Venezuela: Guanipa é preso novamente; María Corina denuncia sequestro
Juan Pablo Guanipa, aliado de María Corina Machado, voltou para a prisão cerca de 12 horas após ser solto. Ele ficou oito meses detido na Venezuela.
O político venezuelano Juan Pablo Guanipa, aliado da líder da oposição María Corina Machado, foi recolhido à prisão neste domingo (8/2), menos de 12 horas após sua libertação. Durante esse breve período fora da prisão, ele circulou pelas ruas de Caracas de motocicleta e se encontrou com familiares de presos políticos.
Por meio das redes sociais, María Corina, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, denunciou que Guanipa fora sequestrado. “Juan Pablo Guanipa foi sequestrado há poucos minutos no bairro Los Chorros, em Caracas. Homens fortemente armados, vestidos à paisana, chegaram em quatro veículos e o levaram à força. Exigimos sua libertação imediata“, escreveu ela no X.
Entretanto, o Ministério Público da Venezuela esclareceu que Guanipa foi preso novamente por descumprir as condições de liberdade impostas, incluindo a proibição parcial de falar publicamente sobre seu caso.
Prisão domiciliar
O Ministério Público informou que solicitou ao tribunal a imposição de prisão domiciliar a Guanipa, detido desde 23 de maio de 2025 por suposta participação em conspiração contra as eleições de governadores e deputados ao Parlamento.
O filho do opositor, Ramón Guanipa, exigiu prova de vida e responsabilizou o regime por qualquer coisa que possa acontecer ao seu pai, denunciando repressão.
Juan Pablo Guanipa fora solto após mais de oito meses preso, acusado de envolvimento em um alegado “plano terrorista” para sabotar eleições, conforme anunciou seu filho nas redes sociais.
Guanipa relatou as dificuldades enfrentadas durante o período de clandestinidade e detenção, ressaltando que agora começa uma nova fase para discutir o futuro da Venezuela.
María Corina Machado comemorou a libertação de seu aliado, destacando sua coragem e importância histórica.
Anistia e debates parlamentares
Este ocorrido ocorre em meio ao debate no Parlamento venezuelano sobre um projeto de lei que prevê anistia para presos políticos detidos por protestos ou críticas ao governo de Nicolás Maduro. O presidente da Assembleia Nacional, deputado Jorge Rodríguez, afirmou que todos os presos políticos que receberem indulto poderão ser libertados até 13 de fevereiro.
