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segunda-feira, 26/01/2026

Venezuela acusa os EUA de extorsão na ONU por bloqueio naval

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A Venezuela denunciou os Estados Unidos por praticarem uma ‘extorsão’ e buscarem estabelecer uma ‘colônia’ no território venezuelano através do bloqueio de petroleiros em sua costa, em uma sessão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A reunião, solicitada pelo governo da Venezuela, ocorreu na terça-feira, 23 de dezembro, e contou com apoio dos aliados do presidente Nicolás Maduro, que enfrenta crescente pressão da administração americana.

Durante a reunião, o representante permanente da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, qualificou o bloqueio como ‘extorsão sem precedentes em nossa história, um crime de agressão que ultrapassa qualquer parâmetro legal e histórico’. Segundo ele, o bloqueio é um esforço para impor uma colônia no país e reverter a história em 200 anos.

Do outro lado, o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, afirmou que seu país continuará a impor sanções severas para impedir que Maduro financie o chamado ‘Cartel de los Soles’, uma organização criminosa que o governo venezuelano nega apoiar. Waltz destacou que os petroleiros sancionados são vitais para a economia do regime de Maduro e que os Estados Unidos interceptaram recentemente dois desses navios no Caribe, estando na ativa para apreender um terceiro.

A crise no Mar do Caribe recebeu reações diversas. A Rússia classificou o bloqueio como ilegal e alertou para o risco de se tornar exemplo para futuras intervenções na América Latina. O diplomata russo na ONU, Vasily Nebenzia, criticou a postura dos EUA como uma atitude agressiva e irresponsável.

Já a China se posicionou contrária a atos unilaterais e de intimidação, defendendo a soberania dos países. O representante chinês, Sun Lei, expressou solidariedade aos países afetados.

Na América do Sul, a reação entre os países vizinhos está dividida. A Nicarágua condenou os atos americanos, classificando-os como ‘pirataria moderna’. Durante a cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu, divergências ficaram evidentes: Brasil e Uruguai não aderiram a um comunicado que pedia o restabelecimento da ordem democrática na Venezuela e o respeito aos direitos humanos. O ex-presidente brasileiro Lula alertou para as consequências humanitárias de uma intervenção americana, ao passo que o presidente da Argentina, Javier Milei, defendeu a pressão militar dos EUA contra o governo de Maduro.

Após a sessão na ONU, o governo de Maduro afirmou que recebeu amplo apoio internacional no Conselho de Segurança em defesa da livre navegação e comércio.

Além disso, o parlamento venezuelano aprovou uma lei que prevê punições severas, como até 20 anos de prisão, para quem apoiar a apreensão de petroleiros sob sanção americana, visando coibir o que chama de atos ilegais internacionais contra o país. Multas elevadas e confiscos também são previstos para os infratores.

Em contrapartida, os Estados Unidos aumentaram a recompensa para 50 milhões de dólares por informações que levem à prisão de Maduro.

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