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Multa aplicada pela UE atinge a principal fonte de receita do Google

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Publicidade exibida em resultados de busca pode ser impactada, já que os dispositivos móveis representam mais da metade das buscas realizadas pelo Android

Paris e São Paulo – A multa de US$ 4,3 bilhões (cerca de R$ 19,4 bilhões) que a União Europeia impôs nessa quarta-feira, 18, ao Google pode ter impacto direto no Android, sistema operacional móvel mais usado do mundo. A União Europeia acusa o Google de obrigar fabricantes de smartphones a pré-instalar aplicativos, como o de busca e o YouTube, nos telefones em troca de usarem o sistema. Após o anúncio, o presidente executivo do Google, Sundar Pichai, disse que a empresa vai recorrer.

A decisão pode mudar o modelo de negócios do Android, que hoje é usado gratuitamente por 1,3 mil fabricantes em todo o mundo – segundo o Google, são 24 mil modelos de dispositivos com a plataforma, que hoje possui mais de 1 milhão de aplicativos. Criado em 2008 para competir com o iPhone, da Apple, o Android ganhou mercado por ser de código aberto e gratuito e hoje é usado em mais de 80% dos dispositivos móveis.

“O Google investiu bilhões de dólares para fazer do Android o que ele é hoje”, disse Pichai, no blog oficial. “Esse investimento faz sentido porque podemos oferecer aos fabricantes a opção de pré-instalar um conjunto de aplicativos populares, alguns que geram receita para o Google.” Se esse tipo de acordo for proibido na Europa, é possível que o gigante das buscas passe a cobrar pelo software, num modelo similar ao do Windows, da Microsoft.

Isso pode fazer o preço dos smartphones nos países europeus subir. “Pela falta de opção, os fabricantes podem optar por pagar pelo Android, caso seja necessário”, disse o gerente de pesquisas da consultoria IDC, Reinaldo Sakis, ao Estado. “A estimativa mais plausível é de que esse valor seja repassado aos consumidores.”

Para o professor de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP), Fernando Meirelles, o Google vai “espernear” por conta da decisão, mas o impacto será pequeno, já que a instalação dos aplicativos poderá ser sugerida de outra forma. “O Google vai ter que dar um jeito, porque não dá para levar multa de US$ 5 bilhões toda semana”, afirma.

A multa aplicada pela União Europeia atinge em cheio a principal fonte de receita do Google: a publicidade exibida em resultados de busca. Hoje, os dispositivos móveis já representam mais da metade das buscas realizadas na ferramenta. “Se os fabricantes não puderem instalar os aplicativos num grande número de dispositivos, isso pode prejudicar o equilíbrio do ecossistema do Android”, diz Pichai.

Investigação

A multa divulgada na quarta-feira é resultado de uma investigação iniciada há três anos pela comissária de concorrência da União Europeia, Margrethe Vestager. A suspeita inicial era de que o Google constrangia fabricantes como Samsung, Sony, Motorola e Huawei, a pré-instalar a busca da empresa nos dispositivos com Android. Só assim, os aparelhos poderiam oferecer também a loja de aplicativos do Android, chamada de Play Store.

A investigação também apontou que o Google fez pagamentos a alguns fabricantes e a operadoras de telecomunicações para que transformassem o navegador de internet Chrome e a busca do Google em padrão.

“O Google aplicou práticas ilegais para consolidar sua posição dominante sobre o mercado de pesquisa online. Isso prejudica os consumidores e é ilegal”, advertiu Margrethe. “O Google deve cessar suas práticas nos próximos 90 dias, caso contrário corre o risco de novas penalidades.”

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Wikipedia adverte que não cederá princípios para entrar na China

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Versão chinesa da enciclopédia eletrônica, lançada em maio de 2001, está bloqueada desde 3 de junho de 2004

Taipé – O fundador da Wikipedia, Jimmy Wales, advertiu nesta quinta-feira em fórum na cidade de Taipé que sua empresa não cederá em seus princípios para pode entrar na China, o país mais populoso do mundo.

A versão chinesa da Wikipedia, lançada em maio de 2001, está bloqueada desde 3 de junho de 2004, um dia antes da comemoração do 15º aniversário do massacre na Praça da Paz Celestial de 1989.

