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sexta-feira, 30/01/2026

Vírus Nipah: Ministério diz que risco é baixo e doença não ameaça o Brasil

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O Ministério da Saúde informou que o perigo do vírus Nipah para o Brasil é baixo e que a doença não representa uma ameaça para nossa população. Também foi destacado que não há sinais de que este vírus possa causar uma pandemia.

De acordo com o ministério, não existem evidências de que o vírus esteja se espalhando internacionalmente ou que ofereça risco aos brasileiros. As autoridades nacionais estão acompanhando a situação em conjunto com organizações internacionais.

“No Brasil, o Ministério da Saúde segue protocolos constantes para monitorar e responder a agentes muito perigosos, trabalhando com instituições reconhecidas como o Instituto Evandro Chagas e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além da coordenação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)”, explicou a nota oficial.

Essa posição está de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que também acredita que o risco de uma pandemia causada pelo vírus Nipah é baixo.

Até agora, somente dois casos de infecção pelo vírus Nipah foram confirmados na Índia, ambos em mulheres enfermeiras. Não há registros de circulação do vírus fora da região sudeste da Ásia.

Ainda esta semana, o governo indiano esclareceu que a situação está controlada e que 198 pessoas que tiveram contato com as enfermeiras infectadas foram testadas, todas com resultado negativo.

O que é o vírus Nipah?

O vírus Nipah foi descoberto em 1998 na Malásia e desde então surtos ocorreram em vários países da Ásia. Segundo a OMS, um surto anterior ocorreu nas Filipinas em 2014.

O vírus é transmitido principalmente pelo contato com animais infectados, ingestão de alimentos contaminados, ou transmissão direta entre pessoas, especialmente através de fluidos corporais e gotículas respiratórias. Os morcegos são os principais hospedeiros naturais, mas outros animais como porcos e cavalos também podem ser afetados.

Em humanos, a infecção pode não apresentar sintomas, mas também pode causar problemas respiratórios graves e até encefalite, que pode ser fatal. A taxa de mortalidade varia entre 40% e 75%, dependendo do surto, da capacidade local de monitoramento e do tratamento dos pacientes.

Os sintomas iniciais mais comuns são febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Com a evolução da doença, podem surgir tontura, sonolência, alterações de consciência e sinais de encefalite aguda. Casos mais graves podem apresentar pneumonia incomum, convulsões, insuficiência respiratória e coma.

Fonte: Estadão Conteúdo

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