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Witzel prorroga medidas restritivas no Rio de Janeiro até 21 de julho

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Aulas presenciais nas redes estadual, municipal e privada permanecem suspensas. Saiba o que pode funcionar

RJ: é obrigatório o uso de máscaras em estabelecimentos públicos e privados com funcionamento autorizado (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Com 10.698 mortes pela covid-19 no Rio e 121,8 mil pessoas infectadas pela doença, o governador Wilson Witzel prorrogou as medidas restritivas de prevenção e enfrentamento do coronavírus no estado do Rio até o dia 21 de julho. O novo decreto foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (07), e mantém o funcionamento de alguns setores do comércio e da indústria em horários específicos para evitar aglomerações.

O texto determina que atividades coletivas em cinemas, teatros e afins continuem suspensas, assim como as aulas presenciais das redes de ensino estadual, municipal e privada. Apesar disso, as escolas de Duque de Caxias, voltaram às aulas nesta segunda-feira (06), enquanto os números no município da Baixada Fluminense crescem em velocidade cada vez maior.

O decreto traz também a recomendação de que a população não frequente praias, lagoas e rios, além de piscinas públicas e clubes. Na capital fluminense, a previsão é que a prefeitura autorize o banho de mar e a permanência nas areias, assim como práticas esportivas coletivas, a partir de sexta-feira (10).

Também é obrigatório o uso de máscaras em qualquer estabelecimento público, assim como em locais privados com funcionamento autorizado de acesso coletivo. As prefeituras também devem manter a reabertura gradual de setores do comércio e da indústria, mas seguem com autonomia para definir as regras.

“Em caso de descumprimento das medidas previstas, as forças de segurança pública poderão atuar em eventuais práticas de infrações administrativas e crimes previstos”, diz a nota encaminhada pelo governo.

De acordo com o governo, o novo decreto estadual se baseou nos dados epidemiológicos da Secretaria de Estado de Saúde, que apontam redução do número diário de óbitos e das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave, e nas projeções da Secretaria de Fazenda sobre os impactos econômicos para o estado.

Os shopping centers e centros comerciais podem funcionar das 12h às 20h, com limitação de 50% da capacidade e garantindo fornecimento de álcool em gel 70%. As praças de alimentação podem reabrir, mas com metade da sua capacidade. Já as áreas de recreação, cinemas e afins devem permanecer fechados.

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Deputados e senadores disputam recursos milionários do fundo eleitoral

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Legendas definem que parlamentares terão o controle sobre a distribuição de R$ 2 bilhões para as campanhas municipais

urnas eletrônicas eleições (Rodolfo Buhrer/Reuters)

Na primeira disputa municipal irrigada com o bilionário fundo eleitoral, as bancadas de deputados e senadores têm pressionado os seus partidos para controlarem a distribuição do dinheiro público para candidatos a prefeito e vereador pelo país.

O número de deputados eleitos em 2018 é o principal critério para definir o valor que cada partido receberá do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O fundo total para custear as campanhas será de R$ 2,034 bilhões.

Algumas legendas já sacramentaram a participação de deputados na escolha dos agraciados com o dinheiro. No PP, o quarto maior beneficiário, com R$ 140,7 milhões, uma comissão de cinco parlamentares vai autorizar ou vetar as indicações que vierem das bancadas na Câmara e no Senado.

Mantendo critério que já foi adotado na eleição de 2018, será levado em consideração o grau de fidelidade ao partido em votações.

No MDB, terceiro maior beneficiado, com R$ 148,3 milhões, as discussões sobre a divisão do fundo eleitoral ainda estão em andamento. A cúpula nacional da sigla tem intenção de definir cotas de valores para serem apadrinhadas por cada deputado, segundo dirigentes estaduais.

O mecanismo gera preocupação, já que muitos deputados têm alianças regionais com prefeitos de outros partidos.

O PT, partido que terá a maior fatia do fundo (R$ 201,2 milhões), já aprovou os critérios de distribuição do dinheiro. As sete secretarias setoriais do partido (juventude, combate ao racismo, LGBT, sindical, agrário, sindical e meio ambiente), responsáveis por promover a renovação política, vão dividir a administração de 3% do fundo.

