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sábado, 30/08/2025

Vacina contra tétano precisa de reforço a cada 10 anos

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A proteção contra o tétano necessita de reforço a cada década, porém muitas pessoas se esquecem de atualizar sua vacinação. Essa falha é comum entre adultos e traz riscos, especialmente em situações diárias como cortes, ferimentos com objetos enferrujados ou acidentes domésticos.

Cecilia Bueno, enfermeira do posto de saúde do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) em São Paulo, relata que “os pacientes raramente procuram a vacinação contra o tétano isoladamente, exceto após algum acidente”.

A bactéria Clostridium tetani, causadora do tétano, pode infectar o corpo através de feridas abertas, em contato com solo, poeira, fezes de animais ou objetos contaminados.

Essa infecção atinge o sistema nervoso, causando sintomas severos como rigidez muscular, espasmos dolorosos, dificuldades para respirar e o conhecido “travamento” da mandíbula.

Informações sobre o tétano

O tétano é uma doença grave e não contagiosa, causada pela bactéria Clostridium tetani, encontrada amplamente na natureza, em solo, poeira, fezes, galhos, água suja e plantas rasteiras. Quando a bactéria penetra no organismo por feridas, pode causar infecções sérias.

Os principais sintomas são rigidez muscular, especialmente em braços, pernas e abdômen, dificuldade para abrir a boca, dores nas costas, febre baixa e espasmos musculares dolorosos.

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Sem tratamento adequado, o tétano pode levar à morte. O risco depende da idade, tipo e gravidade do ferimento, além da presença de outras complicações como problemas respiratórios, infecciosos ou renais.

Reforço e cuidados após acidentes

A vacinação inicia na infância, mas deve continuar com reforços regulares a cada dez anos após os 9 anos de idade, conforme explica a infectologista Luciana Medeiros, do Hospital Sírio-Libanês em Brasília. O esquema inicial inclui três doses nos primeiros meses de vida e dois reforços na infância.

Renata Zorzet Manganaro de Oliveira, infectologista do Hospital Beneficência Portuguesa de São José do Rio Preto, destaca que o tétano não gera imunidade natural, portanto, mesmo quem já teve a doença ou foi vacinado na infância precisa continuar se protegendo com doses periódicas.

Em caso de acidentes com ferimentos sujos, mordidas, queimaduras graves ou exposição à terra e fezes, é essencial buscar atendimento médico rapidamente. Se o último reforço foi há mais de cinco anos, uma dose extra pode ser necessária.

Se houver dúvida sobre a vacinação anterior, recomenda-se iniciar ou completar o esquema com três doses da vacina dupla adulto (dT), aplicadas em intervalos de 0, 2 e 6 meses, e depois continuar com reforços periódicos.

Além da vacinação, o uso de equipamentos de proteção pessoal, como luvas e botas ao trabalhar em ambientes potencialmente contaminados, e cuidados adequados com ferimentos ajudam a prevenir a infecção.

Os primeiros sintomas do tétano aparecem em geral de três a 21 dias após a infecção, sendo a rigidez muscular, especialmente da mandíbula e do pescoço, o mais comum. Dor, espasmos, febre, irritabilidade e dificuldade para engolir também são frequentes.

Apesar de pouco lembrado, o tétano pode ser fatal. Por isso, manter a vacinação em dia é uma medida simples, eficaz e essencial para adultos de todas as idades.

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