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100% das vagas de UTI estão ocupadas em Porto Velho: ‘Estamos à beira do colapso’, diz secretário sobre Covid-19

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Unidade de Terapia Intensiva do Hospital João Paulo II foi ativada para receber 10 pacientes com o novo coronavírus.

UTI’s de Porto Velho estão todas ocupadas — Foto: Diêgo Holanda/G1

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que 100% dos leitos públicos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estão ocupados em Porto Velho. A informação foi dada pelo secretário estadual de saúde, Fernando Máximo, durante coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (2).

A possibilidade do ‘lockdown’ em Porto Velho não foi anunciada pela pasta. A capital já tem 3.678 casos confirmados do novo coronavírus. O total de mortes decorrentes da doença chegou a 111 em Porto Velho, segundo o último boletim da Sesau.

O secretário de saúde, Fernando Máximo, demonstrou preocupação com a falta de UTI’s para pacientes infectados pela Covid-19.

“Infelizmente nossos leitos de UTI se esgotaram. Estamos à beira de um colapso, não só na rede pública, mas também na privada de Porto Velho. Ainda tem alguns leitos no interior, mas são poucos. Isso é muito ruim. Precisamos da conscientização das pessoas”, anunciou.

'Estamos a beira de um colapso', diz secretário estadual de saúde que afirma que UTI's estão ocupadas  — Foto: Jheniffer Núbia / G1

‘Estamos a beira de um colapso’, diz secretário estadual de saúde que afirma que UTI’s estão ocupadas — Foto: Jheniffer Núbia / G1.

Sobre os pacientes com a Covid-19 que precisarem de internação nos próximos dias, Máximo diz que ainda há vagas, mas apenas para leitos clínicos. No Centro de Medicina Tropical (Cemetron), 56,7% dos leitos clínicos estão ocupados; no Samar a taxa de ocupação está em 68% e, no Hospital Santa Marcelina, em 90%.

Na necessidade de internação na UTI, o secretário informou que a estratégia de emergência é ativar uma UTI que já foi preparada no Hospital João Paulo II, para receber mais 10 pacientes com a Covid-19. Outra possibilidade são os leitos no Hospital do Amor (que trata pacientes com câncer).

“O Hospital do Amor falou que entre o dia 1ª a 8 de junho estaria entregando 12 leitos para atender os pacientes com o novo coronavírus”, fala o secretário.

Hospital de Campanha

A Maternidade Regina Pacis, em Porto Velho, adquirida pela Sesau, também servirá como um Hospital de Campanha à Covid-19, mas o prédio ainda passa por reformas, segundo a Sesau.

“Regina Pacis é uma obra grande e a chegada de materiais está tendo um pouco de dificuldades, pois a logística no Brasil está muito difícil, mas estamos em fase de conclusão da obra”, afirma Máximo.

Lockdown?

A Sesau explicou que a decisão de se ter o ‘lockdown‘ (bloqueio total ou confinamento), em Rondônia, teria que sair do governo e não da Sesau.

” A secretária não define essa questão do lockdown, é uma questão do governo, que vai conversar com os empresários, cientistas e entender essa possibilidade. O governador deve comunicar nos próximos dias se vai ter ou não”, finaliza o secretário de saúde.

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Donos de bares e restaurantes em SP demonstram cautela em retomada

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A previsão é de que bares e restaurantes sejam autorizados a abrir as portas a partir do dia 6. O anúncio oficial deve acontecer na próxima sexta-feira

(Germano Lüders/Exame)

Otimismo, desconfiança, prudência ou a triste constatação de que é tarde demais. Essas são as reações de proprietários e gestores de bares e restaurantes que estão vivendo agora a expectativa de uma reabertura controlada de seus negócios. O anúncio oficial deve acontecer na próxima sexta-feira. A previsão é de que os estabelecimentos sejam autorizados a abrir as portas a partir do dia 6.