Segundo explicou Wales, muitos cederam diante da China para entrar no mercado do país, só que a famosa ‘enciclopédia eletrônica’ não fará o mesmo, ainda que reconheça que esta seja uma decisão complicada para as empresas e que é difícil classificar o que é correto ou incorreto.

O empresário de 51 anos destacou que a Wikipedia pode contribuir para um entendimento maior entre a China e o resto do planeta, inclusive ajudando na melhoria da relação entre China e Taiwan.

“No final, o conhecimento e a aceitação dos fatos da história e a compreensão dos desacordos são incrivelmente poderosos para gerar soluções, independente de quais sejam”, acrescentou durante a participação do Fórum de Inovação Digital, que aborda a inteligência artificial, a tecnologia científica e financeira e a inovação digital.

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Instagram testa alternativa ao bloqueio de seguidores

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Recurso disponível para a versão beta em smartphones Android é menos agressivo para ocultar suas publicações

O aplicativo do Instagram para smartphones Android apresenta um novo recurso para um pequeno grupo de usuários inscritos no seu programa de testes: a possibilidade de remover uma pessoa da sua conta sem precisar bloqueá-la.

O recurso funciona como uma alternativa para quem possui uma conta pública e deseja restringir o acesso de antigos amigos ou ex-namorados às publicações no Instagram.

O usuário que for removido não vai ser notificado de que você tomou a decisão de ocultar dele as suas publicações.

O recurso não foi detectado em smartphones Android. Nos Estados Unidos, uma série de usuários já recebeu o recurso.

Recentemente, o aplicativo liberou uma função que permite silenciar outros usuários, uma maneira de deixar de ver as fotos que alguém publica sem ter que deixar de segui-lo para isso. Para efeito de comparação, o funcionamento é parecido com o do Facebook, que permite que deixemos de seguir outros usuários na nossa linha do tempo–sem que eles saibam disso.

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Cambridge pode ter fornecido dados de usuários do Facebook à Rússia

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Informação faz parte da investigação do Escritório do Comissariado da Informação, órgão regulador de proteção de dados do Reino Unido

São Paulo – Os dados de 87 milhões de usuários que foram coletados pela Cambridge Analytica podem ter sido acessados pelo governo da Rússia. A informação faz parte da investigação do Escritório do Comissariado da Informação (ICO, na sigla em inglês), órgão regulador de proteção de dados do Reino Unido, que teve início em março deste ano.

À CNN o ICO anunciou que encontrou evidências de que as informações foram acessadas pela Rússia e outros países. As investigações estão focadas agora em saber a quais dados os russos tiveram acesso. “Nós queremos saber se eles poderiam pegar alguns desses dados e usá-los para qualquer coisa que quisessem fazer.”

O órgão disse ainda que pode ter sido possível que os russos tenham usado as informações coletadas pela Cambridge Analytica para direcionar os anúncios publicados nos Estados Unidos durante a eleição presidencial de 2016. Relembre: Cambridge Analytica recorre à lei de falência nos Estados Unidos 

Aleksandr Kogan, criador o aplicativo This is Your Digital Life (Essa é a sua vida digital, na tradução livre do inglês) usado para coletar os dados no Facebook e vender para a Cambridge Analytica, negou que tenha repassado as informações aos russos. “Porém, eu não sei o que poderia ter acontecido com os dados depois que entreguei à Cambridge Analytica”, disse o pesquisador à CNN.

Na semana passada, a ICO anunciou que propôs uma ação criminal contra a SCL Elections Ltd, a empresa controladora da Cambridge Analytica. Ele também disse que pretende multar o Facebook em £ 500.000 por violar duas leis de Proteção de Dados de 1998.

A preocupação com a interferência russa nas eleições americanas não é de hoje. O Twitter já identificou que mais de 50 mil robôs virtuais, controlados por russos, fizeram uma campanha para favorecer o então candidato Donald Trump durante as eleições dos Estados Unidos.

Na ocasião, eles retuitaram mensagens publicadas por Trump na rede social quase 500 mil vezes, segundo o Twitter, inflando um engajamento do candidato.

No Facebook, o uso de robôs virtuais também foi usado por russos para tentar influenciar eleitores nos EUA.

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