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domingo, 31/08/2025

Vitamina D pode auxiliar no tratamento de doenças crônicas no fígado

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A vitamina D, conhecida principalmente por fortalecer os ossos, também desempenha um papel crucial na proteção do fígado.

Uma pesquisa recente realizada pela Universidade Nacional de Chungnam, na Coreia do Sul, demonstrou que o uso de suplementos de vitamina D pode diminuir os danos causados pela doença hepática crônica (DHC). Esse efeito ocorre pela ativação de uma proteína específica nas células dos ductos biliares, chamadas colangiócitos.

A doença hepática crônica afeta aproximadamente 1,5 bilhão de pessoas mundialmente. Geralmente, ela progride silenciosamente, sendo detectada somente em estágios avançados, quando pode evoluir para cirrose ou câncer.

Como o transplante de fígado ainda é a principal solução em muitos casos, a busca por alternativas para conter a progressão da doença tornou-se uma meta significativa para a comunidade científica.

Proteção celular contra inflamação

O estudo, publicado em maio na revista Nature Communications, indica que pacientes com níveis baixos de vitamina D apresentam uma resposta mais severa às lesões hepáticas. Isso inclui uma proliferação excessiva dos colangiócitos, que, embora tentem reparar o fígado, acabam colaborando para a inflamação e a fibrose quando ativados por períodos prolongados.

Hyo-Jung Kwon, professor e líder da pesquisa, declarou que os dados apontam que baixos níveis de vitamina D estão ligados a uma reação ductular mais intensa em pacientes com DHC.

Em experimentos com camundongos, a vitamina D estimulou a produção da proteína TXNIP, que regula a resposta celular ao estresse. A inibição dessa proteína resultou em maior inflamação e acúmulo aumentado de colágeno, um indicador da fibrose.

Além disso, os cientistas observaram em laboratório que a ausência da TXNIP faz com que os colangiócitos liberem substâncias inflamatórias como TNF-α e TGF-β, ativando outras células do fígado e agravando a inflamação, o que sugere um novo caminho terapêutico.

Hyo-Jung Kwon afirma que os achados pré-clínicos revelam um mecanismo inovador pelo qual a vitamina D poderia melhorar doenças hepáticas crônicas, com o eixo vitamina D/TXNIP surgindo como um possível alvo para controlar a reação ductular e retardar a fibrose.

Embora os resultados sejam promissores, os pesquisadores ressaltam que são necessários mais estudos antes do uso da vitamina D como tratamento complementar. Caso os efeitos sejam confirmados em humanos, esse suplemento poderá se tornar uma opção segura e acessível para milhões de pessoas mundialmente.

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