Na esquina mais famosa da cidade, no cruzamento da Ipiranga com a São João, o Bar Brahma tem atravessado a quarentena como a maioria dos estabelecimentos: investindo no serviço de delivery. Além disso, o Brahma precisou lidar com uma fake news que sentenciou o seu fechamento durante a pandemia da covid-19. “Inventaram muitas coisas, falaram de um aluguel de R$ 40 mil… Mas não era verdade. Estamos ansiosos para comemorar os 72 anos de bar”, disse o gestor Anderson Moraes. A expectativa é de que o bar reabra, com todas as limitações impostas pela Prefeitura, a partir de 15 de julho.

A decisão de não abrir logo na primeira semana, segundo Moraes, é uma forma de “mexer nos gargalos de estrutura”, como reformas em encanamento e banheiros. Ao reabrir, o Brahma vai operar com menos da metade da capacidade, com o distanciamento entre mesas e o uso primordial de seu terraço e áreas externas. O cardápio também terá adaptações para atender os clientes.

Se o Brahma já tem a expectativa de retomar as atividades em duas semanas, outro endereço histórico da cidade quer mais tempo para avaliar a viabilidade de uma reabertura. Para Facundo Guerra, proprietário do Riviera Bar, ainda não existe segurança para reabertura das casas. “Ainda está tudo muito confuso. Eu entendo a pressão para abrir, mas as pessoas ainda não estão seguras para frequentar bares e restaurantes.” Para ele, do ponto de vista prático, a abertura nas próximas semanas seria inviável. “É preciso recontratar parte da brigada (funcionários) treinar novos funcionários, refazer cardápio…”, enumerou Facundo. “O faturamento das lojas e shoppings que reabriram está entre 15% e 30 %. Abrir com 50% ou menos da operação pode representar um aprofundamento, e não um alívio, em nosso prejuízo. Com a casa aberta, perdemos, por exemplo, a possibilidade de negociar o valor de aluguel e outras questões.”

Já o bar Pasquim, na Vila Madalena, se diz pronto para receber seus clientes tão logo a Prefeitura autorize. “Estamos ansiosos para começar a funcionar. Nossa intenção agora é mostrar que o bar pode seguir todos os protocolos, mas de forma humanizada. Não queremos que o cliente perca a experiência do que é ir a um bar”, afirmou o proprietário Humberto Munhoz. “Já tínhamos desenhado protocolos de higiene e afastamento. Também fizemos pequenas reformas na casa, mas o Pasquim tem a vantagem de uma área interna arejada, teto retrátil e pé-direito alto.”

Também animado com a possibilidade de retomada está Gabriel Pinheiro, proprietário da Villa Roma Pizza. “Já temos um kit de higiene para os nossos clientes, álcool em gel nas praças, cardápio especial, máscaras para os funcionários, termômetros para aferir febre…”, disse. “Mas o principal é um projeto de selo auditado de segurança para bares e restaurantes. Já estamos negociando com uma empresa essa auditoria. O selo será uma garantia para o cliente de que o restaurante está de acordo com todas as normas de segurança.”

Algumas casas ainda estão em compasso de espera para saber exatamente quais serão os protocolos da Prefeitura. É o caso, por exemplo, do Astor, que está revisando o seu plano de reabertura. “Ainda precisamos entender o que querem dizer com o uso de áreas ventiladas. Esse conceito ainda não está claro. Esses detalhes mudam toda a nossa operação”, disse Ricardo Garrido, um dos sócios.

O Bar Léo, que comemora 80 anos de vida, também pretende reabrir o quanto antes, mas ainda aguarda das autoridades a sinalização da possibilidade de utilizar áreas externas. “Estamos acompanhando em cidades como Paris e Lisboa a possibilidade de colocar mesas nas calçadas. Essa pode ser uma boa solução para bares como o Léo. Ainda estamos aguardando esclarecimentos sobre essa possibilidade”, falou Moraes, que, além do Brahma, também trabalha na gestão do Bar Léo.

Tarde demais?

A pandemia também fez vítimas entre restaurantes tradicionais. Ana Maria Massochi, proprietária do La Frontera, conta que a pandemia foi o “broche de ouro” para o fechamento definitivo. “Não tinha mais como colocar dinheiro. Não tive ajuda do governo não consegui renegociar aluguel. O prejuízo era alto. A pandemia concretizou essa realidade e tive de fechar.”

