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Acordo comercial com China pode ter que esperar eleição em 2020, diz Trump

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Trump afirmou que o acordo comercial com a China não tem prazo certo para ser fechado

EUA-China: “De certa maneira gosto da ideia de esperar esperar até depois da eleição para o acordo”, disse Trump (Kevin Lamarque/Reuters)

Londres — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que um acordo comercial com a China pode ter que esperar até depois da eleição presidencial norte-americana em novembro de 2020, reduzindo as esperanças de uma resolução em breve para a disputa que tem pesado sobre a economia mundial.

“Eu não tenho prazo, não”, disse Trump a repórteres em Londres, onde participa de reunião com líderes da Otan.

De certa maneira gosto da ideia de esperar esperar até depois da eleição para o acordo com a China. Mas eles querem fechar um acordo agora, e veremos se o acordo será ou não correto; ele tem que ser correto.”

Os preços das ações europeias, os futuros de Wall Street e a moeda chinesa, o iuan, caíram após os comentários de Trump, que buscou elevar a pressão comercial sobre outros países nas últimas 24 horas.

Na segunda-feira, ele disse que irá retomar imediatamente tarifas norte-americanas sobre importações de aço e alumínio do Brasil e da Argentina.

Os EUA, depois, ameaçaram impor tarifas de até 100% sobre produtos franceses por conta de um imposto sobre serviços digitais que, segundo Washington, prejudica empresas de tecnologia norte-americanas.

Os investidores têm esperado que os Estados Unidos e a China evitem uma escalada de suas tensões comerciais, que atrasam o crescimento econômico global.

Washington e Pequim ainda não assinaram a “fase um” de um acordo, anunciada em outubro e que havia aumentado as esperanças de um alívio na prolongada guerra comercial.

Trump, que havia dito em setembro que não precisava de um acordo antes das eleições de 2020, procurou nesta terça-feira exercer pressão sobre Pequim.

“O acordo comercial com a China depende de uma coisa – se eu quero fazê-lo, porque estamos indo muito bem com a China no momento e podemos melhorar ainda mais com um toque de caneta”, disse ele. “E a China está pagando por isso, e a China está tendo de longe o pior ano que eles tiveram em 57 anos. Então, vamos ver o que acontece.”

A China registrou seu crescimento econômico mais lento em 27 anos em outubro, depois que as tensões comerciais com os Estados Unidos atingiram seu setor manufatureiro.

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Negociações pós-Brexit começam por meio de videoconferência

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Representantes do Reino Unido e da União Europeia vão se reunir pela primeira vez para discutir um futuro acordo comercial e de circulação de pessoas

Bernier e Frost no último encontro, em 2 de março: negociadores-chefe do Brexit estão ambos com coronavírus (Oliver Hoslet/Pool/Reuters)

Dois meses depois de aprovada a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), representantes do governo britânico e do bloco europeu vão sentar pela primeira vez desde o divórcio para negociar os termos do acordo que foi aprovado por ambos. A discussão acontecerá nesta segunda-feira, 30 de março, em um comitê conjunto de negociadores.

Em tempos de coronavírus, o encontro será por videoconferência, liderado pelo chefe de gabinete do Reino Unido, Michael Gove. (Os negociadores chefes da UE e do Reino Unido, David Frost e Michel Bernier, estão ambos isolados após terem confirmado estar com coronavírus).

O encontro abordará temas importantes e polêmicos e que não foram detalhados no acordo que selou a saída do Reino Unido, em 31 de janeiro deste ano. Entre eles, está o pagamento de uma multa avaliada em 39 bilhões de libras por parte do Reino Unido e os direitos dos cidadãos britânicos residentes de outros países europeus e dos europeus residentes em território britânico.

Há, ainda, o tema espinhoso sobre a fronteira terrestre entre a Irlanda, que faz parte da União Europeia, e a Irlanda do Norte, território do Reino Unido. A liberdade de movimento entre a Irlanda e a Irlanda do Norte consta no acordo de paz que deu fim à violência entre movimentos nacionalistas e unionistas nos anos 1990.