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Mar liberado, areia, não: 300 pessoas são retiradas das praias do Rio

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Cidade iniciou, neste sábado, a fase 5 da reabertura, que permite acesso às praias para banho de mar, mas restringe permanência na faixa de areia

Copacabana: mesmo em fases mais restritas da quarentena, cariocas foram vistos nas praias (Ricardo Moraes/Reuters)

Cerca de 300 pessoas foram orientadas e retiradas da areia das praias da cidade do Rio de Janeiro por agentes da Guarda Municipal do Rio neste sábado (1º), de acordo com balanço divulgado pelo órgão. Hoje a cidade entrou na Fase 5 de abertura e o banho de mar passou a ser permitido. Os banhistas, no entanto, não podem permanecer na areia.

A Guarda Municipal do Rio realizou patrulhamento na orla das zonas sul e oeste da cidade com agentes orientando banhistas sobre a proibição da permanência na faixa de areia e também fiscalizando o uso de máscaras de proteção facial. Além das 300 pessoas retiradas da areia, ao todo, 51 pessoas foram multadas após serem flagradas sem máscaras de proteção facial. O balanço é referente às ações feitas até as 16h deste sábado.

Também a partir de hoje, foram autorizados a trabalhar na areia os vendedores ambulantes legalizados, que atuaram das 7h às 18h. Eles foram liberados apenas para a venda de alimentos industrializados e bebidas não alcoólicas. O aluguel de cadeiras, mesas e barracas ainda está suspenso.

De acordo com a Subsecretaria de Licenciamento, Fiscalização e Controle Urbano, da Secretaria Municipal de Fazenda, ao todo, 20 ambulantes que atuavam no calçadão sem autorização foram orientados pelos agentes de controle urbano a se retirarem do local. Não foram identificadas irregularidades relacionadas aos ambulantes que atuavam em pontos fixos das praias, os barraqueiros.

A subsecretaria informou que a maioria deles atuava nas praias de Ipanema e do Leblon, na zona sul do Rio. “A presença de ambulantes no calçadão permanece proibida e que nesta nova fase de reabertura apenas os ambulantes devidamente cadastrados no Programa Ambulante Legal podem atuar nos pontos fixos ou de forma itinerante”, informou o órgão em nota.

Entre os dias 5 de junho e 26 de julho, a Guarda Municipal registrou 3.677 infrações sanitárias em 55 dias de fiscalização voltada a ampliar o enfrentamento à pandemia da covid-19, em apoio à Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses (Subvisa). Do total de infrações aplicadas até o dia 26 de julho, 2.843 foram pela falta do uso de máscaras.

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Médica relata plantões de 48 horas e frustração por perder pacientes para Covid: ‘Morrem rápido e na nossa frente’

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Com 23 anos de experiência em UTIs, Vívian Lima Leoneza contou ao G1 como a pandemia de coronavírus têm afetado não só a rotina, mas também a mente de quem trabalha na área da saúde.

Médica relata plantões de 48h e frustração por perder pacientes para a Covid — Foto: Arquivo Pessoal

“Mesmo a gente usando tudo o que sabe, eles morrem muito rápido e na nossa frente. Muitas vezes você não consegue ter tempo para, ao menos, tentar manter o organismo vivo. Isso foi muito frustrante para mim.”

O desabafo é de Vívian Lima Leoneza, médica intensivista e chefe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para Covid-19 da Santa Casa de Sorocaba (SP).

Com 23 anos de experiência em UTIs, a médica contou  como a pandemia de coronavírus têm afetado não só a rotina, mas também a mente de quem trabalha na área da saúde. O primeiro choque chegou 10 dias depois que ela aceitou assumir a direção de uma UTI Covid.

“Não demorou e eu tive o primeiro baque. Só conseguia pensar: ‘meu Deus, não estou dando conta’. A demanda era muito grande e o fim de um plantão parecia mais o fim de dois seguidos”, conta.

Vívian explicou que, em um cenário fora da pandemia, cada médico é designado para, no máximo, 10 pacientes por plantão.

Destes, uma média de quatro ou cinco possuem um estado de saúde considerado grave ou muito grave e cerca de 50% fazem uso de ventilação mecânica – ou seja, estão ligados a um respirador.

