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Eles podem e elas não?

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Prêmio dado em feira de tecnologia a um consolo robótico feminino é retirado após a organização do evento acusá-lo de “profano”

SEM AS MÃOS –  O aparelho, desenvolvido por engenheiras ligadas à Universidade Estadual do Oregon (EUA), funciona sozinho (//Divulgação)

“Imoral, obsceno, indecente e profano.” Assim a organização da Consumer Electronics Show (CES), a tradicional feira de tecnologia que ocorre todos os anos em Las Vegas, definiu o objeto que se vê na foto acima. É um consolo sexual robótico para uso de mulheres, desenvolvido por um time de engenheiras da Universidade Estadual do Oregon, referência em automação, para a startup americana Lora DiCarlo. Batizado de Osé — “ousado”, em francês, ou “picante”, em italiano —, o aparelho se molda ao corpo da dona e segue instruções automatizadas para levá-la ao prazer.

Inicialmente, a CES se deslumbrou com o produto e concedeu seu principal prêmio de inovação à Lora DiCarlo. No entanto, pouco depois, a organizadora retirou a láurea do Osé, com a justificativa de que o invento era “imoral, obsceno, indecente e profano”. “Junto com meu time, criei um produto que é a definição de algo inovador”, disse a VEJA a engenheira mecânica Lola Vars, líder da equipe técnica que assina a novidade. “O Osé imita a sensação de um parceiro de carne e osso, simulando o toque, a boca — e tudo isso sem necessitar que a usuária o manipule. Nenhuma outra tecnologia foi capaz de juntar esses atributos”, destaca Lola.

MACHISMO – A RealDoll: destaque na Consumer Electronics Show de 2018 (//Divulgação)

A história do recuo da CES veio a público quando a CEO da Lora DiCarlo, Lora Haddock, publicou na internet uma carta aberta em que reclamava do cancelamento do prêmio. A polêmica ganhou corpo quando o diretor-geral da feira, Gary Shapiro, deu sua resposta, na qual afirmava que a CES é um “show de negócios”, e não um show de pornografia. Em seguida, Shapiro proibiu que o Osé — que deve chegar ao mercado, por cerca de 280 dólares, ainda em 2019 — fosse até mesmo exibido no pavilhão do evento. Sua reação não se justifica, e por um motivo simples: todos os anos a CES exibe modelos de bonecas sexuais, além de outros brinquedos dedicados ao público masculino — mesmo sem ser um evento de pornografia.

Seria o Osé mais “obsceno” do que, por exemplo, bonecas de lábios carnudos e olhares lânguidos, como a RealDoll, fabricada pela empresa californiana Abyss Creations, que foi um dos destaques eróticos da CES do ano passado? “Ficou óbvio que o prêmio foi tirado do Osé porque discutimos abertamente o clímax sexual feminino”, afirma Lola Vars. “Como uma mulher que atua nesse campo, infelizmente estou acostumada com a ideia de que inovações feitas ou voltadas para nós não são bem­-vistas na comunidade tech.” Para ela, a atitude da CES embutiu um indisfarçável machismo. Le­van­do-­se em conta que a polêmica nasce numa indústria dominada por homens — no Vale do Silício, só 20% dos cargos técnicos e 11% dos postos de liderança são ocupados por mulheres —, a explicação da engenheira parece mais adequada do que considerar o Osé mais “profano” do que a RealDoll, dotada de um avançado software que habilita a boneca a satisfazer certas fantasias masculinas. Fonte: Exame

 

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Tesla tem novo concorrente elétrico tem três rodas e preço de Ford Fiesta

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A Electra Meccanica afirma que sua visão peculiar de um automóvel visa a redefinir a categoria

(Ben Nelms/Bloomberg)

Ele é 100 por cento elétrico como um Tesla. Tem o preço de um Ford Fiesta. Tem um dos visuais mais estranhos que você já viu – e pode simplesmente redefinir o conceito de carro para o dia a dia.

