O uso de cigarro eletrônico, conhecido como vape, aumentou muito entre jovens de 13 a 17 anos no Brasil nos últimos cinco anos, conforme dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A pesquisa mostrou que o número de jovens que já experimentaram o vape subiu de 16,8% em 2019 para 29,6% em 2024, um crescimento de quase 13 pontos percentuais.
Meninas estão usando mais vape do que meninos, com 31,7% das meninas experimentando, contra 27,4% dos meninos. Além disso, estudantes de escolas públicas experimentam o vape mais do que alunos das escolas particulares, com 30,4% contra 24,9%.
O aumento no uso do cigarro eletrônico foi observado em todas as regiões do Brasil, sendo as regiões Centro-Oeste (42,0%) e Sul (38,3%) as que apresentam os maiores índices, e as regiões Nordeste (22,5%) e Norte (21,5%) com os menores.
Vale destacar que o vapor do cigarro eletrônico contém várias substâncias que podem fazer mal à saúde, assim como a fumaça do narguilé, embora muitas vezes sejam divulgados como inofensivos.
Por outro lado, a pesquisa revelou que o número de jovens que já fumaram cigarros tradicionais ao menos uma vez na vida caiu de 22,6% em 2019 para 18,5% em 2024.
Consumo de álcool
A pesquisa também investigou o consumo de álcool entre adolescentes, que está ligado a mais de 200 doenças e problemas de saúde graves, além de aumento dos riscos de acidentes e violência. Os resultados indicam que os jovens estão bebendo menos e em menor quantidade.
Em 2024, 53,6% dos jovens de 13 a 17 anos já experimentaram bebidas alcoólicas, variando de 46,4% entre os mais novos (13 a 15 anos) e 66,3% entre os maiores (16 e 17 anos).
Houve uma redução média de 10 pontos percentuais nesse indicador desde 2019, quando os índices eram mais altos.
Drogas ilícitas e consumo abusivo de álcool
A pesquisa também avaliou o consumo excessivo de álcool, definido pelo Ministério da Saúde como cinco ou mais doses para homens, e quatro ou mais para mulheres, em um único dia.
Em 2024, 17,7% dos meninos e 24,2% das meninas relataram consumo abusivo nos últimos 30 dias, ambas quedas significativas em relação a 2019.
Além disso, a pesquisa acompanhou o uso de drogas ilícitas como maconha, cocaína, ecstasy, LSD, entre outras. A experimentação dessas drogas vinha crescendo lentamente desde 2009, porém em 2024 foi registrada uma queda, chegando a 8,3%.
Estadão Conteúdo.

