O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, enviou uma carta aberta ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, propondo uma reunião direta entre os dois líderes para discutir o término do conflito que começou em fevereiro de 2022.
Na carta, Zelensky fez um convite formal a Putin, afirmando: “Proponho uma reunião”.
O encontro sugerido poderia acontecer em países conhecidos por suas mediações internacionais, como Suíça, Turquia ou nações do mundo árabe.
A proposta também inclui um cessar-fogo total durante as negociações, a troca completa de prisioneiros de guerra e medidas para garantir o retorno seguro de civis e crianças retirados das áreas afetadas pelo conflito.
“A Ucrânia está pronta para um cessar-fogo completo durante as negociações”, afirmou Zelensky.
No documento, o presidente ucraniano responsabiliza Putin pelo início da guerra, ressaltando que a invasão foi uma decisão pessoal do líder russo. Ele também destacou os altos custos sociais e econômicos que o conflito tem causado à sociedade russa.
Disposição para diálogo
A carta foi divulgada pouco depois que Putin declarou que a Rússia está aberta a finalizar o conflito por meio de negociações diplomáticas, desde que respeite os acordos recentes firmados com o governo dos Estados Unidos, durante um encontro em Anchorage, Alasca.
Embora tenha reafirmado a disposição para diálogo, o líder russo informou que suas forças continuam avançando no campo de batalha. Segundo Putin, a Rússia controla completamente a região de Luhansk e mais de 85% da região de Donetsk, duas áreas estratégicas no leste da Ucrânia.
Criticas ao Kremlin
Na carta, Zelensky contestou a narrativa oficial do Kremlin, dizendo que Moscou não conseguiu cumprir os objetivos militares anunciados no início da guerra.
O presidente da Ucrânia citou dados sobre as perdas russas e disse que a população da Rússia está cada vez mais afetada pelos impactos econômicos e sociais do conflito.
Ele mencionou que ataques ucranianos com drones e mísseis em território russo, o aumento nos preços dos combustíveis e a possibilidade de uma nova mobilização militar estão gerando insatisfação interna na Rússia.
Essa troca de mensagens ocorre em meio a uma escalada militar recente. Nas últimas semanas, a Rússia intensificou ataques com drones e mísseis contra cidades ucranianas, enquanto a Ucrânia ampliou ações contra bases militares e alvos estratégicos russos, incluindo regiões próximas a Moscou e São Petersburgo.