No momento em que a General Motors se prepara para fechar a fábrica perto de Toronto que deu início à indústria automotiva no Canadá, há mais de um século, um novo modelo ganha forma em uma minúscula instalação de produção nos arredores de Vancouver.

Conheça o Solo — um veículo de um assento fabricado pela Electra Meccanica Vehicles que custa US$ 15.500.

Em dezembro, 5.000 unidades estarão percorrendo as ruas de Los Angeles e mais 70.000 serão entregues nos próximos dois anos na costa oeste dos EUA. A Electra Meccanica pode ter um valor de mercado de apenas US$ 44 milhões, mas tem também US$ 2,4 bilhões em pré-encomendas.

O peculiar triciclo pode até servir de tábua de salvação para a condenada fábrica da General Motors em Oshawa, Ontário, no Canadá, que deverá fechar neste ano e deixar 3.000 desempregados.

“Tivemos algumas discussões em torno disso”, disse o CEO da Electra Meccanica, Jerry Kroll, acrescentando que nenhuma decisão foi tomada. “Nada me faria mais feliz do que recontratar todas aquelas pessoas, com um veículo desenhado e projetado no Canadá.”

Impulso elétrico

Fabricantes de automóveis como Tesla, Nissan Motor e Volkswagen estão correndo para fabricar o carro do futuro. Até o momento, elas produziram versões mais limpas e silenciosas, mas mais caras, dos modelos que já rodam por aí. A rentabilidade tem sido difícil de alcançar — muitas fabricantes provavelmente estão perdendo dinheiro em cada unidade, mas vendem em busca de participação de mercado futura, segundo a Bloomberg New Energy Finance.

A Electra Meccanica afirma que sua visão peculiar de um automóvel visa a redefinir a categoria.

“A Tesla está fazendo um bom trabalho em termos de fabricação de carros grandes — carros convencionais que são elétricos”, diz Kroll, que trabalhou em sistemas de propulsão elétrica na Nasa na Califórnia e fez amizade com os cofundadores da Tesla Marc Tarpenning e Martin Eberhard.

“Esta empresa está produzindo o carro que Elon Musk desejaria estar construindo”, disse Kroll, em entrevista separada à Bloomberg Television. “É ótimo produzir um carro de US$ 45.000, US$ 100.000 ou US$ 250.000. Mas para o grande público? Um carro de US$ 15.000 capaz de fazer com que deixem de usar gasolina. Isso é criativo.”

E qual é o desempenho? O modelo vai de zero a 60 milhas (97 quilômetros) por hora em oito segundos, não muito diferente de um Porsche Cayenne. É recarregado em três horas, tem autonomia de 160 quilômetros e atinge uma velocidade máxima de mais de 130 quilômetros por hora. E consegue transportar o conteúdo de um carrinho de supermercado totalmente carregado em compartimentos de armazenagem na frente e atrás.

Fonte Exame

 

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Google e Amazon querem coletar mais dados de alto-falantes inteligentes

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Até dispositivos tão simples quanto lâmpadas permitem que empresas de tecnologia preencham lacunas sobre seus clientes e usem os dados para marketing

Mário Queiroz: VP global de produtos do Google apresentando o alto-falante inteligente Google Home (Reprodução/Getty Images)

Enquanto a Amazon e o Google trabalham para colocar seus alto-falantes inteligentes no centro da casa conectada à internet, as duas gigantes da tecnologia estão ampliando a quantidade de dados que coletam de clientes que usam seus softwares de voz para controlar outros dispositivos.

Há vários anos a Amazon e o Google coletam dados toda vez que alguém usa um alto-falante inteligente para acender a luz ou trancar uma porta. Agora, eles estão pedindo às fabricantes de aparelhos para casas inteligentes, como a Logitech e a Hunter Fan, que enviem um fluxo contínuo de informações.

