Patrícia Queiroz, vereadora e pastora de Belém (PA), publicou uma retratação nas redes sociais após uma decisão da Justiça do Trabalho. A decisão proibiu que a parlamentar pratique ou incentive discriminação ou assédio eleitoral contra trabalhadores.
A Justiça tomou essa medida depois que a vereadora publicou mensagens sugerindo que empregadores identificassem funcionários que votaram no PT para que fossem demitidos. Essas postagens ocorreram logo após o segundo turno das eleições e geraram uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
Na decisão, a Justiça também determinou que Patrícia Queiroz fizesse uma retratação pública sobre o ocorrido. Além disso, a Câmara Municipal de Belém aprovou uma licença de 22 dias para a vereadora tratar de assuntos particulares.
O MPT afirma que as mensagens da parlamentar incentivam práticas discriminatórias e podem causar demissões em massa com base em convicções políticas e ideológicas. Segundo a denúncia, a situação é ainda mais grave por se tratar de uma agente pública com mandato eletivo, que tem maior influência e visibilidade perante a população.

