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União não dá “retorno positivo” para aumento na PCDF, diz Casa Civil

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Segundo o secretário Sérgio Sampaio, resposta do Planejamento não ampara qualquer iniciativa de mais repasse do governo federal

MICHAEL MELO/METRÓPOLES

Ainda sustentando o discurso de insuficiência financeira para conceder aumento aos servidores, o GDF tenta resolver, com apoio da União, o perrengue enfrentado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A corporação requer equiparação com a Polícia Federal, que angariou reajuste de 37%, dividido em três parcelas. A primeira resposta do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, porém, não foi esperançosa, segundo o secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio.

Ele afirmou não ter recebido “retorno positivo que amparasse qualquer iniciativa” nesse sentido. Para turbinar os contracheques dos profissionais, a ideia seria receber um montante mais gordo via Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF).

Recursos para manter órgãos da segurança pública da capital da República, a exemplo da PCDF, são repassados pelo governo federal por meio do FCDF. A possibilidade seria viabilizada por meio do aumento de uma hora diária na carga horária de trabalho da categoria. Assim, os policiais poderiam ter acréscimo de 14,3% na remuneração.

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Falaram: ‘Olha, nós temos aqui algumas divergências técnicas da nossa equipe, [a qual apontou] que não seria possível. Mas nós vamos avaliar e, qualquer coisa, voltaremos a conversar’.

Sérgio Sampaio, secretário da Casa Civil do Distrito Federal

No dia 10 de janeiro em entrevista ao Metrópoles, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) havia detalhado a proposta levada ao órgão: “Ampliar, em uma hora, a jornada de trabalho dos policiais civis, para igualar com a jornada dos policiais federais e, em contrapartida, o governo nos passaria o superávit do Fundo Constitucional”. Naquela época, o socialista ainda aguardava um retorno da União.

Sérgio Sampaio pondera, no entanto, saber ser de responsabilidade do Distrito Federal dar o tão aguardado reajuste ao funcionalismo local. “Não queremos passar a bola para o governo federal, mas, como muitos parlamentares disseram que a União tinha uma saída pronta, fomos lá”, explica.

Em nota, o Ministério do Planejamento afirmou não ser de competência dele a negociação com servidores do GDF. Esclareceu, ainda, que o montante do FCDF é corrigido anualmente, pela variação da receita corrente líquida da União. “Assim sendo, não é correta a informação de que o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão decidiu não aumentá-lo”, complementou.

Atualmente, o fundo acumula R$ 13.516,7 bilhões, segundo o órgão. Questionada sobre as conversas com os representantes do GDF, a assessoria do ministério disse que “não poderia ajudar”.

Ainda na expectativa
Um dos articuladores da negociação para acatar o pleito da PCDF é o deputado distrital Agaciel Maia (PR), líder do governo na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). De acordo com o parlamentar, caso se estique o expediente em uma hora, seria possível aumentar os vencimentos em 14,3%. “Nós precisamos que o ministro do Planejamento dê um sinal verde e que os R$ 240 milhões do FCDF, que não foram usados, possam ser destinados para dar o aumento”, explica.

O distrital, no entanto, tem uma visão mais otimista sobre o caso. De acordo com ele, o senador Romero Jucá (MDB-RR) se prontificou, em reunião antes do Carnaval, a reforçar o pedido ao ministro do Planejamento, Dyogo Henrique de Oliveira, e ao presidente da República, Michel Temer. O retorno deve ser dado na próxima semana, estima Agaciel Maia.

Insatisfação
O presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Civil do Distrito Federal (Sindepo-DF), Rafael de Sá Sampaio, acredita faltar vontade política do governador para resolver o impasse com a PCDF. “Muitas outras vezes ficamos otimistas com promessas – inclusive do Sérgio Sampaio – que nunca se concretizaram. Chega a ser inocência acreditar nesse tipo de possibilidade que é colocada pelo governo.”

A revolta é geral. As informações das unidades é que os policias querem fazer paralisações de qualquer forma. Os delegados não conseguem tocar a atividade policial sozinhos.

Rafael de Sá Sampaio, presidente do Sindepo-DF

Para o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF), Rodrigo Franco, o Executivo local faz jogo de cena. “O Fundo Constitucional vai receber R$ 600 milhões a mais. O governo pegou mais R$ 1,5 bilhão do Instituto de Previdência dos Servidores (Iprev). Dinheiro tem, mas sempre há uma desculpa”, critica.

Na próxima terça-feira (20/2), os agentes se reúnem em mais uma assembleia geral com indicativo de greve. Em 7 de fevereiro, eles decidiram paralisar as atividades, mas deixaram para o próximo encontro a definição de quanto tempo ficarão de braços cruzados. Segundo Rodrigo Franco, a categoria está indignada com a falta de avanço nas negociações.

