Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, participou por vídeo de uma reunião importante sobre políticas sociais, durante o evento ECOVIDA 2026, organizado pelo Departamento Administrativo para a Prosperidade Social da Colômbia, em Cartagena, no sábado, 21 de fevereiro.
Ele destacou os avanços do Brasil em 2025, quando o país registrou a menor taxa de pobreza e extrema pobreza dos últimos 13 anos. A extrema pobreza caiu de 4,4% para 3,5%, beneficiando quase 32 milhões de pessoas. A pobreza geral caiu de 27,3% para 23,1%, o que representa 8,6 milhões de brasileiros que saíram dessa condição.
Segundo o IBGE, a renda dos 10% mais pobres aumentou 13,2% em um ano. Wellington Dias ressaltou ainda que o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU, melhorou cinco posições no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e reduziu a desigualdade de renda medida pelo índice de Gini.
Apesar dos avanços, o ministro reconheceu que ainda há desafios, pois 3,2% dos domicílios têm grave insegurança alimentar. Ele apresentou programas brasileiros como o Cadastro Único, Bolsa Família, Programa Cisternas e Acredita no Primeiro Passo como exemplos para outros países da região.
Inspirado pelo sucesso do programa Acredita, Wellington Dias sugeriu criar um Fundo Garantidor Sul-Americano para facilitar o acesso ao crédito para pequenos empreendedores, especialmente mulheres. Essa ideia foi discutida em reunião do Mercosul em Brasília no final de 2025.
Wellington Dias também reforçou o compromisso do Brasil com a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, que envolve 107 países, destacando a importância de usar dados e evidências para desenvolver políticas que protejam as pessoas mais vulneráveis.
Por fim, o ministro ressaltou a importância da Segunda Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural (CIRADR+20), que ocorrerá na semana seguinte em Cartagena, e da Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe (LARC 39), marcada para os primeiros dias de março em Brasília. Ele concluiu dizendo que a chave para o sucesso está no diálogo, em soluções negociadas e na solidariedade entre os países.

