Na quarta-feira (26), foi registrado um novo vazamento de água na mina Viga da Vale, localizada em Congonhas (MG), sendo o segundo incidente em menos de um dia na região. O vazamento atingiu o rio Maranhão, causando impacto ambiental, mas sem vítimas ou bloqueios em vias e comunidades, conforme informações da prefeitura local.
O primeiro vazamento aconteceu na terça-feira (25), quando uma barreira de contenção foi rompida na mina Fábrica, cerca de 22 km da mina Viga. Esse rompimento liberou 263 mil metros cúbicos de água turva, contendo sedimentos e rejeitos da mineração. A água passou pelo dique Freitas e chegou ao rio Goiabeiras, afluente do rio Maranhão, que deságua no rio Paraopeba, que já foi afetado pelo desastre de Brumadinho em 2019.
O vazamento da mina Fábrica também causou danos em uma unidade da CSN em Ouro Preto. A mineradora informou que áreas como almoxarifado, oficinas e acessos internos ficaram alagadas, embora as estruturas de contenção de sedimentos estejam funcionando. A CSN está acompanhando a situação de perto.
Em resposta, foi criada uma sala de crise com as defesas civis de Congonhas e Ouro Preto, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, a Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Congonhas e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
O secretário municipal de Meio Ambiente, João Lobo, destacou os graves impactos ambientais possíveis, incluindo perda de biodiversidade, deterioração da qualidade da água, assoreamento dos rios, aumento do risco de enchentes e toxicidade para a vegetação ribeirinha. Ele mencionou o arraste de árvores e rochas e mudanças no curso do rio próximas ao local do rompimento. A secretaria aplicou uma autuação à Vale, que pode levar a uma multa, criticando a falta de monitoramento adequado.
A Vale e o Ministério de Minas e Energia ainda não se pronunciaram sobre os incidentes.
*Informações da Agência Brasil
