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Trump pede US$ 5,7 bi para conter “crise” na fronteira com México

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Durante o discurso, Trump não disse se recorrerá à lei de emergências – como alguns especulavam – para evitar o Congresso

Presidente dos EUA: Em seu discurso do Salão Oval da Casa Branca, Trump afirmou que os agentes de fronteira enfrentam diariamente “milhares de imigrantes ilegais” (Carlos Barria/Reuters)

O presidente americano, Donald Trump, pediu nesta terça-feira 5,7 bilhões de dólares para erguer uma barreira de aço entre Estados Unidos e México, advertindo para a “crescente crise” migratória que ameaça o país.
“Há uma crescente crise humanitária e de segurança em nossa fronteira sul”, disse Trump, no momento em que a questão da verba para o muro impede a aprovação do orçamento federal e paralisa diversos serviços públicos.

Em seu discurso do Salão Oval da Casa Branca, Trump afirmou que os agentes de fronteira enfrentam diariamente “milhares de imigrantes ilegais” que tentam entrar nos EUA a partir do México.

“Nossa fronteira sul é passagem para uma grande quantidade de drogas ilegais, incluindo metanfetamina, heroína, cocaína e fentanil. A cada semana, 300 dos nossos cidadãos morrem apenas pela heroína”, destacou Trump.

Durante o discurso, Trump não disse se recorrerá à lei de emergências – como alguns especulavam – para evitar o Congresso e iniciar a construção da barreira com recursos das Forças Armadas.

A lei de emergência já foi adotada em várias ocasiões, como na presidência de George W. Bush, após os atentados de 11 de setembro de 2001 para aumentar os recursos das Forças Armadas além do orçamento, e pela administração de Barack Obama, durante a epidemia de gripe H1N1 para suspender algumas disposições do sigilo médico.

Mas a iniciativa, implementada através da Ata Nacional de Emergências, pode ser imediatamente impugnada na Justiça.

Reação democrata

A atual paralisação da máquina federal provocada pelo impasse no orçamento afeta cerca de 800 mil funcionários federais, que estão em casa sem remuneração a espera de uma decisão.

A presidente democrata da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, reagiu imediatamente acusando Trump de tornar o povo americano “refém” ao perpetuar o “shutdown” para forçar a aprovação da verba do muro no novo orçamento.

“Estes são os fatos: o presidente Trump precisa deixar de fazer os americanos reféns, deve deixar de inventar crises” migratórias e humanitárias na fronteira e “deve reabrir o governo”, disse Pelosi durante uma declaração transmitida logo após o discurso do presidente.

Trump exige uma verba de 5,7 bilhões de dólares no orçamento para levantar um muro que os democratas qualificam de “imoral”, caro e ineficaz.

“Não há crise ou invasão”

“Não há crise, não há invasão, não existe um risco identificado, como o presidente quer que os americanos acreditem para que tenham medo”, assinalou o legislador democrata Steny Hoyer.

A União Americana para Liberdades Civis (ACLU) declarou que Trump e a secretária de Segurança Nacional, Kirstjen Nielsen, estão mentindo sobre as estatísticas na fronteira e promovendo discursos comprovadamente “falsos”.

“Sua negação da humanidade e dos direitos dos imigrantes está dirigindo a agenda política de seu governo e matando pessoas”.

Trump deve viajar na quinta-feira à fronteira com o México “para se encontrar com os que estão na linha de frente”.

Construir um muro ao longo dos 3.200 km da fronteira entre Estados Unidos e México foi uma das principais promessas de campanha de Trump, que além do narcotráfico, vincula a imigração ilegal a diversos outros crimes, incluindo violência sexual.

Mas Trump enfrenta agora uma crise de credibilidade, já que poucos americanos estão convencidos de suas afirmações sobre imigrantes clandestinos, criminosos e terroristas abarrotando a fronteira sul.

