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sexta-feira, 20/03/2026




Wall Street cai com força do petróleo

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A Bolsa de Valores de Nova York terminou o dia em baixa nesta quinta-feira (19), afetada pela instabilidade no mercado de petróleo e pelo medo dos investidores de que a inflação volte a subir devido ao aumento nos preços da energia.

O índice Dow Jones caiu 0,44%, enquanto o Nasdaq e o S&P 500 tiveram quedas de 0,28%.

“O conflito com o Irã aumentou […], e os ataques a importantes instalações de energia fizeram os preços do petróleo subirem e trouxeram novamente preocupação geopolítica a todos os mercados”, disse José Torres, da Interactive Brokers.

A atenção voltou-se para a maior planta de gás natural liquefeito do mundo, que fica no Catar.

De acordo com a estatal Qatar Energy, a planta sofreu vários ataques aéreos e teve “danos consideráveis”. Outras estruturas importantes no Oriente Médio também foram atacadas.

O primeiro-ministro do Catar alertou que as consequências serão “significativas” para o fornecimento global de energia.

Desde o começo da guerra no Oriente Médio, “os preços da energia têm sido o principal guia para os mercados financeiros e de ações”, disse Nathalie Benatia, economista da BNP Paribas Asset Management, à AFP.

Declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no final da sessão desta quinta-feira ajudaram a impulsionar o mercado nos Estados Unidos, segundo Patrick O’Hare, da Briefing.com.

Netanyahu afirmou que a guerra com o Irã “terminará mais rápido do que se imagina” e destacou que vê “divisões” dentro do governo iraniano e no campo de batalha.

No mercado de títulos, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA com vencimento em 10 anos oscilaram bastante nesta quinta-feira.

O rendimento chegou a subir para 4,32% devido a pressões inflacionárias, mas depois caiu para 4,24% após uma atualização na licença dos Estados Unidos para o petróleo russo.

Os investidores inicialmente interpretaram essa medida como uma maior abertura para a Rússia, embora essa atualização se relacione, na verdade, ao envio de petróleo para Cuba e Coreia do Norte, que seguem sob sanções de Washington.




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