Agora, o comitê conjunto do Brexit terá a dura tarefa de tentar bolar uma maneira de manter separação entre os países que não são mais parte do mesmo bloco, sem que seja necessário reativar as barreiras para circulação de bens e pessoas.

A caminhada até a consolidação do divórcio se mostrou longa e complexa. Embora tenha começado em 2016, quando 52% dos britânicos decidiram deixar o bloco em referendo, só terminou neste ano, mais de três anos depois (o prazo inicial era março de 2019).

As partes têm até o fim do ano para selar esses detalhes. Até lá, o Reino Unido continua seguindo as regras da UE. O governo britânico do premiê Boris Johnson (eleito com o mote “get Brexit done”, ou “terminar o Brexit”), diz que não quer fazer prorrogações neste prazo como aconteceu com o acordo de saída. Mas a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já julga “impossível” terminar as conversas no prazo.

Tudo isso em meio ao já complicado cenário do coronavírus na Europa. Com quase 18.000 casos na manhã desta segunda-feira, o Reino Unido é o oitavo país com mais casos confirmados no mundo. O próprio premiê Boris Johnson teve teste positivo na semana passada.

Após uma resposta considerada tardia de Johnson, que achou que o cenário seria menos grave no Reino Unido do que em vizinhos como Espanha, França e Itália, o país está em quarentena total. A ver se ter o foco das prioridades relativamente longe do Brexit será bom ou ruim para as negociações de hoje.

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Coronavírus no mundo: Irã tem 2.750 mortes; Argentina amplia quarentena

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Na Espanha, diretor de emergências em saúde testa positivo para coronavírus; Moscou confirmou mais de mil casos e autoridades anunciam interdição parcial

Coronavírus: total de infecções confirmadas subiu para 41.495 no Irã (Fatemeh Bahrami/Getty Images)

O total de mortes pelo novo coronavírus no Irã cresceu para 2.757, com o registro de 117 casos fatais nas últimas 24 horas, disse um porta-voz do Ministério da Saúde na TV estatal nesta segunda-feira, acrescentando que o total de infecções confirmadas subiu para 41.495.

“Nas últimas 24 horas, tivemos 117 novas mortes e 3.186 casos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus”, afirmou o porta-voz, pedindo que os iranianos fiquem em suas casas.

Argentina

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, disse no domingo que o país prolongará o período de quarentena nacional obrigatória até a metade de abril visando frear a disseminação do coronavírus, que já matou mais de 30 mil pessoas em todo o mundo.

A quarentena, que impede que trabalhadores de setores não essenciais saiam de casa, a não ser para comprar mantimentos e remédios, praticamente esvaziou as ruas do país, e sua importante indústria de grãos passa por alguns transtornos.

A medida rígida deveria durar até o final de março, mas agora vigorará ao menos até o encerramento do final de semana da Páscoa, disse Fernández, o que significa que seria suspensa no dia 12 de abril.

“Prorrogaremos a quarentena até o final da Páscoa. O que visamos conseguir? Manter a transmissão do vírus sob controle”, disse ele em um pronunciamento televisionado.

Fernández acrescentou que os resultados iniciais do isolamento compulsório em vigor desde 20 de março parecem “bons”. O país registrou 820 casos de coronavírus e 20 mortes, mas o aumento de casos deu alguns sinais de desaceleração nos últimos dias.

Medidas sociais

Enquanto isso, para aliviar a paralisia e o sofrimento econômico de muitos argentinos, o presidente decretou no domingo a suspensão dos despejos por 180 dias e a proibição do aumento no valor de aluguéis e parcelas de empréstimos hipotecários.

“É uma guerra contra um exército invisível que nos ataca em lugares onde às vezes não o esperamos. É chocante a velocidade com que o vírus cresce. Com a quarentena, procuramos tempo para nos preparar e fornecer suprimentos”, justificou.

Ao destacar que o modelo escolhido pela Argentina foi elogiado por organizações internacionais, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o presidente afirmou que a luta contra a pandemia deve resultar “em um ensinamento de que a humanidade não deve ser tão infeliz e tão egoísta com os que foram esquecidos para o desenvolvimento”. (Com agências internacionais).

