O presidente ucraniano Volodymir Zelensky afirmou que a China, que mantém uma relação próxima com a Rússia, não oferece apoio à Ucrânia. Ele ressaltou que seu país não mantém um diálogo constante com o líder chinês Xi Jinping. Essa declaração foi feita em 23 de outubro, durante um encontro na sede da União Europeia, em Bruxelas, na Bélgica, após a aprovação do 19.º pacote de sanções contra a Rússia.
“Não temos um diálogo permanente com Xi Jinping, mas tivemos algumas conversas, e ele afirmou que não venderia armas para a Rússia. No entanto, sei de uma coisa: a China ajuda a Rússia, mas não apoia a Ucrânia. Eles não têm interesse em nossa vitória ou na derrota da Rússia“, declarou Zelensky.
O fortalecimento da aliança estratégica entre a Rússia e a China se intensificou desde o início do conflito, há mais de dois anos. Pequim provê suporte político, econômico e militar a Moscou, mesmo diante das sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia, que foram ampliadas após a invasão russa em fevereiro de 2022.
Neste ano, Xi Jinping e o líder russo Vladmir Putin se encontraram na Cúpula da Organização de Cooperação de Xangai (OCX). Na ocasião, Xi destacou a parceria, mencionando a “amizade” e a “boa vizinhança” entre os países. Essa colaboração também ocorre no comércio, com a China sendo um dos principais compradores do petróleo russo. Em 2023, a Rússia ultrapassou a Arábia Saudita nas vendas de petróleo para a China.
Durante a entrevista, Zelensky ressaltou que o Ocidente tem ciência da aproximação entre a China e a Rússia, e sublinhou que o governo de Xi Jinping demonstra pouco interesse em desenvolver relações bilaterais com a Ucrânia.
“Acredito que eles não estão interessados”, comentou o presidente ucraniano.
Zelensky esteve em Bruxelas para acompanhar a aprovação do 19.º pacote de sanções contra a Rússia. Ele vê as sanções como a única maneira de pressionar Putin a negociar, considerando que a pressão econômica gerada é o que poderia levar a Rússia a discutir um acordo.
