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sábado, 24/01/2026

Vacina contra covid: 5 anos e pouca adesão no Brasil

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O Brasil completou cinco anos desde o início da vacinação contra a covid-19, um passo crucial para controlar a pandemia. Apesar disso, o vírus ainda circula e especialistas alertam sobre a importância de continuar tomando as vacinas, principalmente para pessoas mais vulneráveis.

Segundo o Ministério da Saúde, em 2025, foram enviadas 21,9 milhões de doses para todo o país, mas somente 8 milhões foram aplicadas, o que é menos de 40% do esperado. Essa baixa cobertura resultou em pelo menos 10.410 casos graves de problemas respiratórios causados pelo coronavírus, e cerca de 1.700 pessoas morreram até agora. Esses números podem ser maiores, pois há atrasos na atualização dos dados.

Leonardo Bastos, coordenador da plataforma Infogripe da Fiocruz, alerta que o coronavírus ainda é um problema sério entre os vírus respiratórios. Ele afirma: “A covid não desapareceu. De vez em quando, surgem surtos que podem virar epidemias.” A pesquisadora Tatiana Portella ressalta que o vírus não tem uma época certa para aumentar, diferente da gripe comum, o que facilita o surgimento de novas variantes.

A vacinação das crianças é um desafio maior. Desde 2024, ela faz parte do calendário nacional para crianças, idosos e gestantes, mas a adesão continua baixa. Só 3,49% das crianças menores de um ano foram vacinadas em 2025. Entre 2022 e começo de 2024, menos da metade das crianças entre 5 e 11 anos e pouco mais de 20% das com 3 a 4 anos receberam a vacina.

Isabela Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, explica que essa situação acontece porque as pessoas passaram a ver menos risco depois do auge da pandemia e por causa do avanço de fake news contra a vacina. As crianças menores de 2 anos são o segundo grupo mais vulnerável, depois dos idosos, com risco maior de doenças respiratórias graves e complicações raras, como a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), que tem taxa de mortalidade de 7%.

Mesmo com esses riscos, estudos mostram que as vacinas para crianças são seguras e eficazes. Em São Paulo, por exemplo, de 640 crianças que tomaram a Coronavac, apenas 56 pegaram a doença, todas com sintomas leves. O Ministério da Saúde acompanhou mais de 6 milhões de doses dadas em 2022 e 2023, e a maioria dos efeitos colaterais foi leve.

Isabela Ballalai destaca a necessidade de treinar melhor os profissionais de saúde para combater as informações erradas e incentivar a vacinação. O calendário prevê doses específicas para bebês, crianças com outras doenças, gestantes, idosos e grupos prioritários, incluindo reforços periódicos para manter a proteção da população.

Informações obtidas com a Agência Brasil.

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