20.9 C
Brasília
domingo, 11/01/2026

Venezuela responde a Trump e reafirma apoio a Cuba em meio a tensão

Brasília
nublado
20.9 ° C
20.9 °
20.6 °
84 %
2.3kmh
100 %
seg
27 °
ter
26 °
qua
28 °
qui
28 °
sex
21 °

Em Brasília

A Venezuela emitiu um comunicado oficial no domingo, respondendo às recentes tensões entre os Estados Unidos e Cuba. A declaração foi uma reação indireta ao ultimato feito pelo presidente americano, Donald Trump, que pressionou Havana a negociar com Washington rapidamente.

Este pronunciamento venezuelano surge após a intervenção militar dos EUA em Caracas, que resultou na captura de Nicolás Maduro, e no contexto das afirmações de Trump de que o governo cubano enfrentará dificuldades econômicas devido ao corte do fornecimento de petróleo da Venezuela.

O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela reafirmou o compromisso histórico da república nas relações com Cuba, baseando-se na Carta das Nações Unidas e no Direito Internacional, destacando o respeito à autodeterminação e à soberania dos países envolvidos.

O comunicado enfatiza que os laços entre Venezuela, Caribe e Cuba são fundamentados na fraternidade, solidariedade, cooperação e complementaridade. Além disso, o governo venezuelano ressaltou que as relações internacionais devem respeitar os princípios da não intervenção, soberania igualitária e autodeterminação dos povos, apontando o diálogo político e diplomático como o caminho para resolver conflitos pacificamente.

O pronunciamento da Venezuela acontece após Trump expressar sua convicção de que o regime cubano está prestes a cair, alegando que a perda do apoio econômico vindo de Caracas pode ser suficiente para tal desfecho sem necessidade de intervenção militar direta.

Em entrevistas, Donald Trump afirmou que Cuba perdeu fontes importantes de receita, as quais dependiam principalmente do petróleo venezuelano, e sugeriu que o secretário de Estado, Marco Rubio, poderia assumir a liderança em Cuba.

Trump também declarou que, por anos, Cuba se beneficiou do petróleo e recursos financeiros da Venezuela em troca da prestação de serviços de segurança aos últimos líderes venezuelanos, que segundo ele, não ocorrem mais.

Veja Também