SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
A pesquisa Genial/Quaest, feita logo após a crise das tarifas criadas por Donald Trump influenciado pela família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mostra uma pequena melhora na avaliação do presidente Lula (PT) e que a maioria desaprova as novas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos.
A pesquisa foi realizada com 2.004 pessoas em 120 cidades, entre os dias 10 e 14 de junho. O estudo foi financiado pela corretora Genial Investimentos, ligada ao banco Genial, e tem uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
1) Avaliação do presidente Lula melhora um pouco
Lula tem agora 40% de avaliações negativas e 28% positivas, melhorando um pouco em comparação com a pesquisa anterior. Além disso, 28% avaliam o governo como regular e 4% não sabem opinar.
Na pesquisa anterior, feita entre os dias 29 de maio e 1º de junho após problemas no INSS, as avaliações negativas eram 43% e as positivas 26%, com 28% avaliando como regular.
A diferença entre avaliações negativas e positivas diminuiu de 17 pontos para 12 pontos, considerando a margem de erro.
2) Como as pessoas veem a economia atualmente
A melhora na avaliação do Lula acompanha uma mudança na opinião sobre a economia. Agora, 21% acreditam que a economia melhorou nos últimos 12 meses, contra 18% antes. Já 46% acham que piorou, uma leve melhora em relação às pesquisas anteriores.
3) Expectativas para a economia nos próximos 12 meses
Quando questionadas sobre o futuro econômico, 43% esperam que a economia piore, a pior marca desde junho de 2023. Apenas 35% acreditam em melhora, também a pior na série histórica.
4) Conhecimento sobre ações do governo no Congresso
Mais da metade dos entrevistados (56%) não sabe das propostas de justiça tributária do governo federal. Além disso, metade das pessoas desconhece os recentes conflitos entre o Planalto e o Congresso.
Para 79%, o conflito entre governo e Congresso prejudica mais do que ajuda o país, enquanto 12% pensam o contrário.
5) Impostos para ricos e pobres
63% acham que Lula deve aumentar impostos para os ricos e reduzir para os pobres, enquanto 33% discordam. Sobre o discurso “ricos contra pobres”, 53% acham que ele aumenta a polarização e conflitos, e 38% acreditam que está correto.
6) Tarifas impostas por Trump para ajudar Bolsonaro
72% consideram um erro de Donald Trump impor tarifas ao Brasil por causa de Bolsonaro. Apenas 19% acreditam que Trump está certo ao justificar as tarifas como uma perseguição a Bolsonaro no Brasil.
66% ouviram sobre a carta de Trump a Lula anunciando as tarifas, enquanto 33% não sabiam. Na carta, Trump pede o fim do julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).
7) Reação de Lula às tarifas dos EUA
53% apoiam a resposta de Lula às tarifas com medidas recíprocas, enquanto 39% acham que ele está errado. 8% não souberam responder.
8) Quem está certo na disputa política e comercial?
44% dizem que Lula e o PT estão certos, 29% acreditam em Bolsonaro e seus aliados, 15% não escolhem nenhum dos dois, e 12% não sabem.
9) Motivos de Trump para impor tarifas
As opiniões variam: 26% dizem que foram falas de Lula contra Trump no encontro dos BRICS; 25% não sabem; 22% mencionam ações do STF contra Bolsonaro; 17% citam influência do deputado Eduardo Bolsonaro nos EUA; 10% falam das ações do STF contra grandes empresas de tecnologia americanas.
57% acreditam que Trump não tem direito de criticar o processo contra Bolsonaro no STF, enquanto 36% acham que ele tem direito.
79% dizem que as tarifas prejudicarão suas vidas, e 59% acreditam que Trump manterá a decisão.
10) Opiniões dos grupos políticos sobre as tarifas
Entre eleitores de direita que não são bolsonaristas, 52% desaprovam as tarifas e 40% aprovam, com margem de erro de cinco pontos.
Entre bolsonaristas, 48% dizem que Trump está errado e 42% que está certo, com margem de erro de seis pontos.
Entre lulistas e petistas, 87% desaprovam as tarifas e 9% aprovam, com margem de erro de cinco pontos.
Entre eleitores da esquerda, 94% são contra a decisão de Trump e 2% a favor, com margem de erro de seis pontos.