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Pacientes que não tomaram a vacina são maioria nos hospitais de campanha

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Imunizante está disponível para toda a população a partir de 12 anos de idade, em diversos pontos da capital

“É a vacina que reduz o agravamento de casos e de óbitos”Fabiano dos Anjos, diretor de Vigilância Epidemiológica

Apesar de serem menos de 14% da população do Distrito Federal acima dos 12 anos de idade, as pessoas que não tomaram nenhuma dose da vacina contra a covid-19 representam quase 80% dos internados no hospital de campanha de Ceilândia em razão da doença. O dado considera um monitoramento feito pela equipe da unidade desde o início das atividades, em 25 de maio deste ano.

Mesmo com o avanço da vacinação, os índices de hospitalização se mantêm estáveis. A taxa de ocupação de leitos de UTI para pacientes com covid-19 está em 73,03%, com registro de queda| Fotos: Breno Esaki/Agência Saúde-DF

Até o momento, 406 pacientes já receberam alta ou permanecem internados na unidade hospitalar. Desse total, apenas 31 haviam sido vacinados com a primeira dose e 51 receberam duas doses ou dose única. Os demais não tinham sido vacinados.

“Você vê, comparativamente, que esse número é significativo e expressivo para indicar que pessoas que não se imunizaram nem com uma dose estão adoecendo e apresentando um quadro que requer hospitalização, proporcionalmente, muito maior do que as que tomaram pelo menos uma dose da vacina”, explica Fabiano dos Anjos, diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde.

“Fazemos o apelo para quem está apto a receber a segunda dose, que procure o ponto de vacina. Só com as duas doses a pessoa é considerada imunizada”Fabiano dos Anjos, diretor da Vigilância Epidemiológica

Com o avanço da vacinação, outra consequência é que, mesmo com o aumento do número de casos, os índices de hospitalização se mantêm estáveis. “É a vacina que reduz o agravamento de casos e de óbitos”, afirma Fabiano. Hoje, a taxa de ocupação de leitos de UTI para pacientes com covid-19 está em 73,03%, com registro de queda neste índice.

Considerando os óbitos por covid-19 em pacientes internados na mesma unidade, o monitoramento revela que, dos 226 pacientes que faleceram, 73,9% não tinham recebido ao menos uma dose. Desses, 19,5% receberam as duas doses e 6,6% apenas uma dose.

Também foi feito um balanço de internações por covid-19 nos hospitais de campanha do Autódromo e do Gama nos quinze primeiros dias de outubro. Dos 54 pacientes que estão internados ou que já receberam alta neste período, 58,48% não haviam sido vacinados. Apenas 5,66% haviam recebido a primeira dose da vacina e 37,74% as duas doses ou a dose única.

Entre os 54 pacientes dos hospistais de campanha do Autódromo e do Gama que estão internados ou que já receberam alta, 58,48% não haviam sido vacinados

Campanha

A campanha de vacinação contra a covid-19 já atinge toda a população vacinável, isto é, acima dos 12 anos de idade. Já foram aplicadas mais de 3,8 milhões de doses no DF, sendo que mais de 2,2 milhões de pessoas já receberam pelo menos a primeira dose.

A secretaria destaca que o Vacinômetro revela a preocupação com quem não procurou um ponto de vacinação até agora, sobretudo para quem tem entre 30 e 44 anos de idade. Apesar de já estarem aptos a receber sua primeira dose (D1) do imunizante desde julho, este público tem um índice de pessoas com a D1 aplicada inferior ao registrado por aqueles que têm de 18 a 29 anos, por exemplo. Abaixo dos 45 anos, todas as faixas etárias têm mais de 10% de ausência. Entre as pessoas de 30 a 34 anos, os faltosos são cerca de 24%.

Segunda dose

O pedido da Secretaria de Saúde, agora é que a população complete o ciclo vacinal. Pessoas com a segunda dose (D2) de AstraZeneca ou Pfizer-BioNTech marcadas para até o dia 5 de novembro já podem se vacinar. “Fazemos o apelo para quem está apto a receber a segunda dose, que procure o ponto de vacina. Só com as duas doses a pessoa é considerada imunizada”, lembra Fabiano, diretor da área epidemiológica da pasta.

A expectativa é de que, até o fim do ano, o Distrito Federal consiga completar a imunização contra a covid-19.

“A nossa população vem dando a resposta que nós precisamos e assim nós vamos garantir esse processo de imunização em todo o DF”, afirma o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero.

