A captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, junto com sua esposa, Cilia Flores, teve uma explicação dada por autoridades norte-americanas: a Venezuela não conseguiu operar adequadamente os sistemas de defesa aérea de origem russa e chinesa que deveriam proteger o espaço aéreo do país. Essa informação foi publicada nesta segunda-feira (12/1) pelo The New York Times.
Segundo militares consultados pelo jornal, vários equipamentos da defesa aérea venezuelana falharam durante a ação, e muitos sequer estavam conectados aos radares no momento da invasão em Caracas.
A reportagem também revelou que alguns dispositivos estavam fora de operação, guardados em armazenamento, no instante da operação dos Estados Unidos.
Essa situação, conforme afirmado por autoridades norte-americanas e especialistas, pode ter sido causada pela falta de manutenção dos equipamentos — muitos deles datados da era soviética, o que dificulta a aquisição de peças de reposição.
Em 3 de janeiro, fuzileiros americanos entraram em solo venezuelano e capturaram Maduro em sua residência na capital Caracas. A missão, que contou com aproximadamente 150 aeronaves de apoio, encontrou pouca resistência. Assim, toda a operação de retirada do presidente da Venezuela levou em torno de cinco horas, incluindo o deslocamento entre bases militares, infiltração, captura e retorno.
