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60 militantes do Femen protestam em Paris pelo fim do feminicídio

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As militantes denunciam a indiferença do governo sobre o assassinato de 60 mulheres neste ano na França

Em 2017, 130 mulheres foram mortas por seus maridos ou ex-maridos na França (AFP/AFP)

 

Sessenta militantes do movimento Femen entraram brevemente nesta quinta-feira no pátio do monumento Palais Royal, no coração de Paris, para “prestar uma homenagem” às cerca de 60 mulheres “assassinadas” desde o início do ano na França e denunciar “a indiferença do governo”.

Chegadas no local às 9h00 GMT (6h00 de Brasília), as ativistas de topless permaneceram dez minutos nas famosas colunas de Buren no pátio, primeiro em silêncio e com punhos erguidos, depois com sinalizadores rosa passaram a gritar: “Às mulheres assassinadas, a pátria indiferente”, “Nenhuma a mais!” e “Parem o feminicídio!”

Palavras de ordem retomadas durante a sua rápida saída para a Place du Palais-Royal, em frente ao Museu do Louvre, onde as ativistas rapidamente se dispersaram, sob o olhar atento dos poucos turistas presentes nesta manhã nublada.

Em seus seios tinham pintado de preto os nomes das mulheres mortas na França desde 1 de janeiro: “Gaëlle esfaqueada grávida de 6 meses”, “Josette morta a tiros”, “Chantal espancada até a morte”, Céline defenestrada com seu bebê 3 meses”…

Uma ação simbólica, visando “criar um panteão ao ar livre para homenageá-las”, disse à AFP a ucraniana Inna Shevchenko, figura de destaque do movimento Femen.

“A cada dois dias, há uma nova vítima” e “ainda não vemos a ação esperada”, acrescentou, denunciando a “indiferença do governo francês” sobre esse assunto.

Esta ação pretendia também “sensibilizar a sociedade” para o fenômeno do feminicídio no país. “Se houvesse 60 vítimas do sexo masculino, imagine qual seria a reação”, disse ela.

Em 2017, 130 mulheres foram mortas por seus maridos ou ex-maridos, uma a cada três dias. E todos os anos, na França, quase 220.000 mulheres sofrem violência de seu cônjuge ou ex-cônjuge.

 

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Brexit: Reino Unido e UE concordam em intensificar a busca por um acordo

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Com menos de sete semanas faltando para o Brexit, ainda não há certezas sobre os rumos da saída do Reino Unido da União Europeia

Brexit: Boris Johnson e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker se reuniram nesta segunda (16) (Stefan Rousseau – PA Images/Getty Images)

São Paulo – O primeiro-ministro britânico Boris Johnson e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, concordaram nesta segunda-feira sobre a necessidade de intensificar os contatos em busca de um acordo de divórcio faltando 45 dias para o Brexit, informou Downing Street.

“Os líderes concordaram que as discussões devem se intensificar e as reuniões diárias serão realizadas em breve”, de acordo com um comunicado divulgado no final da reunião no Luxemburgo.

Os contatos devem ocorrer no nível político entre os dois chefes das negociações e as negociações entre Juncker e Johnson continuarão, afirma o texto.

Antes, a Comissão Europeia afirmou que o Reino Unido ainda não apresentou alternativas viáveis aos termos atuais do contrato de divórcio fechado em novembro com a UE.

“O presidente Juncker lembrou que é responsabilidade do Reino Unido apresentar soluções legalmente operacionais compatíveis com o acordo de retirada. Essas propostas ainda não foram feitas”, afirmou o executivo da comunidade em comunicado.

 

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Indonésia investiga dezenas de empresas suspeitas de provocar incêndios

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Mais de 9 mil soldados dos bombeiros tentam combater os incêndios, que dispararam desde o início do mês e provocaram o cancelamento de voos na Indonésia

Indonésia: um terço dos focos de calor estão em concessões de óleo de palma (17%), fábricas de papel (11%) ou madeira (3%) (Antara Foto/Bayu Pratama S/Reuters)

Jacarta — Mais de 30 empresas das ilhas de Sumatra e Bornéu estão sendo investigadas pelas autoridades da Indonésia como suspeitas de provocar parte dos graves incêndios sofridos pelo arquipélago asiático há meses, informaram fontes oficiais nesta segunda-feira.