Ele lembrou ainda que o ritmo depende do envio de doses pelo Ministério da Saúde, mas que “isso vem acontecendo com maior frequência e com maior regularidade. Nós acreditamos, sim, que até o final do ano nós vamos conseguir vacinar 100% da nossa população”, finalizou.

*Com informações da Secretaria de Saúde do DF

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Biotic sedia lançamento do programa ‘Centelha’ no DF

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Presente já em 19 estados, programa visa estimular o ecossistema de empreendedorismo. Em Brasília, 28 startups foram selecionadas

Vinte e oito startups – empresas novas, que oferecem produtos inovadores – foram selecionadas para a primeira edição, no Distrito Federal, do programa Centelha, iniciativa nacional de incentivo ao empreendedorismo. O lançamento do projeto no DF ocorreu na manhã desta quinta-feira (21), no Parque Tecnológico de Brasília (Biotic).

Presente à cerimônia de lançamento, o vice-governador Paco Britto assegurou que o Centelha será um programa-modelo no DF | Fotos: Vinicius de Melo/Agência Brasília

O evento contou com a presença de várias autoridades – essas, o ministro substituto de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcelo Marcos Morales, e o vice-governador do Distrito Federal, Paco Britto, representando, respectivamente, o ministro Marcos Pontes e o governador Ibaneis Rocha.

O intuito do Centelha DF é estimular a criação de empreendimentos inovadores e disseminar a cultura empreendedora na capital federal. Nesta edição, estão previstos investimentos de R$ 1,6 milhão. Os projetos aprovados serão contemplados com até R$ 60 mil em subvenção econômica, além dos demais benefícios. O Centelha DF soma-se a outras 19 unidades da Federação que aderiram ao programa desde 2019.

Ao incentivar as startups, convidando-as para compor esse projeto em Brasília, o vice-governador Paco Britto assegurou que o Centelha será um programa-modelo no DF. “Vamos passar os outros (estados) em investimento e tecnologia”, ratificou, acrescentando que a atual gestão está fazendo a diferença nessa comunidade. “Acredito nessa parceria [do Governo do Distrito Federal] com o governo federal”.

“Agora, na retomada da ‘vida normal’, a inovação e o empreendedorismo são fundamentais”Vice-governador Paco Britto.

Ainda segundo Paco, o evento tem um simbolismo muito grande para a população do DF. “Agora, na retomada da ‘vida normal’, a inovação e o empreendedorismo são fundamentais”, observou, lembrando que o governador Ibaneis Rocha, mesmo diante de uma pandemia, sempre investiu no futuro, “criando hospitais e abrindo UTIs, além de manter centenas de obras em todo o DF, gerando emprego e desenvolvimento”.

Executado pela Biotic, o programa Centelha é promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e Fundação Certi.

Na opinião do ministro Marcelo Morales, a essência do programa é o “tripé do desenvolvimento econômico do país”. Ainda de acordo com ele, “sem ciência básica não tem inovação e tecnologia”. No discurso, também destacou a importância da parceria do governo federal com o GDF.

Para o ministro substituto de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcelo Morales, a essência do programa Centelha é o “tripé do desenvolvimento econômico do país”

O ministro fez questão de ressaltar os números do projeto. Segundo ele, no Brasil, são mais de 15 mil ideias inovadoras e 38 mil empreendedores e suas equipes. Cerca de 500 ideias tornaram-se realidade, pois foram transformadas em modelo voltado para o mercado.

Inteligente

Também o diretor-presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAP-DF), Marco Antônio Costa Júnior, falou sobre a importância dos parceiros de peso para apoiar iniciativas como essa, visando transformar Brasília em uma cidade cada vez mais inteligente.

“Acreditamos que o empreendedorismo é pilar essencial para esse processo de transformação, com potencial para gerar soluções para a cidade, oportunidades e ativos econômicos. O GDF também acredita que a atuação integrada entre governo, setor produtivo, academia e sociedade é indispensável para que a capital federal se torne um polo produtor de inovação”, frisou.

Já o presidente da Biotic, Gustavo Dias Henrique, ressaltou a necessidade de avanço na área de pesquisa e inovação no Brasil. “O programa veio para mudar e colocar as pequenas ideias em um novo patamar. Não existe geração de emprego se não houver apoio às empresas e startups”, concluiu.

R$ 1,6 milhãoé a previsão de investimento nesta primeira edição do Centelha DF

Elogio

Atento às apresentações dos vídeos institucionais sobre o Biotic e o programa Centelha DF exibidos durante o evento, o representante da empresa brasiliense Projetando Soluções, Daniel Amaral Ribeiro, considerou uma “honra ser selecionado” no programa.

