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sexta-feira, 23/01/2026

Vacina contra covid-19 ajuda gestantes a evitar problemas na gravidez

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A vacinação contra a covid-19 não só protege as gestantes da infecção pelo vírus, mas também reduz os riscos de parto prematuro, morte do bebê antes do nascimento e defeitos congênitos. Essa conclusão veio de um grande estudo apresentado pela Sociedade Americana de Pediatria.

O estudo foi liderado pela pesquisadora Nikan Zargarzadeh, da Universidade de Harvard e do Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos. Ela analisou mais de 200 pesquisas feitas entre 2021 e 2023, envolvendo cerca de 1,2 milhão de gestantes.

Os resultados mostram que a vacina diminui em 58% o risco de contrair covid-19. Além disso, mulheres vacinadas tiveram menos complicações como:

  • 34% menos partos muito prematuros (antes de 28 semanas);
  • 25% menos bebês nascidos sem vida;
  • 17% menos defeitos congênitos;
  • 9% menos internações em unidades de terapia intensiva neonatal.

Susana Fialho, presidente da Comissão Nacional de Vacinas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), destaca que a gestante é um grupo de risco para a covid-19 devido a mudanças no corpo que tornam as infecções mais graves, como menor reserva respiratória e maior tendência a formar coágulos.

Ela reforça que a pandemia elevou as internações hospitalares, nascimentos prematuros e mortes entre gestantes, mas que a segurança e os benefícios das vacinas contra a covid-19 estão comprovados.

No Brasil, a cobertura vacinal entre gestantes ainda é baixa: neste ano, foram aplicadas cerca de 191 mil doses, menos de 10% do total aplicado no ano anterior.

Juarez Cunha, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, lembra que vacinar as gestantes também protege os recém-nascidos, que não podem receber a vacina antes dos 6 meses de vida. Mães vacinadas passam anticorpos para seus bebês, dando-lhes proteção contra a doença.

Especialistas ressaltam a importância de os profissionais de saúde recomendarem a vacinação para gestantes, já que quando um profissional apoia a vacinação, a taxa de adesão pode chegar a 90%. A desinformação é uma das principais causas da hesitação vacinal, por isso é fundamental passar informações claras e confiáveis às futuras mães.

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