“Acredito que o melhor que o presidente pode fazer pelo Partido Republicano é apresentar um caso convincente para justificar porque quer mais dinheiro”, declarou o senador republicano Lindsey Graham, um conhecido aliado de Trump. Fonte: Portal Exame

 

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Maduro diz que assessor de Guaidó faz parte de célula terrorista

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De acordo com o governo, o principal assessor de Guaidó foi preso na semana passada para desarticular a célula terrorista

Venezuela: Guaidó afirmou que Morrero seria julgado nos tribunais venezuelanos por “juízes cúmplices na ditadura” (Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que a prisão de Roberto Marrero por agentes do serviço de inteligência justifica-se por ele participar de uma “célula terrorista”. Marrero é chefe de gabinete de Juan Guaidó, autodeclarado presidente interino da Venezuela e principal opositor de Maduro.

De acordo com a imprensa oficial, a prisão de Marrero foi para desmantelar uma célula terrorista. Segundo informações da AVN, agência pública de notícias da Venezuela, as autoridades de segurança venezuelanas capturaram um chefe paramilitar colombiano contratado pela oposição para promover a violência no país.

Guaidó, nas redes sociais, afirmou que Marrero seu “irmão de luta” seria julgado nos tribunais venezuelanos por “juízes cúmplices na ditadura”. Na semana passada, o Grupo de Lima e várias entidades internacionais reagiram à prisão do assessor do presidente interino.

Marrero foi retirado de casa na sexta-feira (22) de madrugada. De acordo com relatos, um grupo de agentes secretos encapuzados violaram a residência do assessor parlamentar e o retiraram com violência.

*Com informações da AVN, agência pública de notícias da Venezuela.

Fonte Exame

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Nova Zelândia cria comissão para investigar atentado a mesquitas

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Investigação foi implementada após duras críticas aos corpos de segurança por terem deixado de lado as atividades de grupos de extrema direita

Ataque em Christchurch: comissão se centrará no que se podia ou devia fazer para prevenir o atentado (Jorge Silva/Reuters)

Sydney (Austrália) — A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou nesta segunda-feira, 25, a criação de uma comissão real de investigação para analisar o papel dos corpos de segurança em relação ao atentado supremacista de 15 de março contra duas mesquitas na cidade de Christchurch, que deixou um saldo de 50 mortos.

“Enquanto os neozelandeses e as comunidades muçulmanas de todo o mundo guardam luto e mostram sua compaixão, também se perguntam com toda a razão do mundo como foi possível que esse atentado terrorista ocorresse aqui”, declarou Ardern em entrevista coletiva.

A investigação se centrará no que se podia ou devia fazer para prevenir o ataque, assim como no suspeito e nas suas atividades antes do atentado, como afirmou Ardern ao se referir ao australiano Brenton Tarrant, que transmitiu em redes sociais o massacre durante 17 minutos e publicou um manifesto supremacista.

A comissão também averiguará a atuação do Serviço de Inteligência e Segurança da Nova Zelândia (NZSIS, na sigla em inglês), o Escritório Governamental de Segurança nas Comunicações, a Polícia, Alfândegas, Imigração e qualquer departamento relevante do governo, acrescentou a primeira-ministra.

A comissão real de investigação, que normalmente é reservada para os assuntos mais graves de importância pública, foi implementada no meio das duras críticas aos corpos de segurança e de inteligência por terem deixado de lado as atividades de pessoas e grupos de extrema direita.

Ardern, que anunciou no fim de semana que no dia 29 de março será organizado um ato público para render tributo às vítimas do massacre, antecipou que se reunirá com o representante da Microsoft, Brad Smith, para abordar o papel das redes sociais, devido à transmissão ao vivo do vídeo do atentado.

O ataque islamofóbico na Nova Zelândia obrigou os corpos de inteligência e segurança a repensar a vigilância de pessoas e grupos de extrema direita. Visto que “há muitas perguntas que devem ser respondidas (…) a lição que se tira é que nenhum país é imune a um ataque da extrema direita”, disse na semana passada à EFE o especialista em leis da Universidade de Waikato, Al Gillespie.

