O Governo do Distrito Federal investiu R$ 183,9 milhões na compra de alimentos da agricultura familiar entre os anos de 2019 e 2025, beneficiando quase 10 mil produtores que fornecem principalmente para a rede pública de ensino e programas de segurança alimentar.
Esses recursos foram aplicados em programas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que destinou R$ 125 milhões nesse período, com contribuições locais frequentemente maiores que as federais. Em 2025, por exemplo, o DF investiu R$ 189,1 milhões contra R$ 32,4 milhões do governo federal. No ano anterior, foram R$ 112,4 milhões do Distrito Federal contra R$ 62,7 milhões do governo federal.
Outros projetos incluem o Programa de Aquisição da Produção da Agricultura do Distrito Federal (Papa-DF), que movimentou R$ 44 milhões e comprou mais de 9,6 milhões de quilos de alimentos de 3,3 mil agricultores, e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA/TA), com R$ 14,8 milhões e a participação de 2,2 mil produtores, quase 40% deles com produtos orgânicos.
Nas compras feitas por associações e cooperativas nos programas Papa-DF e Pnae, há fortalecimento da organização coletiva, enquanto o PAA/TA realiza compras diretas com os agricultores. A Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) organiza as aquisições, contando com a colaboração das secretarias de Educação e Desenvolvimento Social.
O secretário Rafael Bueno destacou que esses programas garantem estabilidade financeira aos produtores, minimizam os impactos das variações de mercado e facilitam o planejamento da produção. “Os programas de compra pelo governo são essenciais e têm impulsionado a agropecuária no Distrito Federal, especialmente a familiar. Isso gera lucro para o produtor e alimentos de qualidade para as comunidades locais”, afirmou.
Os produtos comprados incluem hortifrútis, laticínios, mel e pescado, com previsão para introduzir filé de tilápia a partir de 2026. Na Comunidade da Lagoinha, em Planaltina, o produtor Ivan Engler, de 49 anos, fornece cerca de 10 toneladas semanais de hortifrútis e bases alimentares para as escolas desde 2012. Ele ressalta a importância da estabilidade financeira proporcionada pelos programas, que garantem vendas regulares a preços justos, reduzindo a dependência de intermediários.
“O Pnae transformou nossa realidade. O mais importante é a certeza de venda toda semana, com preço justo, o que garante cerca de metade da minha renda”, destacou Engler. Os alimentos frescos chegam rápido às escolas, mantendo a qualidade e diminuindo perdas no transporte, além de fortalecer a economia local.

