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Dupla se disfarça de ‘fiéis da igreja’, assalta mulheres e joga carro sobre PMs para fugir de blitz

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Terno usado por criminosos para se disfarçarem — Foto: Reprodução/TV Globo

Duas mulheres foram assaltadas quando saíam de casa na madrugada desta sexta-feira (5) em Ceilândia, no Distrito Federal. Elas foram surpreendidas por dois homens que estavam disfarçados de “fiéis da igreja”.

Segundo as vítimas, eles usavam paletó e gravata e conversavam em frente a um templo religioso antes de abordá-las.

“Os dois estavam de terno: uma forma de ludibriar tanto as vítimas quanto o serviço policial, na abordagem”, complementa o tenente Iury Medeiros.

A despachante Pâmela Araújo conta que um dos assaltantes estava com uma arma na mão e apontou para a barriga dela, obrigando a sair do carro. “‘É um assalto, sai do carro’, ele disse. Eu saí, mas estava nervosa e não estava percebendo o que estava acontecendo.”

Carro levado pela dupla e depois recuperado — Foto: Reprodução/TV Globo

 

Os suspeitos, no entanto, não contavam com uma blitz na DF-479, entrada de Samambaia. Eles jogaram o carro da vítima para cima dos policiais, mas foram perseguidos e presos em flagrante na altura da quadra 601.

Com eles, os militares encontraram uma arma de pressão que foi usada no crime. Segundo a Polícia Militar, os dois já tinham passagens – sendo um com sete reincidências por roubo e furto.

Ainda de acordo com a polícia, um deles estava em prisão domiciliar e o outro estava foragido por outros crimes. Os dois vão responder por roubo – que prevê pena de quatro a dez anos de prisão.

Blitz por onde ladrões tentaram escapar — Foto: Reprodução/TV Globo

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Polícia encontra R$1,5 milhão enterrado em quintal de ex-vereador

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Dinheiro, quase todo em notas de R$ 20, R$ 50 e R$ 100, estava envolto em plásticos para não pegar umidade

Policiais encontraram mais de R$1,5 milhão em dinheiro vivo enterrados no quintal da casa do ex-vereador José Eurípedes de Souza (Andrew Harrer/Bloomberg)

Sorocaba – Policiais encontraram mais de R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo enterrados no quintal da casa do ex-vereador José Eurípedes de Souza, nesta segunda-feira, 17, em Igarapava, interior de São Paulo. Os maços de cédulas estavam acondicionados em quatro caixas de isopor, enterradas na parte dos fundos do quintal.

A mulher do ex-vereador, Guejane Emília Flausino, que “tomava conta” do dinheiro, foi presa. Souza já estava detido desde o último dia 6 por suspeita de usura e lavagem de dinheiro. Quando exercia o mandato, ele foi preso e depois condenado por exigir “mensalinho” para aprovar projetos do prefeito da época.

O dinheiro, quase todo em notas de R$ 20, R$ 50 e R$ 100, estava envolto em plásticos para não pegar umidade. Os policiais militares fizeram escavações no quintal para localizar as caixas. Após a retirada dos volumes enterrados, eles precisaram levar o montante para um banco para a contagem das notas. A soma totalizou R$ 1.545.939,00.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, o ex-vereador é acusado de agiotagem. Ele fazia empréstimos com juros extorsivos a moradores da cidade e não declarava os rendimentos.

As buscas na casa foram autorizadas pela Justiça no decorrer das investigações da Operação Agio, que levou à prisão de Souza. A mulher, que estava no imóvel no momento da apreensão, foi considerada cúmplice do marido.

Segundo o Gaeco, o ex-vereador utilizava empresas de familiares e amigos para “lavar”dinheiro, incluindo lojinhas de R$ 1, espalhadas pela região de Igarapava e cidades do sul de Minas Gerais. Outros familiares do suspeito são investigados. A advogada do casal, Maria Claudia Seixas, foi contatada pela reportagem e sua assessoria informou que ela daria retorno oportunamente.

“Mesada”

Em 2015, o ex-vereador foi condenado pelo envolvimento num esquema de “mesadas” exigidas pelos vereadores para aprovar projetos de interesse do Executivo. O caso, denunciado em 2009, ficou conhecido como “mensalinho de Igarapava”.

