JD Vance, vice-presidente dos Estados Unidos, declarou neste sábado (3/1) que o presidente Donald Trump apresentou diversas opções antes de ordenar a captura de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, e sua esposa, Cília Flores, em uma ação militar na capital Caracas.
De acordo com Vance, Trump foi firme e claro em todo o processo, enfatizando os objetivos da missão: combater o tráfico de entorpecentes e assegurar a restituição do petróleo ilegalmente obtido aos Estados Unidos.
“O presidente propôs várias possibilidades, contudo deixou evidente desde o início: o tráfico de drogas deve acabar e o petróleo roubado precisa retornar aos Estados Unidos. Maduro é o último a compreender que o presidente Trump age com seriedade”, disse JD Vance.
O vice-presidente dos EUA também elogiou os agentes que realizaram a operação, qualificando-a como “verdadeiramente notável”.
A ação dos EUA contou com ataques intensos a pontos civis e militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Vance confirmou que Maduro e sua esposa foram removidos do país.
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, revelou que Maduro enfrentará em breve a justiça americana em territórios e tribunais dos EUA, após a captura ocorrida na Venezuela. Bondi explicou que as acusações incluem conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse e conspiração para posse de armamentos pesados contra os Estados Unidos.
Do lado venezuelano, o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, denunciou os ataques como uma “agressão militar criminosa” e informou a mobilização completa das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB).
O governo declarou estado de mobilização externa com prontidão total, envolvendo forças terrestres, aéreas, navais, fluviais e de mísseis, além da coordenação entre militares, policiais e grupos comunitários para formar um grupo de defesa da soberania nacional.