Os terrenos das companhias foram isolados pela polícia e as empresas podem enfrentar processos legais, disse à Agência Efe, o porta-voz do Ministério do Meio Ambiente, Djati Witjaksono Hadi.

Entre as companhias investigadas estão quatro subsidiárias de empresas malaias e uma de Singapura que administra plantações de óleo de palma, um setor responsável por grande parte do desmatamento na Indonésia.

O porta-voz não deu mais detalhes sobre a identidade das empresas ou as acusações que poderiam ser movidas contra elas.

Os incêndios na Indonésia, que começaram no início da estação seca em junho e pioraram este mês, causaram uma crise ambiental, sanitária e diplomática, já que a fumaça se espalhou para Malásia e Singapura.

As nuvens de fumaça causaram o atraso e o cancelamento de centenas de voos este mês, o fechamento de escolas em Sumatra e Bornéu e pioraram até piorar o nível de insalubridade da qualidade do ar em Singapura e Malásia, cujos governos pediram à Indonésia que tome medidas a respeito.

Das milhares de fontes de calor detectadas por satélite, cujo número disparou desde o início do mês, quase um terço está em concessões de óleo de palma (17%), fábricas de papel (11%) ou madeira (3%), como indicado hoje pela Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB, sigla em indonésio).

Mais de 9 mil soldados dos bombeiros e outras agências indonésias combatem os incêndios, especialmente graves na região central e norte de Sumatra e no centro e oeste de Bornéu, onde as autoridades onde as autoridades da Malásia e da Indonésia também tentam provocar chuvas descarregando compostos químicos nas nuvens.

As autoridades indonésias calcularam que, até agosto, que 320 mil hectares foram calcinados e 39% das fontes de calor atuais estão localizadas em turfeiras, um solo rico em carbono cuja queima tem um enorme impacto nas emissões de CO2 e o aquecimento global.

 

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Coalizão árabe diz que ataque na Arábia Saudita não foi lançado do Iêmen

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A coalizão árabe afirmou que as evidências indicam que as armas utilizadas no ataque contra duas refinarias na Arábia Saudita são iranianas

Arábia Saudita: ataque com drones atingiu duas refinarias da petroleira saudita no final de semana (Stringer/Reuters)

Riad — O porta-voz da coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita, Turki al-Maliki, informou nesta segunda-feira que, de acordo com as investigações preliminares, os ataques cometidos no sábado contra duas refinarias da petroleira saudita Aramco não foram lançados do Iêmen, embora os rebeldes houthis tenham reivindicado a autoria da ofensiva.

“Como informação preliminar, o ataque não foi lançado do território iemenita, como haviam reivindicado os houthis, já que eles são instrumentos nas mãos da Guarda Revolucionária iraniana para cumprirem a agenda do Irã”, afirmou o porta-voz em entrevista coletiva em Riad.

“As investigações com as entidades competentes seguem em andamento, mas as evidências e indícios apontam que são armas iranianas”, disse o representante da coalizão, que acusou o Irã de estar por trás do “covarde ato terrorista”.

Maliki não deu mais detalhes sobre os ataques. Segundo ele, os resultados definitivos “serão anunciados assim que terminarem as investigações e as armas serão expostas à imprensa”.

“Estamos trabalhando para precisar o lugar de lançamento da operação”, detalhou Maliki, acrescentando que os ataques não tiveram como alvo somente a economia saudita, “mas a segurança econômica mundial”.

Os rebeldes houthis reivindicaram o ataque de sábado, cometido com dez drones contra duas refinarias da Aramco no noroeste da Arábia Saudita. No entanto, Estados Unidos e o governo do Iêmen acusaram o Irã.

A ofensiva provocou um corte de praticamente metade da produção da maior petroleira do mundo, afetando bolsas de valores e preços do petróleo ao redor do planeta.

Apesar da reivindicação dos houthis, surgiram especulações de que esses ataques poderiam ter sido lançados do Iraque, onde há milícias xiitas respaldadas pelo Irã, o que Bagdá negou no domingo.

O primeiro-ministro iraquiano, Adil Abdul-Mahdi, declarou em conversa por telefone com o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, que o Iraque não permite que o seu território seja utilizado contra países vizinhos.

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