“No início de cada plantão, fazemos uma avaliação de cerca de 20 minutos para cada um desses pacientes. É claro que surgem intervenções, pacientes que dão entrada e outras emergências. Mas, normalmente, é assim que funciona”, explica.

Na pandemia, esse cenário mudou drasticamente. Segundo ela, de 10 pacientes designados por médico, 10 possuem um estado de saúde considerado grave ou muito grave e cerca de nove estão ligados a um respirador.

Santa Casa de Sorocaba (SP) — Foto: Reprodução/TV TEM

Santa Casa de Sorocaba (SP) — Foto: Reprodução/TV TEM

Sobrecarga

A médica contou  que os plantões, que costumavam ser de 12 a até, no máximo, 24 horas seguidas, se estenderam. “Cheguei a trabalhar por 48 horas direto e sem descanso”, diz.

“É uma rotina pesada. Temos muitos pacientes graves e temos muitas situações de emergência nas quais você não tem tempo nem para pensar no que fazer, precisa agir rápido. Do contrário, o paciente morre”, explica a médica.

Outro fator que também contribui para a sobrecarga é a falta de profissionais para atuar nas UTIs Covid. Vívian explica que vários colegas já precisaram ser afastados porque começaram a apresentar sintomas da doença.

“A gente fica exposto o dia todo. Então, tenho colegas que precisaram sair. Com isso, quem fica precisa assumir os pacientes e isso aumenta ainda mais a carga. Isso suga a gente”, conta.

Com a alta demanda, muitos médicos que não são intensivistas se ofereceram para ajudar. “Eu fico pensando: se para mim que tenho experiência com esse tipo de ambiente já é difícil, imagina para esses médicos que nunca lidaram com esse tipo de coisa e estão ajudando agora”, diz.

‘Todos fazem o melhor que podem’

Mesmo com a rotina estressante e com a pressão vinda de todos os lados, médicos e enfermeiros continuam buscando maneiras de encontrar conforto em meio ao caos.

“Muitas vezes me peguei pensando: ‘será que, se eu estivesse em uma condição ideal, eu conseguiria melhorar a situação?’. Esse pensamento de não estar fazendo o suficiente é o que mais nos consome”, explica.

Leitos de UTI da Santa Casa — Foto: Reprodução/TV TEM

Leitos de UTI da Santa Casa — Foto: Reprodução/TV TEM

Depois de quatro meses vivendo dias corridos e noites em claro, Vívian conta que conseguiu encontrar uma solução para poder continuar motivada.

“Todo mundo aqui está fazendo o melhor que pode. Estamos dando tudo o que temos. Muitos, inclusive, se voluntariaram para combater o desconhecido, literalmente. Então, procuro pensar nisso. Faço o que posso dentro das condições em que estou”, finaliza.

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Embraer planeja novo PDV para lidar com efeitos da pandemia

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Desta vez, além dos colaboradores em licença remunerada, também serão elegíveis aposentados por tempo de serviço ou quem tiver 55 anos de idade ou mais

Embraer: fabricante de aviões afirmou que, em razão da crise gerada pelo coronavírus em todo o mundo (Germano Lüders/Exame)

A Embraer está conversando com os sindicatos a respeito de mais um plano de demissão voluntária (PDV), de acordo com nota divulgada no final da quinta-feira, enquanto busca meios de enfrentar os efeitos da pandemia de Covid-19.

“Desta vez, além dos colaboradores em licença remunerada, também serão elegíveis aposentados por tempo de serviço ou quem tiver 55 anos de idade ou mais”, afirmou a fabricante de aviões, acrescentando que o período de adesão vai até 14 de agosto.

A fabricante de aviões afirmou que, em razão da crise gerada pelo coronavírus em todo o mundo e, em particular, na indústria aeronáutica, vem tomando uma série de medidas para proteger a saúde das pessoas e manter a continuidade dos negócios.

Entre as medidas, estão a implantação de home office, férias coletivas, suspensão temporária dos contratos de trabalho, redução da jornada de trabalho e um PDV para um grupo de colaboradores que estava em licença remunerada.