Mas, principalmente, o fechamento do La Frontera foi uma forma de manter o foco (econômico) em outro restaurante, o Martín Fierro. “Ainda assim, não vou abrir imediatamente. Paguei três meses para que meus funcionários ficassem em casa se cuidando. Nesse momento, não é hora de fazer com que eles entrem em ônibus metrô ou trens apinhados para vir trabalhar”, falou Ana Maria. “Vamos esperar algumas semanas para ver como fica. Não sou médica. Nem polícia para ficar fiscalizando clientes. Mas, quando reabrirmos, vai ser da melhor maneira possível, com horário e cardápios reduzidos e toda a segurança”, completou.

Uma das histórias mais interessantes dessa pandemia é do restaurante Itamarati, no Largo de São Francisco. A casa, que funciona desde os anos 1940, foi atingida pela pandemia em um momento econômico delicado. Sem a possibilidade de honrar o pagamento do aluguel (R$ 22 mil ) e outras obrigações, o estabelecimento cerrou as portas. O anúncio do fechamento fez com que clientes tradicionais se mobilizassem.

“Já conseguimos iniciar uma renegociação de aluguel e, nesta semana, vamos nos reunir virtualmente para discutir saídas”, disse Marli Avanzzo, que acredita que será feita uma espécie de vaquinha para reabertura do bar. “Estou organizando um ‘Dia do despendura’. Os clientes advogados, que fizeram o ‘pendura’ aqui no Itamarati, pagariam por refeições que não consumiram. O oposto do que acontece no dia do pendura”, disse. Embora a reabertura ainda dependa de muita ajuda, Marli está esperançosa em reabrir seu espaço até agosto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

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Queimada na Amazônia em junho é a maior dos últimos 13 anos

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De acordo com o Inpe, foram registrados 2.248 focos de calor, volume que representa um aumento de 19,57% em relação ao registrado em junho de 2019

INCÊNDIO FLORESTAL: na cabeça republicana, o governo deve ser impedido de fazer qualquer coisa boa, para evitar que ele acabe legitiminando uma pauta progressista mais ampla / Mario Tama / Equipe/Getty Images (Mario Tama / Equipe/Getty Images)

O Brasil fecha o mês de junho com o maior número de focos de queimadas na Amazônia dos últimos 13 anos. São dados oficiais, do próprio governo federal. Foram registrados 2.248 focos de calor neste último mês, um volume que não era atingido desde 2007 e que representa um aumento de 19,57% em relação ao registrado em junho de 2019, quando 1.880 focos foram detectados.

Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

Os números alarmantes colocam em xeque as medidas que o governo tem adotado para evitar que se repita o cenário catastrófico ocorrido no ano passado. O que tem ocorrido, porém, é uma devastação ainda pior.

O controle do desmatamento saiu do Ministério do Meio Ambiente e migrou para o chamado Conselho Nacional da Amazônia, liderado pelo vice-presidente Hamilton Mourão.

Numa tentativa de dar uma resposta à situação, o governo iniciou em 11 de maio, a operação militar “Verde Brasil 2”. Os resultados da operação, porém, como revelou o jornal O Estado de S. Paulo, estão inflados, embutindo em seu balanço operações de combate ao desmatamento que não tiveram nenhuma ligação com o apoio militar.

O decreto 10.341/2020, que autorizou o emprego das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (GLO), criando a operação Verde Brasil, tem custo mensal de R$ 60 milhões, o equivalente a quase 80% do orçamento anual de fiscalização do Ibama, mas a resposta aos altos índices de desmatamento não chegou.

“As queimadas contribuem simultaneamente para as crises globais do clima, da biodiversidade e com a catástrofe sanitária na região. O Brasil precisará fazer mais, muito mais, se quiser detê-las, fortalecendo os órgãos de controle, com planos permanentes e metas claras, e não de operações pontuais e custosas”, diz Rômulo Batista, da campanha e Amazônia do Greenpeace.

Na avaliação do especialista, os próximos três meses poderão ser catastróficos ao País. “É difícil nutrir esperança de que a catástrofe ambiental que vimos no ano passado, marcada por uma série de queimadas criminosas, seja menor em 2020. Afinal, a contenção do colapso está nas mãos de um governo que joga contra o meio ambiente e vem se mostrando incapaz de combater a destruição do maior patrimônio de todos os brasileiros, a Amazônia”, afirma Rômulo.

