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Outra prensa no Congresso

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Fraquejada do Posto Ipiranga

O ministro da Economia, Paulo Guedes, após encontro com governadores em Brasília (DF) – 20/02/2019 (Adriano Machado/Reuters)

Este é um governo de brutos, fanfarrões e desajeitados. Mal a proposta de reforma da Previdência começa a tramitar no Congresso, o que fez Paulo “Posto Ipiranga” Guedes?

O todo poderoso ministro da Economia e de tudo o mais que tenha alguma coisa a ver com ela falou em pedir demissão se a reforma acabar desidratada por deputados e senadores.

Auxiliares dele que ouviram o seu discurso na cerimônia de posse do novo presidente do Banco Central correram a dizer que tudo não passara de brincadeira.

Nem a fala foi dita em tom de brincadeira, nem o ministro confirmou que apenas brincara. De resto, o assunto não admite brincadeiras. É sério demais, e, como tal, deve ser tratado.

Guedes é o único fiador de um governo que vai mal das pernas desde que começou há quase 100 dias. Não será na base da prensa que empurrará a reforma da Previdência goela abaixo do Congresso.

Fonte Veja

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Passageiros enfrentam bilheterias fechadas e tumulto após fim da greve no Metrô-DF

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Passageiros enfrentam bilheterias fechadas e tumulto após fim da greve no Metrô-DF

A retomada do serviço do Metrô no Distrito Federal – após 77 dias de greve dos metroviários – foi marcada por tumulto no embarque e no desembarque de passageiros e por falhas no sistema da companhia. Alguns problemas persistiram até o fim da manhã desta sexta-feira (19).

Por volta das 7h – horário de pico – filas grandes se formaram nas bilheterias para a compra de cartões de acesso às plataformas. Na estação Praça do Relógio, até as 10h30, apenas um dos quatro guichês estava em funcionamento.

Em 13 das 24 estações abertas, o acesso aos passageiros foi liberado gratuitamente por falta de funcionários. A situação foi registrada nos seguintes terminais:

  • 102 Sul
  • 108 Sul
  • 112 Sul
  • 114 Sul
  • Asa Sul, Feira
  • Arniqueiras
  • Concessionárias
  • Praça do Relógio
  • Ceilândia Sul
  • Ceilândia Norte
  • Furnas
  • Terminal Samambaia

Em nota, o Metrô informou que o número de servidores está reduzido. Pela manhã, dos 92 metroviários previstos para assumir o turno, apenas 64 se apresentaram ao trabalho. Ao todo, foram 28 ausências.

“Os números são bem superiores em relação aos dias normais, quando são notificadas de 5 a 8 ausências”, diz comunicado da companhia. “Foram 18 licenças médicas, dois atestados de comparecimento, 1 atestado de acompanhamento e sete não informaram o motivo da falta.”

Já a direção do Sindicato dos Metroviários (SindiMetrô) diz que emitiu uma recomendação para os servidores retomarem as atividades e afirma que os funcionários ausentes “já estavam de licença durante a greve ou adoeceram neste dia [sexta]”.

“Isso não tem como prever, nem questionar, porque só pode ficar de licença médica se amparado por um atestado assinado por um médico e com o CID [código internacional] da doença”, disse a diretora da entidade, Renata Campos.

Greve legal, mas…

Pela decisão da Justiça, os servidores deveriam ter voltado integralmente ao serviço. Na terça-feira (16), o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) decidiu que a paralisação dos metroviários é legal, mas entendeu que parte das reivindicações da categoria já estava sendo atendida.

Em 77 dias de greve, o Metrô calculou o prejuízo de R$ 9,3 milhões aos cofres da empresa. Em pouco mais de dois meses, 1,9 milhão de usuários foram transportados a menos na comparação com o mesmo período do ano anterior. Esta foi a paralisação mais longa da categoria no DF.

Falha no sistema

Além dos problemas na bilheteria, passageiros também enfrentaram tumulto na volta para casa na quinta-feira (18). Na estação Central, por onde circulam cerca de 30 mil pessoas por dia, uma falha impediu os trens de mudarem de sentido na linha.

De acordo com o Metrô, a máquina que faz a reversão apresentou defeito e, por isso, a entrada e saída de usuários do vagão teve de ser feita na mesma plataforma.

Por volta das 18h, a TV Globo registrou estações cheias. Os passageiros enfrentavam dificuldade para entrar e sair dos vagões.

Na rodoviária do Plano Piloto, os usuários reclamavam ainda da falta de informações sobre a mudança no embarque. O reparo foi feito às 20h.

Passageiros enfrentam bilheterias fechadas e tumulto após fim da greve no Metrô-DF — Foto: TV Globo/Reprodução

Passageiros enfrentam bilheterias fechadas e tumulto após fim da greve no Metrô-DF — Foto: TV Globo/Reprodução

Corte de pontos

Na decisão, a Justiça também proibiu o Metrô de cortar o ponto dos servidores que participaram da greve. No entanto, uma liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) permitiu o desconto no salário dos grevistas. O sindicato afirma que vai recorrer da decisão.