Fonte Exame

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Trump diz que conclusões de relatório representam sua “total inocência”

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Presidente americano disse que as alegações de uma suposta conspiração da sua campanha eleitoral com a Rússia foi “a coisa mais ridícula”

Donald Trump: apesar de o relatório não apontar crime do presidente, ele também não é exonerado de culpa (Mike Theiler/Reuters)

Washington — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo que as conclusões incluídas no relatório final que o procurador especial Robert Mueller entregou ao Departamento de Justiça representam a sua “completa e total inocência”.

Em breves declarações aos jornalistas pouco antes de pegar um voo rumo a Washington no Aeroporto Internacional de Palm Beach, no sul da Flórida, Trump disse que as alegações de uma suposta conspiração da sua campanha eleitoral com a Rússia foi “a coisa mais ridícula”.

“Depois de uma longa análise, depois de uma longa investigação, depois de tantas pessoas terem sido lastimadas, depois de não olhar para o outro lado, onde ocorreram muitas coisas ruins, acaba de anunciar que não houve conluio com a Rússia”, comentou o presidente.

“É uma pena que o nosso país tenha tido que passar por isto. Para ser honesto, é uma pena que o presidente tenha tido que passar por isto. É uma completa e total inocência”, frisou, em declarações com as quais rompeu o silêncio que manteve desde a sexta-feira, dia em que foi anunciado o término da investigação, que durou quase dois anos.

A investigação de Mueller não encontrou provas que incriminem Trump, nem por ter conspirado com a Rússia nas eleições de 2016 nem por ter obstruído a justiça, mas deixou aberta a possibilidade desta última acusação.

“A investigação do procurador especial não detectou que a campanha de Trump ou alguma das pessoas relacionadas a ela conspirou ou coordenou com a Rússia esforços para influenciar nas eleições presidenciais dos EUA de 2016”, escreveu o procurador-geral dos EUA, William Barr, em carta enviada neste domingo à Câmara dos Representantes e ao Senado.

De acordo com Barr, Mueller indicou que “embora este relatório conclua que o presidente (Trump) não cometeu um crime, tampouco o inocenta”. Dessa forma, o documento divulgado neste domingo deixa “sem definir se as ações e a intenção do presidente podem ser vistas como uma obstrução” à Justiça.

Barr argumentou que ele e o procurador-geral adjunto, Rod Rosenstein, concluíram que o material reunido por Mueller “não é suficiente para estabelecer se o presidente cometeu obstrução da justiça”.

Por causa desta investigação, 34 pessoas foram acusadas, incluindo seis ex-assessores de Trump (Paul Manafort, Rick Gates, George Papadopoulos, Michael Cohen, Michael Flynn e Roger Stone) e 26 russos que provavelmente não serão julgados porque os Estados Unidos não têm acordo de extradição com a Rússia.

O relatório de Mueller não inclui novas acusações e descarta a possibilidade de Trump ficar sujeito a uma acusação revelada quando deixar a presidência, mas é possível que o conteúdo do documento derive em acusações apresentadas pelas procuradorias de outros estados.

Democratas cobram versão completa do relatório

Os líderes democratas do Congresso dos Estados Unidos insistiram neste domingo que querem ver a versão completa do relatório elaborado pelo procurador especial Robert Mueller.

“O Congresso requer o relatório completo e os documentos subjacentes para que os comitês possam continuar com o seu trabalho independente, incluindo a supervisão e a legislação para abordar qualquer problema que o relatório possa acarretar”, disseram os líderes democratas na Câmara de Representantes e no Senado.

Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes, e Chuck Schumer, líder da minoria democrata no Senado, consideraram que o resumo de Barr gera a mesma quantidade de perguntas e respostas.

“O fato de o relatório de Mueller não inocentar o presidente de uma acusação tão grave como a obstrução da Justiça mostra o quão urgente é que o relatório completo e a documentação sejam divulgados sem mais demora”, argumentaram.

Pelosi e Schumer acusaram Barr de ter um “histórico público de viés” contra a investigação de Mueller, motivo pelo qual disseram que “não é um observador neutro e não está em condições de fazer determinações objetivas sobre o relatório”.

No comunicado, Pelosi e Schumer falaram que a reação de Trump “não deve ser recebida com nenhum grau de credibilidade”, já que as conclusões de Mueller não o inocentam completamente.

Fonte Exame

 

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