Na semana passada, um grupo formado por quase 30 instituições financeiras em todo o mundo divulgou uma carta na qual exige que o governo brasileiro freie o crescente desmatamento no País. A informação foi noticiada pelo jornal britânico Financial Times.

Para o grupo, a continuidade da prática criou “uma incerteza generalizada sobre as condições para investir ou fornecer serviços financeiros ao Brasil”. “É provável que os títulos soberanos brasileiros sejam considerados de alto risco se o desmatamento continuar”, escreveu o grupo, conforme reproduziu o jornal.

O assunto foi comentado pelos presidentes dos bancos Bradesco e Itaú. A questão ambiental é, na opinião do presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, o principal “perigo” que ameaça o Brasil. “No momento em que a sociedade se percebe frágil, a gente deve olhar para outros perigos. As consequências ambientais podem até vir de uma maneira mais lenta do que as da saúde como a covid-19, mas são mais duradouras e difíceis de reverter”, declarou.

O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, destacou que “todo mundo falava de sustentabilidade, de problema com o Planeta, de aquecimento global, reflorestamento, derrubada, de qualidade do ar, da água, todo mundo falava sobre isso, mas de fato nós temos de reconhecer que fizemos muito pouco em relação a isso”.

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SP ultrapassa 15 mil mortes por covid-19, número abaixo das projeções

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Balanço mostra que o Estado tem 15.030 mortes, 267 registradas em 24 horas. Já são 289.935 casos confirmados da doença, com 8.555 novos casos registrados

São Paulo: capital conseguiu estabilizar o número de óbitos (Eduardo Frazão/Exame)

São Paulo ultrapassou nesta quarta-feira 15 mil mortes pelo novo coronavírus. Balanço da Secretaria Estadual da Saúde mostra que o Estado tem 15.030 mortes, 267 registradas em 24 horas. Já são 289.935 casos confirmados da doença, com 8.555 casos registrados em 24 horas.

O número está abaixo de projeções feitas para o mês de junho pelo Centro de Contingência Contra a Covid-19, que passou a ser comandado por Paulo Menezes. A projeção era de até 290 mil casos até o final do mês e até 18 mil mortes.

Diante dos dados, o governador João Doria (PSDB) também afirmou que eles mostram que o Estado chegou a um platô da doença.

“Dados do comitê de saúde indicam mudança na curva da pandemia no Estado de São Paulo, especialmente na capital paulista. Quero reafirmar que estamos seguros de estamos no caminho certo e correto no Plano São Paulo. Não é um plano de flexibilização, mas uma quarentena heterogênea. Fechamos o mês abaixo dos óbitos projetados. Centenas de vidas foram poupadas em junho. Tivemos um leve declínio na curva de vítimas fatais. Conseguimos reduzir em 144 falecimentos na última semana. Não quero ser otimista e nem pessimista. Quero ser realista. Esses dados nos dão esperança e nos mostram a chegada num platô”, disse Doria.

O Centro de Contigência apresentou dados que mostrariam uma estabilidade no número de mortes na capital entre as semanas 21 e 26 da epidemia. Nesse intervalo, as mortes foram 699 (semana 21), 748 (semana 22), 662 (semana 23), 698 (semana 24), 772 (semana 25) e 611 (semana 26).

“Na capital, nas últimas seis semanas, nós temos uma pequena flutuação no número de óbitos, que tem variado de 700, 770, mas graficamente é possível estabelecer um platô nas últimas seis semanas em relação aos novos óbitos na capital”, afirmou João Gabbardo dos Reis, que é membro do Centro de Contigência da Covid-19 no Estado.

Já no interior, os dados mostram um avanço das mortes nessas semanas, com 658 (semana 21), 739 (semana 22), 864 (semana 23), 825 (semana 24), 1.141 (semana 25) e 1.158 (semana 26).

