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segunda-feira, 05/01/2026

Voo suspenso sobre Venezuela após ataque dos EUA

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Após o ataque dos Estados Unidos da América (EUA) contra a Venezuela, nenhum avião voou pelo espaço aéreo venezuelano na manhã deste sábado (3/1).

A Federal Aviation Administration (FAA) dos EUA emitiu um aviso proibindo aeronaves americanas de operarem em todas as altitudes no espaço aéreo da Venezuela durante o sábado.

De acordo com o site Flightradar24, especializado em informações sobre tráfego aéreo global, às 7h30 deste sábado não havia nenhuma aeronave no espaço aéreo venezuelano.

O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a captura de Nicolás Maduro e sua remoção do país após um ataque à capital venezuelana, Caracas. A informação foi divulgada na rede Truth Social, onde Trump declarou:

“Os Estados Unidos realizaram com êxito um ataque abrangente contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado juntamente com sua esposa”.

Trump afirmou que a operação foi conduzida em conjunto com as forças de segurança americanas e que uma coletiva de imprensa seria realizada ainda neste sábado.

O governo da Venezuela acusou os EUA pelo ataque. Em comunicado oficial, Nicolás Maduro declarou estado de emergência em todo o país.

“Toda a nação deve se mobilizar para derrotar essa agressão imperialista”, declarou o texto, segundo a imprensa internacional.

O governo venezuelano repudiou a agressão militar cometida pelo atual governo dos Estados Unidos contra civis e instalações militares em Caracas e em estados venezuelanos vizinhos.

O chamado do Governo Bolivariano foi para que todas as forças sociais e políticas do país se mobilizassem, denunciando o ataque e fortalecendo a união do povo venezuelano e suas forças armadas para garantir soberania e paz.

A tensão na América Latina aumentou após os EUA anunciarem ações militares na Venezuela, justificadas como combate ao tráfico internacional de drogas.

Nicolás Maduro, que é visto como líder do Cartel de los Soles — considerado pelo governo americano como organização terrorista — havia manifestado interesse em dialogar com Donald Trump recentemente, mas as negociações não avançaram positivamente.

Em meados de 2024, a presença militar dos EUA na região aumentou, contando com fuzileiros navais, uma frota de navios de guerra, submarinos nucleares e caças F-35, intensificando as operações na área.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também comentou sobre os ataques, afirmando que Caracas estava sendo bombardeada e convocou órgãos internacionais como a OEA e a ONU para se reunirem imediatamente.

O Irã condenou a ação dos EUA, classificando-a como uma continuação da política agressiva e ilegal em relação à Venezuela, violando princípios da Carta da ONU e o direito internacional ao desrespeitar a soberania nacional.

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