20.5 C
Brasília
sexta-feira, 23/01/2026

Velorio de Maria Elenice Queiroz, vitima de homicidio pelo filho, acontece hoje

Brasília
trovoada com chuva fraca
20.5 ° C
20.5 °
20.5 °
94 %
1.5kmh
75 %
sex
24 °
sáb
21 °
dom
24 °
seg
24 °
ter
26 °

Em Brasília

Por Larissa Barros e Caroline Purificação

Um clima de tristeza marcou o velório de Maria Elenice Queiroz nesta quinta-feira (22), no Campo da Esperança, Asa Sul. Familiares e amigos, muitos vestindo camisas do time de futebol Vasco da Gama, time que ela adorava, se despediram da empresária de 61 anos, que foi morta em sua casa no Guará II na noite de terça-feira (20). Segundo a polícia, o crime foi cometido pelo próprio filho, na quadra QE 40 da região.

Durante a cerimônia, amigos e familiares expressaram o quanto Elenice era importante para eles. Frases como “uma pessoa especial”, “uma mãezona”, “só queria o bem de todos” e “tenho certeza de que está em um bom lugar” mostravam o carinho e respeito que tinham por ela. A grande quantidade de pessoas presentes mostrou a rede de amor que a empresária construiu ao longo da vida, sendo lembrada como uma mulher muito querida.

Uma amiga próxima, Rhaynara Holanda, falou sobre a energia contagiante de Elenice. “Ela era como um anjo que iluminava onde passava. Sempre feliz, sorrindo e com energia positiva, nunca a vimos reclamando ou desistindo. Ela foi amor, mãe, amiga e uma pessoa pura e linda”, disse.

Rhaynara também ressaltou o cuidado e dedicação de Elenice como mãe: “Ela fez tudo pelos ‘bebês’ dela, Vivian e Vinicius. Eles tiveram muita sorte com essa mãe.”

Ela contou ainda que Elenice se preocupava muito com a saúde mental do filho e comentou que às vezes ela parecia menos animada, o que era relacionado ao filho. “Ela tinha medo de perdê-lo para a depressão, mas sempre chegava cheia de amor para oferecer. Eles não brigavam, ela era calma mas sempre preocupada com as dificuldades que ele enfrentava desde criança.”

O filho de Elenice, Vinicius Queiroz, de 23 anos, cursava Economia na Universidade de Brasília, mas havia pausado os estudos há alguns meses, segundo uma amiga da família. Depois do crime, ele foi até a avó e disse que havia matado a mãe.

Segundo relato do tenente Ricardo, da Polícia Militar, quando os policiais chegaram ao apartamento, viram Vinicius sentado ao lado da avó, com manchas de sangue nas roupas. Ele foi preso sem resistência e parecia indiferente. Os bombeiros encontraram Elenice no quarto já sem vida, tendo sofrido uma parada cardiorrespiratória.

Carlos Eduardo, um amigo da vítima, falou sobre a sensibilidade de Elenice e como ela acolhia as pessoas. “Íamos ao espaço dela para conversar e ela sempre melhorava nosso humor com sua leveza. Ela me ajudou muito durante a doença do meu pai, sempre me dando força para continuar.”

Carlos destacou também o cuidado que Elenice tinha com o filho após o diagnóstico de depressão e ansiedade. “Ela fazia tudo que podia, levava o que ele gostava, cuidava com muito amor.”

Elenice era dona de um espaço da Herbalife no Guará. Na noite do crime, chegou em casa por volta das 20h30 e foi até o quarto do filho, como fazia todos os dias. A avó de Vinicius, uma senhora de 80 anos, ouviu um barulho e pensou que vinha dos vizinhos. Logo após, o neto se aproximou e confessou o crime. Ele disse à polícia que teve um surto.

Em depoimento, Vinicius disse que divergências de personalidade e o tom de voz da mãe o levaram a reagir com violência. Contou que agiu por impulso e já havia tido pensamentos agressivos antes, mas conseguia se controlar. Disse que descontava a frustração em objetos ou ficava isolado, e que chegou a sonhar com essa situação. Ele afirmou que não se surpreendeu ao perceber o que havia feito.

Veja Também