Testes para a vacina

Segundo Doria, já foram definidos os 12 centros de pesquisa que farão os testes da vacina contra o coronavírus aqui no Brasil na parceria com a chinesa Sinovac. Os testes, liderados pelo Instituto Butantan, serão realizados com 9 mil voluntários em seis estados brasileiros.

Em São Paulo, os testes serão conduzidos no Centro de Pesquisas do Hospital das Clínicas (USP), Instituto Emílio Ribas, Hospital Albert Einstein, Universidade Municipal de São Caetano do Sul, Hospital das Clínicas da Unicamp, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

Fora de São Paulo, os centros são: Universidade de Brasília, Instituto de Infectologia Evandro Chagas da Fiocruz, Universidade Federal de Minas Gerais, Hospital São Lucas da PUC-RS, Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

“Esses centros divulgarão critérios de inclusão dos candidatos e poderemos iniciar o processo do estudo clínico em si, na semana que vem. O Butantan realizará o desenvolvimento final dessa vacinação. Na minha expectativa, é uma das vacinas mais promissoras do mundo. Vamos sair já com um acordo, havendo registro, de disponibilização para o Brasil inicialmente de 60 milhões de doses”, disse Dimas Tadeu Covas, do Instituto Butantan.

“O governo espera aprovação esta semana da Anvisa para que os centros autorizem os testes”, disse Doria.

Segundo ele, a Sinovac, com quem o governo do Estado fechou parceria, já fez testes em fase 3 com mais de mil voluntários na China.

O acordo com o laboratório, de acordo com Doria, permite a transferência de tecnologia para produção da vacina pelo Butantan em São Paulo e ela será distribuída no SUS.

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6 estados do Brasil vão testar vacina chinesa contra a covid-19

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Os testes, liderados pelo Instituto Butantan, serão realizados com 9 mil voluntários em SP, PR, RS, RJ, MG e DF

Vacina (kuniharu wakabayashi/Getty Images)

São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal vão participar dos testes da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac.

Os 12 centros de pesquisa que farão parte desta fase de testes foram divulgados pelo governo de São Paulo nesta quarta-feira, 1º de julho. Os testes, liderados pelo Instituto Butantan, serão realizados com 9 mil voluntários.

Em São Paulo, serão conduzidos no Centro de Pesquisas do Hospital das Clínicas (USP), Instituto Emílio Ribas, Hospital Albert Einstein, Universidade Municipal de São Caetano do Sul, Hospital das Clínicas da Unicamp, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

Fora de São Paulo, os centros são: Universidade de Brasília, Instituto de Infectologia Evandro Chagas da Fiocruz, Universidade Federal de Minas Gerais, Hospital São Lucas da PUC-RS, Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná.O acordo entre o Instituto Butantan e o laboratório Sinovac prevê a transferência de tecnologia para a produção da vacina e distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é de que esteja disponível para a população em abril ou maio de 2021.

A vacina da Sinovac é uma das mais promissoras contra o coronavírus, ao lado de outra desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford.

As duas estão na fase 3 da pesquisa em que são feitos testes em humanos em grande escala, após mostrar sucesso com análises em laboratório e com pouco ou nenhum efeito colateral.

E o Brasil é fundamental nesta etapa de validação da eficácia da vacina, principalmente porque os testes precisam acontecer onde a população esteja exposta ao vírus. E o país ainda enfrenta muitos problemas em diversas regiões para conter o avanço da doença.

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Câmara aprova texto-base de MP que flexibiliza ano letivo

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De acordo com o texto aprovado, as escolas serão dispensados de cumprir os 200 dias do ano letivo por conta da pandemia de coronavírus

(Amanda Perobelli/Reuters)

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite de hoje (30) o texto-base da Medida Provisória 934/20, que trata da suspensão da obrigatoriedade de escolas e instituições de ensino superior cumprirem uma quantidade mínima de dias letivos neste ano devido à pandemia do novo coronavírus. A votação dos destaques, que podem alterar trechos do texto-base, foi suspensa com o encerramento da sessão. 

De acordo com o texto-base aprovado, os estabelecimentos de educação infantil serão dispensados de cumprir os 200 dias do ano letivo e também a carga mínima de 800 horas.

As escolas de ensino fundamental e médio deverão cumprir a carga horária mínima de 800 horas, mas não precisam cumprir, necessariamente, os 200 dias letivos.

