidas para proteger os produtores locais, criticou as importações excessivas de leite em pó e pediu parceria do governo com o setor produtivo.

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