Outros quatro vereadores à época também acabaram condenados. Souza recebeu pena de 5 anos e 8 meses de prisão, mas recorreu em liberdade. Em março deste ano, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) reduziu a pena para 2 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto. Fonte: Portal Exame

 

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Circo da Morte mira em grupo de extermínio formado por PMs de Goiás

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O grupo teria sido responsável por dois duplos homicídios realizados, em março de 2017, nas cidades de Caldas Novas e Santo Antônio do Descoberto

O nome da operação faz alusão, diz a PF, ao “mágico de circo que faz ilusões parecem verdade como homicídios que teriam a aparência de atos heroicos.” (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Brasília – APolícia Federal (PF) cumpre nesta terça-feira, 18, cinco mandados de prisão temporária contra policiais militares de Goiás investigados por participação em um grupo de extermínio. Batizada de Circo da Morte, a operação busca desarticular o grupo que, segundo a PF, forjava a existência de confrontos policiais para justificar homicídios.

O Ministério Público e a Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Goiás também participam da ação que conta com cerca de 60 policiais federais e dez policiais militares. Os mandados são cumpridos no município Caldas Novas.

O nome da operação faz alusão, diz a PF, ao “mágico de circo que faz ilusões parecem verdade como homicídios que teriam a aparência de atos heroicos.”

De acordo com a PF, investigações conduzidas pela Superintendência da PF no Distrito Federal apontaram para a participação de “cinco policias militares, inclusive de oficiais, em um grupo de extermínio no Estado de Goiás”.

O grupo teria sido responsável por dois duplos homicídios realizados, em março de 2017, nas cidades de Caldas Novas e Santo Antônio do Descoberto. A investigação revelou que os policiais do 26º Batalhão da PM de Caldas Novas agiam como milícia. São alvos de prisão um tenente coronel, um sargento, um 3º sargento, um cabo e um soldado.

Os investigados podem ser enquadrados nos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, constituição de milícia privada, fraude processual e corrupção passiva. A PF investiga ainda outros casos que podem guardam relação com a ação do mesmo grupo. Fonte: Portal Exame

 

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Força-tarefa recebeu mais de 500 denúncias de abuso contra João de Deus

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Promotores identificaram possíveis novas vítimas em Mato Grosso, Ceará e Rio Grande do Norte

O médium João de Deus deixa o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) após prestar depoimento na cidade de Goiânia (GO) – 16/12/2018 (Walterson Rosa/Folhapress)

A força-tarefa do Ministério Público de Goiás criada para receber e investigar supostos casos de abuso sexual cometidos pelo médium João de Deus recebeu até esta segunda-feira, 17, mensagens de 506 mulheres com denúncias contra o líder espiritual. A maioria das acusações foi feita por meio de um endereço de e-mail disponível às vítimas há sete dias. João de Deus teria abusado sexualmente de mulheres que o procuravam na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), para se consultarem com ele.

Além dos estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Pará, Santa Catarina, Piauí, Maranhão e do Distrito Federal, os seis promotores que compõem a força-tarefa registraram nos últimos dias possíveis vítimas do médium em Mato Grosso, Ceará e Rio Grande do Norte. Há ainda estrangeiras de seis países: Alemanha, Austrália, Bélgica, Bolívia, Estados Unidos e Suíça.

Uma das primeiras mulheres a denunciar abusos sexuais de João de Deus, em entrevista ao programa Conversa com Bial, foi a coreógrafa holandesa Zahira Leeneke Maus.

João de Deus foi preso preventivamente na tarde deste domingo, 16, por ordem da Justiça de Abadiânia. Ele se entregou à polícia após seus advogados passarem quase dois dias negociando os termos da entrega com os investigadores. O médium está preso no Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia, a 20 quilômetros da capital. Ele divide a cela com três advogados desde a noite de ontem, quando chegou à cadeia após prestar depoimento e fazer exame de corpo de delito.

Nesta segunda-feira, a defesa de João de Deus apresentou um pedido de habeas corpus com o objetivo de reverter a prisão preventiva do líder religioso.

 

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