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domingo, 04/01/2026

Venezuela: chanceler critica Macron por comentário sobre Maduro

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O chanceler da Venezuela, Yván Gil, respondeu a uma postagem do presidente da França, Emmanuel Macron, qualificando as declarações como uma “intromissão inadmissível” nos assuntos internos do país. O líder francês sugeriu que Edmundo González, que foi derrotado por Nicolás Maduro na eleição mais recente, deveria liderar a transição supervisionada pelos Estados Unidos.

Em comunicado oficial, Gil manifestou seu repúdio às declarações de Macron, que em uma publicação na rede social X afirmou que “o povo venezuelano está hoje livre da ditadura de Nicolás Maduro e não pode fazer outra coisa senão comemorar”, e acrescentou que a França poderia apoiar um processo de transição política no país.

“A República Bolivariana da Venezuela rejeita veementemente as declarações ofensivas feitas pelo Presidente da França, Emmanuel Macron, as quais representam uma interferência inaceitável nos assuntos internos de um Estado soberano e demonstram profundo desconhecimento da realidade política, institucional e social da Venezuela“, afirmou o chanceler venezuelano.

O texto prossegue destacando que: “O povo venezuelano exerce sua soberania plenamente, conta com seu presidente constitucional, Nicolás Maduro Moros, com instituições legítimas, com seus recursos naturais e com um governo que reflete a vontade popular e respeita a ordem constitucional”.

Além disso, Gil declarou que, devido às afirmações feitas por Macron, o governo venezuelano, mesmo após a captura de Maduro, “tomará as medidas diplomáticas que julgar necessárias na avaliação das relações com a França”.

A manifestação de Emmanuel Macron ocorreu em um momento delicado de transição política na Venezuela, marcada pela saída de Maduro do poder, encerrando um período de quase 27 anos de governos chavistas.

Transição e controle do petróleo

Donald Trump declarou neste sábado (3/1) que os Estados Unidos irão governar a Venezuela após a captura de Nicolás Maduro, enquanto durar a transição do governo. Ele também enfatizou que o país controlará as reservas de petróleo venezuelanas. O ex-presidente republicano fez essas declarações durante uma entrevista coletiva em Mar-a-Lago, comentando sobre a operação militar norte-americana na Venezuela.

“Na madrugada de hoje, sob minha liderança, os Estados Unidos, por meio das Forças Armadas, realizaram uma ação militar notável na capital da Venezuela. O poderio militar americano, tanto terrestre quanto naval, foi utilizado para executar um ataque impressionante. […] Toda a capacidade militar da Venezuela foi neutralizada”, afirmou o ex-presidente durante a coletiva.

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