Na quarta (17), o governador Ibaneis Rocha (MDB) afirmou que os cortes salariais serão feitos no contracheque dos servidores e ainda criticou o serviço de transporte no DF. “Não conheço ninguém que possa dizer que o serviço de metrô no Distrito Federal seja bem prestado”.

“[Os metroviários] perderam todas suas cláusulas de benefício. Vão ter os salários cortados porque tenho uma decisão do TST que me autoriza. A folha [de pagamento] que fecha hoje sai com cortes salariais desse mês, e os dos meses anteriores vão sair em agosto.”

Passageiros enfrentam bilheterias fechadas e tumulto após fim da greve no Metrô-DF — Foto: TV Globo/Reprodução

Passageiros enfrentam bilheterias fechadas e tumulto após fim da greve no Metrô-DF — Foto: TV Globo/Reprodução

Relembre a greve

Com 77 dias de paralisação, a greve dos metroviários se tornou a maior da história da categoria no DF. O SindiMetrô reivindicava o cumprimento das sentenças judiciais que determinam reajuste dos salários no mesmo índice que a inflação. Eles pediam ainda a manutenção do acordo coletivo firmado em 2017.

A proposta mais recente do Metrô-DF ofereceu aumento no valor do auxílio alimentação e no ressarcimento do plano de saúde, além de incorporação da carga horária de seis horas ao contrato de trabalho dos pilotos.

Sem acordo entre as partes, as reivindicações foram julgadas pela Justiça.

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Onyx: 25 mil cargos comissionados devem ser cortados das universidades

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De janeiro a julho, outros 21 mil postos de trabalho já foram encerrados

O governo federal pretende cortar mais 25 mil cargos comissionados. A declaração foi dada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, após a cerimônia de 200 dias do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que aconteceu nesta quinta-feira (18). A ideia, de acordo com o ministro, é “enxugar” a máquina pública.

Para Onyx, as universidades e institutos federais (IFS) têm um número excessivo de cargos em comissão. “Nós já cortamos 21 mil, vamos caminhar para mais 25 mil, porque… Só para que vocês tenham uma ideia, só nas universidades federais e nas IFS, são 60 mil. Todos aqui hão de convir que é excessivo”, disse.

Ele também responsabilizou o PT pelo grande número de cargos comissionados. “O Partido dos Trabalhadores aparelhou, convenientemente, principalmente as IFS, onde o que menos importa é a qualidade e onde o que mais importa é a ação política. Ou vocês acham que as ações políticas feitas na área estudantil vêm da onde mesmo?”, completou.

Questionado, o subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Humberto Fernandes de Moura, disse que a medida não fere a autonomia universitária. “Não há nenhuma ofensa à autonomia universitária. O governo respeita, o ministro Abraham [Weintraub, da Educação] fala isso várias vezes, respeita a autonomia universitária e o órgão jurídico também zela por esse respeito.”

 

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Palocci: Em troca de favores, bancos doaram R$ 50 milhões ao PT durante governos Lula e Dilma

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Ex-ministro disse que doações eram “vantagens indevidas de modo dissimulado”

O ex-ministro Antonio Palocci revelou, em acordo de delação premiada, que o Partido dos Trabalhadores (PT) recebeu cerca de R$ 50 milhões em doações de alguns dos principais bancos do país, como Bradesco, Safra, BTG Pactual, Itaú Unibanco e Banco do Brasil. Segundo informações obtidas pelo jornal O Globo, os valores eram destinados à campanha eleitoral da sigla que, em troca, ofereceu favores durante os governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

De acordo com a publicação, os bancos recebiam informações privilegiadas, como informações sobre mudanças na taxa básica de juros (Selic) e também conseguia apoio do governo, que defendia os interesses das instituições financeiras.

Ele cita, por exemplo, repasses de cerca de R$ 7 milhões feitos pelos grupos Safra e Votorantim ao PT nas eleições de 2010 e 2014, que teriam acontecido em troca de um apoio do BNDES a compra de uma empresa pelo Votorantim. Em outro caso, Palocci afirma que o Itaú Unibanco doou R$ 4 milhões à campanha de Dilma em 2010 depois que o governo atuou favoravelmente à aprovação da fusão das duas empresas.

As instituições financeiras negam as acusações do ex-ministro, e as definem como “mentirosas” e “inverossímeis”, além de dizer que não existem provas das versões. Os bancos também afirmam que as doações foram feitas de forma legal.

Um dos apontamentos de Palocci, no entanto, não foi comprovado. Ele diz que o BTG repassou R$ 4 milhões à campanha de Lula em 2006 em troca de que a gestão agisse contra um processo de um acionista da instituição. Apesar da pena do empresário ter sido reduzida, não existem registros dessa doação

Relembre

Palocci foi ministro da Fazenda de Lula e chefe da Casa Civil de Dilma. Antes de fechar o acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF) no ano passado, ele procurou o Ministério Público Federal (MPF), que disse que não havia provas suficientes de seus relatos.

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