Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, declarou que a Rússia está utilizando o inverno rigoroso como estratégia para atacar a infraestrutura energética do país. Ele afirmou que Moscou tem priorizado ataques contra o sistema de energia em vez de buscar avanços nas negociações diplomáticas com os Estados Unidos e o presidente Donald Trump.
Os recentes ataques russos concentraram-se nas regiões de Dnipropetrovsk e Zaporizhzhia, causando apagões em larga escala, interrupções nos serviços essenciais e agravando a crise humanitária em meio às baixas temperaturas.
De acordo com o vice-primeiro-ministro ucraniano, Oleksiy Kuleba, mais de 1,7 milhão de residências sofreram problemas no abastecimento de água após os bombardeios. Embora a maior parte dos serviços tenha sido restabelecida, cerca de 20 mil pessoas ainda estão sem água e 250 mil permanecem sem aquecimento.
Negociações diplomáticas
Zelensky informou que a equipe de negociação ucraniana já retornou ao país após reuniões com representantes dos Estados Unidos e da Europa. Um acordo de garantias de segurança com Washington está pronto para ser assinado, assim como documentos para a recuperação econômica da Ucrânia, em formato trilateral envolvendo Kiev, EUA e União Europeia.
O presidente ucraniano destacou que o avanço dessas negociações depende de uma resposta clara de Moscou e afirmou que a pressão internacional será essencial para produzir resultados.
Situação crítica
O prefeito de Dnipro, Borys Filatov, classificou a situação como uma emergência nacional, chamando atenção para o cenário crítico enfrentado pela cidade desde o início da invasão russa em 2022. O governo ucraniano mobilizou todos os recursos disponíveis para mitigar os impactos dos ataques.
Zelensky alertou para a possibilidade de novos ataques russos nas próximas horas e pediu que a população mantenha atenção aos alertas aéreos, destacando que os atacantes buscam explorar as condições climáticas severas, com a expectativa de temperaturas abaixo de -10 °C nos próximos dias.