O Conselho Nacional de Educação (CNE) deverá editar diretrizes nacionais para implantar a regra, segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e sem prejuízo da qualidade do ensino e da aprendizagem.

Em função do tempo que falta até fim do ano e da necessidade de se encaixar a carga horária, nos casos obrigatórios, dentro dos dias letivos, o projeto de lei de conversão, em que a MP foi transformada, permite que o conteúdo acadêmico deste ano seja aplicado em 2021, aglutinando duas séries ou anos escolares.

Para os alunos que estão em situação de risco de contrair o novo coronavírus, será garantido um atendimento adequado à sua condição, como o regime domiciliar ou hospitalar. Para os estudantes das redes públicas, deve ser garantida ainda a continuidade de programas de apoio, como os de alimentação e de assistência à saúde.

Aulas online

O texto permite o uso de atividade pedagógicas não presenciaciais, mas para contar como  carga horária mínima, terão de seguir critérios objetivos estabelecidos pelo CNE. Esses critérios deverão levar em conta as especificidades de cada faixa etária dos estudantes e de cada modalidade de ensino.

Aqueles sistemas de ensino que optarem pelas atividades não presenciais terão de assegurar que os alunos tenham acesso aos meios necessários para a realização dessas atividades. Se isso envolver equipamentos e assistência técnica, a União deverá ajudar estados, Distrito Federal e municípios, tanto em favor dos profissionais de educação quanto dos alunos.

Os recursos deverão vir do “orçamento de guerra” previsto na Emenda Constitucional 106, de 2020.

Enem

O projeto de lei de conversão também prevê que o Ministério da Educação deverá ouvir as secretarias estaduas de Educação para definir a nova data do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e do Programa Universidade para Todos (Prouni) deverão ter seus processos seletivo compatíveis com a data de divulgação dos resultados do Enem.

Ensino Superior

Para as instituições de ensino superior, não é preciso cumprir os 200 dias letivos, mas a carga horária prevista da grade curricular de cada curso deve ser cumprida. Pelo projeto, não deverá haver prejuízo aos conteúdos essenciais para o exercício da profissão e as atividades pedagógicas não presenciais também serão admitidas para completar a carga horária.

O texto-base aprovado autoriza a antecipação da conclusão de alguns curso da área de saúde, desde que cumpridos alguns requisitos. No caso de medicina, o aluno precisa ter cumprido 75% da carga horária do internato e nos cursos de enfermagem, farmácia, fisioterapia e odontologia, o mínimo é 75% da carga horária dos estágios curriculares obrigatórios.

A mesma situação se aplica aos cursos de educação profissional técnica de nível médio caso relacionados ao combate à pandemia. Para isso, o aluno precisará ter cumprido, no mínimo, 75% da carga horária dos estágios curriculares obrigatórios.

Em relação ao repasse de verbas da União aos entes federados no ano letivo de 2020, o projeto de lei de conversão prevê que não haja redução no cálculo dos valores dos programas.

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Ciclone-bomba chega no Sul do Brasil com ventos de 100km/h;

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Moradores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná compartilham nas redes sociais o momento que o fenômeno atinge as cidades

Ciclone em Santa Catarina: regiões Sul do Brasil registram o ciclone-bomba nesta terça-feira, 30 (Twitter/Reprodução).

O Sul do Brasil está em alerta com a chegada do ciclone-bomba nesta terça-feira, 30. Desde o início da semana, a previsão meteorológica já aguardava o fenômeno, que registra ventos de até 100 km/hora.

Segundo o site Climatempo, o ciclone-bomba irá se afastar para o oceano a partir desta quarta-feira, 1º.

Nesta manhã, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta para os três estados do sul do país, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. “Risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos”, diz o alerta.

Nesta tarde, o assunto já é um dos mais comentados nas redes sociais. Diversos vídeos mostram o momento que o fenômeno atinge as cidades, derrubando árvores e destelhando casas.,

Além do ciclone, Rio Grande do Sul e Santa Catarina também devem registrar neve nos primeiros dias de julho pela primeira vez neste ano.

 

 

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