O volume de vendas no comércio varejista registrou crescimento de 0,5% em março em comparação com fevereiro, conforme divulgado pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Este resultado representa a maior marca já registrada desde o início da série histórica, iniciada no ano 2000. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 1,8%.
Sobre a PMC
- A PMC começou em janeiro de 1995 e acompanha o desempenho do comércio varejista formal no Brasil.
- Ela monitora, entre outras coisas, a receita bruta das empresas formais com 20 ou mais trabalhadores, cuja atividade principal é o varejo.
- São avaliados indicadores como faturamento real e nominal, pessoal ocupado e salários.
Análise do mercado
Segundo o gerente da PMC, Cristiano Santos, o varejo tem mostrado crescimento consistente, com apenas uma pequena queda em dezembro de 2025 (-0,3%), e desde outubro do mesmo ano vem crescendo a maior parte do tempo.
Das oito áreas pesquisadas do comércio varejista, cinco tiveram avanço. Os destaques positivos incluem equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,7%), combustíveis e lubrificantes (2,9%) e outros artigos pessoais e domésticos (2,9%).
Os setores que tiveram queda foram móveis e eletrodomésticos (-0,9%) e hipermercados, supermercados e produtos alimentícios (-1,4%).
Setores em detalhe
- Combustíveis e lubrificantes: 2,9%;
- Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -1,4%;
- Tecidos, vestuário e calçados: 0,0%;
- Móveis e eletrodomésticos: -0,9%;
- Artigos farmacêuticos, medicinais, ortopédicos e de perfumaria: 0,1%;
- Livros, jornais, revistas e papelaria: 0,7%;
- Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação: 5,7%;
- Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,9%.
Comércio varejista ampliado
Incluindo veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, esse segmento cresceu 0,3% em março na comparação com fevereiro, e teve avanço de 6,5% na comparação anual.
Veículos, motos e peças apresentaram queda de 0,6%, enquanto material de construção cresceu 1,6%. O atacado de alimentos, bebidas e fumo não teve dados suficientes para análise sazonal.