Há 18 anos atuando no DF, na área tecnológica, essa empresa, que tem filial em Goiás e abre outra, em breve, em São Paulo, trabalha no desenvolvimento de equipamentos, com tecnologia da Internet das Coisas, bem como indústria 4.0, tendo como foco a área de saneamento básico.

“Com a retomada da economia, futuramente, haverá melhorias, inclusive, em relação ao produto que a nossa empresa desenvolve, visando ser um diferencial no mercado”, disse o gestor, elogiando os benefícios do Centelha DF, como a capacitação e o apoio financeiro aos participantes.

Também prestigiaram a solenidade a diretora técnica do Sebrae-DF, Rose Rainha; o representante da Terracap, Luiz Cláudio Freitas; o superintendente da Área de Pesquisa Aplicada e Desenvolvimento Tecnológico (APDT) da Finep, Marcelo Nicolas Camargo; o presidente da Fibra, Jamal Bittar; a chefe do Escritório de Relações Internacionais (EAI), Renata Zuquim; presidentes de sindicatos e empresários, entre outros convidados.

Como funciona

Centelha busca incentivar a geração de ideias inovadoras em estágios iniciais, de ideação e prototipação. As 28 startups selecionadas para participar da primeira edição do programa no DF receberão benefícios como subvenção econômica, capacitações e networking com parceiros.

Durante a etapa de seleção, os empreendedores participantes passarão por três fases. A primeira etapa compreende à submissão de ideias inovadoras. Em seguida, eles passam pela construção de um projeto de empreendimento. Por fim, devem elaborar um projeto de fomento.

Ao longo das etapas, os empreendedores receberão capacitações para aprimorar os projetos, além de suporte e feedback dos avaliadores. As regras para participação e inscrição podem ser conferidas no site  do programa Centelha DF.

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Restaurante Comunitário de Santa Maria passa por manutenção

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As refeições estão disponíveis apenas em marmita, no valor de R$1, das 11h às 14h.. A equipe de manutenção vai analisar a estrutura da edificação para que possa realizar reparos

Durante a manutenção, as refeições serão servidas em marmitas – (crédito: Tony Winston/Agencia Brasilia)

O salão do Restaurante Comunitário de Santa Maria passará por reforma e ficará fechado a partir desta quinta-feira (21/10). A equipe de manutenção da Secretaria de Desenvolvimento Social irá analisar a estrutura da edificação para que sejam realizados os reparos necessários na unidade pela empresa responsável pela gestão do estabelecimento.

As refeições serão servidas apenas por venda de marmita, entre 11h e 14h, no valor de R$1. Cada cidadão pode retirar até duas refeições. Atualmente, os demais restaurantes estão operando com a entrega de marmita e o atendimento presencial, sendo seguidas todas as recomendações dos órgãos de saúde para evitar a aglomeração dentro das unidades.

Além da unidade de Santa Maria, o Distrito Federal conta com mais 13 restaurantes comunitários, que comercializam refeições adequadas e saudáveis a preços acessíveis. O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), complementa esse valor, em média, com R$ 5,17 para cada refeição vendida.

O funcionamento das 14 unidades ocorre de segunda a sábado, das 11h às 14h, exceto nos feriados. As refeições são elaboradas por funcionários das empresas contratadas e planejadas e monitoradas por uma equipe técnica composta por nutricionistas servidores da secretaria para garantir a qualidade e o sabor da alimentação servida, evitando, assim, o desperdício de alimentos.

Balanço

Os restaurantes comunitários do Distrito Federal serviram, entre janeiro e setembro, mais de 5,3 milhões de refeições. Só em setembro, foram 562.042 marmitas. Segundo balanço da Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional da Sedes, os restaurantes mais demandados nos últimos meses foram o de Samambaia, Planaltina, Ceilândia, Riacho Fundo II e o de Brazlândia.

O serviço de segurança alimentar e nutricional do DF garante, principalmente aos trabalhadores de baixa renda e à população em situação de vulnerabilidade social, acesso a alimentação adequada, sempre respeitando as características culturais e hábitos alimentares da região.

Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social.

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Juízas afegãs acolhidas no país serão hospedadas em Brasília

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Grupo de 26 pessoas, incluindo as magistradas e seus familiares, receberão aulas de português e atendimento psicológico em órgão subordinado ao Ministério da Defesa

(crédito: Wakil KOHSAR / AFP)

As sete juízas afegãs que chegarão nesta quarta-feira (20/10) ao Brasil após pedirem acolhimento ficarão hospedadas na Escola Superior de Defesa, órgão subordinado ao Ministério da Defesa, em Brasília. No total, o grupo conta com 26 pessoas.