“A companhia vai continuar realizando todos os esforços necessários para minimizar o impacto da Covid-19 para as pessoas e garantir a adequação necessária da empresa diante da nova realidade do mercado de transporte aéreo global”, afirmou.

 

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SP fecha parte do hospital do Anhembi – mas covid-19 está longe do fim

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O hospital de campanha do Pacaembu já havia sido desativado em junho em meio à queda dos casos na capital. Já casos no interior dobraram no último mês

HOSPITAL DE CAMPANHA DO ANHEMBI: dois terços dos leitos serão desativados (Edson Lopes Jr./Secom/Prefeitura de São Paulo/Divulgação)

Mais um hospital de campanha para o coronavírus começa a sair de cena. O contrato da Prefeitura de São Paulo com os fornecedores que gerenciam a maior ala do hospital do Anhembi, na zona norte da cidade, será encerrado nesta sexta-feira, 31, e não será renovado.

Assim, a partir de agosto, 561 leitos serão desativados no hospital e outros 310 continuarão funcionando temporariamente. O custo do hospital passará de 28 milhões de reais para 9 milhões. Havia até quinta-feira, 30, 127 pessoas internadas no Anhembi.

No fim de junho, o hospital de campanha do Pacaembu, também da Prefeitura, já havia sido fechado. O prefeito Bruno Covas (PSDB) afirmou que a decisão decorre da estabilização de casos de coronavírus na capital paulista. Segundo Covas, em contrapartida serão abertos novos leitos permanentes em dois hospitais paulistanos, no da Brasilândia e no hospital Sorocabana, na Lapa.

Dos leitos de UTI no estado de São Paulo, 64% estão ocupados e, na região metropolitana, a ocupação é de 62%. O número de novos casos diários na capital paulista vem caindo nas últimas semanas, ficando entre 2.000 e 3.000 novos casos diários. São Paulo totaliza 9.470 mortes por coronavírus e mais de 223.500 casos, segundo boletim desta quinta-feira, 30. Em uma semana, foram cerca de 20.000 novos casos.

Mas enquanto a capital começa a registrar estabilização dos números, a covid-19 segue avançando em parte do estado de São Paulo. Há no interior mais de 305.000 casos de coronavírus, 58% dos casos no estado. Ao todo, o estado de São Paulo tem 529.006 casos e 22.710 óbitos.

O número de casos no interior dobrou desde o fim de junho, com quase 150.000 novos casos, só entre os confirmados — pode haver ainda um alto índice de subnotificação.

Também nesta sexta-feira, 31, o governador João Doria (PSDB) participa de mais uma das coletivas diárias sobre a situação do coronavírus no estado e pode comentar novos planos no processo de reabertura. Na capital paulista, que está na fase 3 de flexibilização — em que só eventos e educação não foram ao menos parcialmente retomados –, a expectativa é que novas mudanças não sejam anunciadas hoje.

O avanço da covid-19 pelo interior fez algumas cidades terem de voltar a fechar parte do comércio em meio ao plano de reabertura da economia nas últimas semanas. O plano do governo do Estado leva em conta a ocupação de leitos de UTI, número de casos e óbitos e outros fatores.

Assim, mesmo com números melhorando na capital, um outro hospital de campanha, o do Ibirapuera, registra com precisão o cenário da covid-19. Embora fique na capital, o hospital, que é administrado pelo governo do Estado, e não pela Prefeitura, passou a receber pacientes de cidades do interior, como Campinas e Piracicaba, cuja disponibilidade de leitos para covid-19 não vem dando conta da alta nos casos. A luta contra o coronavírus está, infelizmente, longe do fim.

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Emílio Ribas começa a testar vacina da Sinovac – veja os próximos locais

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Vacina do coronavírus feita pela chinesa Sinovac está sendo aplicada em voluntários em SP. Nos próximos dias, chega a centros de pesquisa em outros estados

Vacinação de covid-19 no Hospital das Clínicas: na semana passada, hospital foi o primeiro a começar testes com a vacina, só para profissionais de saúde (Governo de São Paulo/Divulgação)

A vacina contra o novo coronavírus da farmacêutica chinesa Sinovac começou nesta semana a ser aplicada em mais hospitais e centros parceiros no Brasil. Nesta quinta-feira, 30, foi a vez do Hospital Emílio Ribas, referência pública em infectologia em São Paulo.