Rússia: Moscou supera mil casos

Autoridades da capital da Rússia anunciaram uma interdição parcial, ordenando aos moradores que fiquem em casa a partir desta segunda-feira, sua medida mais dura até o momento para frear a disseminação do coronavírus depois que o número de casos oficiais em Moscou ultrapassou a marca dos mil.

A ordem veio dias depois de o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, um aliado próximo do presidente Vladimir Putin, fazer um apelo aos moscovitas para evitarem locais públicos, viagens não essenciais e caminhadas – uma recomendação que muitos ignoraram durante um período de clima atipicamente quente no final de semana.

“É óbvio que nem todos nos ouviram”, escreveu Sobyanin em seu site ao anunciar as medidas de quarentena mais rigorosas, alertando que as autoridades endurecerão continuamente o controle do cumprimento das novas regras.

Os moscovitas só poderão sair para comprar mantimentos e remédios nas lojas mais próximas, obter tratamento médico urgente, levar cães para passear ou tirar o lixo, explicou.

Aqueles que precisarem ir ao trabalho também terão permissão de sair de casa, disse, acrescentando que as autoridades adotarão um sistema de passes que permitirá que as pessoas circulem pela cidade nos próximos dias.

“Uma sucessão de acontecimentos extremamente negativa que vemos nas maiores cidades da Europa e dos Estados Unidos causa grande preocupação com a vida e a saúde de nossos cidadãos”, disse Sobyanin.

Espanha

O diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências em Saúde da Espanha, Fernando Simón, que lidera a resposta ao surto de coronavírus e mantém contato regular com o premiê Pedro Sánchez, testou positivo para o Covid-19, disse uma autoridade de saúde nesta segunda-feira.

Falando em uma coletiva de imprensa em que substituiu Simón, Maria José Sierra disse que a tendência das infecções diárias havia mudado desde a introdução de medidas de confinamento, com novos casos crescendo cerca de 12% por dia, em comparação aos cerca de 20% registrados antes de 25 de março.

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Premiê israelense, Benjamin Netanyahu, entra em quarentena preventiva

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Decisão foi tomada depois que um funcionário do gabinete de Netanyahu testou positivo para o novo coronavírus

 

Coronavírus: funcionário do gabinete de Netanyahu testou positiva para Covid-19 (Amir Cohen/Reuters)

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi colocado em quarentena preventiva nesta segunda-feira (30), depois que um funcionário de seu gabinete testou positivo para o novo coronavírus.

“Mesmo antes da investigação epidemiológica ser concluída e para dissipar qualquer dúvida, o primeiro-ministro decidiu que ele e sua equipe entrariam em confinamento”, disseram os serviços do primeiro-ministro à AFP.

A investigação foi iniciada depois que um funcionário do escritório de Netanyahu deu positivo para a COVID-19.

Segundo a “investigação inicial”, Netanyahu “não esteve em contato próximo com essa pessoa e não a encontrou”, disseram seus serviços em Jerusalém.

O gabinete do primeiro-ministro não informou a data para o fim da quarentena, mas garantiu que o Ministério da Saúde e o médico de Netanyahu vão defini-la em função dos resultados dos testes.

Essa quarentena ocorre no momento em que o primeiro-ministro mantém discussões com seu ex-rival Benny Gantz para formar um governo de “unidade e crise” para conter a pandemia de coronavírus em Israel. Até o momento, mais de 4.300 casos, incluindo 15 mortos, foram oficialmente registrados no território.

Os dois lados relataram no domingo “progresso significativo” em suas negociações para encerrar a maior crise política da história moderna de Israel.

Netanyahu e Gantz, ex-chefe do Exército de 60 anos, reuniram-se no fim de semana na esperança de desbloquear as negociações e fornecer ao Estado hebreu um gabinete estável após três eleições em menos de um ano.

Gantz justificou essa reaproximação pela necessidade de conter a crise do novo coronavírus, que levou as autoridades a impor uma série de medidas de emergência.

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