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segunda-feira, 05/01/2026

Venezuela solicita reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU

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O governo da Venezuela requisitou, neste sábado (3/1), uma reunião emergencial do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) como resposta a um ataque militar promovido pelos Estados Unidos que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro.

A solicitação foi feita pelo ministro das Relações Exteriores venezuelano, Yván Gil Pinto, através de uma carta enviada ao presidente do Conselho de Segurança, Abukar Dahir Osman.

De acordo com a carta, compartilhada pelo próprio Gil Pinto no Telegram, a ofensiva norte-americana foi caracterizada como um conjunto de ataques armados brutais, injustificados e unilaterais, atingindo locais civis e militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

O documento destaca que essa ação viola a Carta das Nações Unidas e representa uma ameaça à paz e segurança, tanto regionais quanto internacionais.

“O povo venezuelano jamais será derrotado por ataques covardes. Nossa força nos levará à vitória”, enfatizou Gil Pinto.

O governo pediu que a ONU condene a agressão, exija o fim imediato das hostilidades e implemente medidas para responsabilizar os Estados Unidos pelos crimes de agressão.

Mobilização do Governo

O ministro da Defesa venezuelano, general Vladimir Padrino López, classificou os bombardeios como uma agressão militar criminosa e declarou a mobilização total das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB).

Segundo ele, o país entrou em estado de alerta externo, ativando prontidão operacional completa com recursos terrestres, aéreos, navais, fluviais e de mísseis. A medida envolve uma articulação total entre forças militares, policiais e organizações populares para formar um bloco de combate em defesa da soberania nacional.

Vítimas Civis e Repercussões

Durante o ataque, tropas especiais dos Estados Unidos usaram helicópteros e aviões de combate, atingindo áreas residenciais e causando vítimas civis.

O vice-presidente venezuelano para Políticas, Segurança Cidadã e Paz, Diosdado Cabello, afirmou que os objetivos norte-americanos foram alcançados apenas parcialmente e que o povo venezuelano permanece unido e calmo.

A vice-presidente Delcy Rodríguez exigiu provas imediatas de vida do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, denunciando que o ataque resultou em mortes de autoridades, militares e civis.

Essa crise intensifica a tensão na América Latina, em meio a sanções, acusações de tráfico de drogas e aumento da presença militar dos Estados Unidos na região.

Entram nesse cenário outros países e organizações internacionais que acompanham a situação de perto. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, solicitou reunião urgente da OEA e da ONU, e o Irã condenou a operação norte-americana, qualificando-a como violação da soberania da Venezuela e do direito internacional.

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