O Emílio Ribas é o segundo hospital a começar testes no Brasil com a vacina da Sinovac — que foi batizada de CoronaVac em referência ao nome da empresa.

Na semana passada, a testagem já havia começado no Hospital das Clínicas da capital paulista, da Universidade de São Paulo (USP), que fará no total testes com 890 voluntários. O Hospital das Clínicas em Ribeirão Preto, também da USP, foi outro dos centros que começou a testar nesta quinta-feira.

No Emílio Ribas, serão 852 pessoas, e em Ribeirão Preto, mais 500 voluntários. As testagens no Brasil estão sendo feitas em parceria com o Instituto Butantan, especializado em fabricação e pesquisa de vacinas.

Segundo informou o Instituto Butantan em nota, a testagem no Brasil deve terminar entre o fim de outubro e o início de novembro. Caso a vacina seja aprovada, a instituição e o governo de São Paulo firmaram um acordo com a Sinovac para fabricar milhões de doses da vacina.

Ao todo, receberão uma dose da vacina da Sinovac o total de 9.000 voluntários em 12 centros de testagem parceiros, com foco em profissionais de saúde.

Onde a vacina será testada

Além de São Paulo, a vacina da Sinovac também será testada no Paraná, no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Distrito Federal. Nesta sexta-feira, 31, os testes começam em São Caetano do Sul, no interior de São Paulo, e em Minas Gerais.

Na cidade de São Paulo, além de Emílio Ribas e Hospital das Clínicas, também participará dos testes o Hospital Israelita Albert Einstein.

No interior do estado, além do Hospital das Clínicas em Ribeirão Preto, ocorrerão testes na Universidade Municipal de São Caetano do Sul, no Hospital das Clínicas da Unicamp, em Campinas, e na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto.

Fora de São Paulo, há testes na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na Universidade de Brasília (UnB), no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz (no Rio de Janeiro), no Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul e no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Quando haverá uma vacina?

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), afirmou em coletiva neste mês que, se aprovada, a vacina pode estar na rede pública brasileira a partir de janeiro.

Seja quais forem as vacinas bem-sucedidas, o presidente da Moderna, Stéphane Bancel — que tem uma das vacinas em teste — estima que só o grupo de risco seria imunizado no começo do ano, no melhor dos cenários. Já a população saudável começaria a receber a vacina em abril ou mesmo no segundo semestre de 2021.

A vacina da Sinovac está na chamada fase 3 de testes, a última antes de ser aprovada e chegar ao restante da popula

Nas fases anteriores, os testes são em menor escala, com foco em garantir a segurança dos voluntários e analisar se a vacina de fato produz algum efeito de criação de anticorpos que combateriam o vírus. Antes de chegar aos testes no Brasil, a vacina já passou pelas fases 1 e 2 com mais de 1.000 voluntários na China.

“O imunizante desenvolvido pela Sinovac Life Science é um dos mais promissores do mundo porque utiliza tecnologia já conhecida e amplamente aplicada em outras vacinas. O Instituto Butantan avalia que sua incorporação ao sistema de saúde deva ocorrer mais facilmente”, disse em nota nesta quinta-feira o Instituto Butantan.

Há outras três vacinas com parcerias fechadas para testes no Brasil. Além da Sinovac, a mais avançada é a vacina da Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca, testada no Brasil junto à Fiocruz. A vacina de Oxford também está na fase 3 de testes.

Também há acordos para testagem no Brasil da vacina feita em parceria entre a amerciana Pfizer e startup alemã BioNTech, que está na fase 2, quando os testes são mais restritos.

Por fim, nesta quarta-feira, 29, o governo do Paraná também anunciou que será parceiro de testagem de uma segunda vacina chinesa, da farmacêutica Sinopharm, que também começa sua fase 3 de testes.

Para a vacina do novo coronavírus, o prazo de pesquisa e testagem, que pode demorar uma década, está sendo amplamente reduzido em meio à corrida mundial para buscar uma solução contra a pandemia. Alguns remédios também vêm sendo testados como tratamento, mas, até agora, especialistas afirmam que somente a vacina seria capaz de garantir segurança ante à doença.

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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

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