Em outras palavras, depois que uma luminária for conectada à Alexa, a Amazon vai querer saber quando a luz está acesa ou apagada, mesmo se você não pediu à Alexa que ativasse ou desativasse o interruptor. Os televisores deverão informar o canal em que estão ligados. Fechaduras inteligentes deverão informar à empresa se a porta da frente da casa está trancada ou não.

Essa informação pode parecer banal em comparação com o software de geolocalização dos smartphones que acompanha a pessoa ou com a quantidade de dados pessoais que o Facebook absorve com base na sua atividade. Mas até dispositivos tão simples quanto lâmpadas podem permitir que as empresas de tecnologia preencham lacunas sobre seus clientes e usem os dados para fins de marketing. Tendo acumulado um cadastro digital de atividade em espaços públicos, dizem os críticos, agora as empresas de tecnologia estão empenhadas em estabelecer um contato dentro dos lares.

“Você pode aprender os comportamentos de uma casa com base em padrões”, diz Brad Russell, que rastreia produtos para casas inteligentes para a empresa de pesquisa Parks Associates. “Uma das coisas fundamentais é a ocupação. As empresas podem fazer muito com isso.”

Novo relacionamento

A Amazon e o Google dizem que coletam os dados para facilitar o gerenciamento dos eletrodomésticos. As atualizações automáticas de status reduzem o tempo necessário para processar comandos de voz e permitem que os hubs de casas inteligentes apresentem informações atualizadas em uma tela ou aplicativo de smartphone. Uma maior conscientização sobre o que está acontecendo também permite que eles sugiram proativamente usos úteis para seus assistentes de voz e desenvolvam novos.

Quando os alto-falantes inteligentes chegaram ao mercado, eles comandavam outros dispositivos da seguinte maneira. Depois de receber o comando “Alexa, acenda a luz”, o software perguntava aos servidores da fabricante de lâmpadas qual era o status atual da lâmpada. Após receber a confirmação de que o interruptor estava desligado, Alexa instruía a luz a acender.

Agora, em uma campanha que foi acelerada no ano passado, a Amazon e o Google estão recomendando — e, em alguns casos, exigindo — que os fabricantes de produtos para casas inteligentes ajustem seus códigos para reverter esse relacionamento. A lâmpada deve informar seu status ao hub o tempo todo.

“Fazer um compartilhamento excessivo de dados simplesmente por fazer um compartilhamento excessivo de dados provavelmente nunca é bom”, diz Ian Crowe, diretor sênior da Logitech International, fabricante de acessórios para computadores e eletrodomésticos. “Devemos ter um bom motivo para isso e os nossos usuários devem estar de acordo de que esse é um bom motivo” antes de compartilhar dados.

Fonte Exame

 

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Nubank tem instabilidade e fica fora do ar nesta segunda-feira

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Usuários do Nubank se depararam com algumas dificuldades para usar os serviços da empresa nesta segunda-feira, 11. Os usuários se depararam com mensagens de erro ao realizar praticamente todas as ações disponíveis nos aplicativos tanto para Android quanto para iPhone.

As reclamações se avolumaram rapidamente ao longo da manhã desta segunda-feira, o que fica evidenciado pelo número de pessoas que reportaram falhas no site Down Detector. É possível perceber de forma óbvia um surto de reclamações ao longo da desta manhã.

 Reprodução

Os erros se apresentaram de formas diferentes paa cada usuário. Alguns se depararam com mensagens de que não estavam conectados à internet, mesmo com o Wi-Fi ou o 4G funcionando normalmente. Em outros casos, funções do aplicativo simplesmente se mostravam como indisponíveis.

Quando questionado pelos usuários nas redes sociais, o Nubank deu um comunicado em que confirmava a instabilidade. A empresa também dava um link de contato para o caso de uma emergência.

 

 

Nos nossos testes, os serviços do Nubank parecem ter retomado a normalidade no início desta tarde, mas ainda há pessoas reclamando nas redes sociais. O Olhar Digital entrou em contato com a empresa para saber se há novidades e atualizará o texto se a empresa se manifestar sobre o tema.

 

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