A vereadora Patrícia Luila Queiroz Capra, de 45 anos, filiada aos Progressistas (PP), se retratou publicamente após determinação da Justiça do Trabalho devido a mensagens que incentivavam a demissão de funcionários que apoiaram o PT.
Após o segundo turno das eleições, Patrícia publicou nas redes sociais sugestões para que empregadores identificassem e demitissem trabalhadores que votaram no Partido dos Trabalhadores, apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nascida em Rio Branco, Patrícia exerce o mandato de vereadora na Câmara Municipal de Belém, no Pará. Além da carreira política, é cantora gospel e pastora, filha do pastor Paulo Queiroz. Foi eleita na sua primeira disputa eleitoral em 2024, conquistando 8.330 votos e assumindo a função de 3º vice-presidente da Câmara.
Em 2020, Patrícia concorreu a vice-prefeita de Belém, na chapa do deputado federal José Priante (MDB).
Ela também foi vítima de um atentado em sua residência, onde disparos atingiram as paredes, um carro e a janela do quarto onde estava com seu filho, que na época tinha cinco anos. Ninguém ficou ferido.
A retratação da parlamentar foi publicada nas redes sociais, afirmando que os empregados têm o direito de escolher livremente seus candidatos, independentemente de suas convicções políticas e que atos de assédio ou discriminação contra trabalhadores por motivos eleitorais são proibidos.
“Declaro publicamente que empregados têm o direito de escolher livremente seus candidatos nas eleições, independentemente de partido ou orientação política. Assim, fica proibida a adoção de quaisquer medidas retaliatórias por parte dos empregadores”, publicou Patrícia.
A determinação judicial veio de uma ação civil pública do Ministério Público do Trabalho (MPT), que alegou que as mensagens divulgadas pela vereadora poderiam incentivar demissões por razões políticas, configurando discriminação e assédio eleitoral.
O MPT destacou a gravidade da situação, ressaltando que a parlamentar, como agente pública eleita, possui influência e credibilidade junto à comunidade, o que pode amplificar o impacto dessas ações.
Na semana anterior, a Câmara Municipal de Belém aprovou uma licença de 22 dias para a vereadora tratar de assuntos pessoais.
A defesa de Patrícia Queiroz ainda não se manifestou sobre o caso.