A ação humanitária está sendo coordenada pelo Ministério da Defesa, em parceria com o Itamaraty e a Associação dos Magistrados Brasileiros. Os afegãos obtiveram o visto humanitário e foram resgatados por uma operação conjunta entre associações de classe nacionais e internacionais.

Entre os familiares das juízas há dois maridos que também trabalham como magistrados no Afeganistão. A primeira família chegou ao Brasil na segunda-feira (18), outra veio na terça (19) e as cinco restantes desembarcam hoje no país. Os voos que os trouxeram para o Brasil vieram da Turquia, da Macedônia do Norte e da Grécia.

O resgate faz parte de um pedido da Associação Internacional de Mulheres Juízas que buscava ajudar 270 mulheres que atuavam como magistradas no Afeganistão e buscavam países dispostos a acolhê-las.

O grupo receberá aulas de português, com professores da Universidade de Brasília (UnB), três vezes por semana, na ESD. Além disso, a AMB preparou um plano de atendimento aos recém-chegados, que inclui parcerias com planos de saúde, escolas, atendimento psicológico, entre outros serviços de assistência.

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Cras buscam melhoria na prestação de serviços

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Treinamento para equipes dos 29 centros de referência reúne servidores em prol da padronização e da qualidade no atendimento socioassistencial

A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) promoveu nesta semana a Oficina de Alinhamento sobre Atendimento Socioassistencial, com equipes dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) do Recanto das Emas, Riacho Fundo II e Samambaia.

“Esse curso focou no nivelamento de informações e sugestões dos servidores para elaboração de uma nota técnica que será divulgada para toda a rede socioassistencial”Mayara Noronha Rocha, secretária de Desenvolvimento Social

Foi a oitava edição do curso para capacitação dos profissionais que atuam nas 29 unidades socioassistenciais, que tem a finalidade de padronizar as informações e aprimorar o atendimento, nesses centros, às famílias em vulnerabilidade social.

“Esse curso focou no nivelamento de informações e sugestões dos servidores para elaboração de uma nota técnica que será divulgada para toda a rede socioassistencial. Essa é mais uma ação para qualificar os nossos serviços e o atendimento às famílias em risco social”, enfatiza a secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha.

Capacitação

O curso foi dividido em cinco capítulos. O primeiro foi sobre a apresentação da secretaria ao usuário, com escuta qualificada com respeito e acolhimento, divulgação das políticas públicas, programas, benefícios para o representante familiar.

Equipes dos Cras do Recanto das Emas, Riacho Fundo II e Samambaia participaram desta oitava edição do curso voltado aos servidores das 29 unidades de atendimento a famílias em vulnerabilidade social | Divulgação/Sedes.

A oficina foi ministrada pela coordenadora de Proteção Básica da Subsecretaria de Assistência Social, Nathália Eliza de Freitas, que conduziu os debates com os servidores. “A intervenção do servidor no atendimento é de grande importância, pois é o momento de averiguar as necessidades das famílias e atendê-las em suas demandas”, enfatiza.

A segunda parte tratou da demanda, que é a percepção sobre questões subjetivas e perguntas direcionadas, com a observação dos vínculos familiares, preenchimento dos dados informados pelo usuário. Para o gerente do Cras Samambaia Expansão, Ricardo Carvalho, o atendimento socioassistencial acarreta mudanças nos indivíduos.

“Quando o cidadão passa por um atendimento de escuta qualificada, é nítida a transformação em sua vida, seja direta ou indiretamente”Ricardo Carvalho, gerente do Cras Samambaia Expansão

“Quando o cidadão passa por um atendimento de escuta qualificada, é nítida a transformação em sua vida, seja direta ou indiretamente. A prática de recepcionar pessoas no dia a dia traz aprendizagem para os servidores e ressignificação na vida das famílias atendidas”, afirma Carvalho.

Já o foco da terceira fase do curso foi a intervenção, que é a compreensão e a análise das necessidades objetivas e latentes de cada família, quais as ações que podem ser desenvolvidas, quais articulações com a rede que podem ser estabelecidas, além do trabalho social e de vínculos que pode ser feito com famílias e grupos.

A assistente social do Cras do Recanto das Emas, Samira de Alkimim, ressaltou que esse tipo de iniciativa é importante para os servidores terem a dimensão do impacto de um bom trabalho na vida das pessoas.

“Trabalhamos com um direito fundamental que é a dignidade do ser humano. Existem pessoas que estão privadas do básico, que é a alimentação, e quem está no atendimento acolhe essas pessoas. Mas quem está passando pela privação é o usuário, mais que um atendimento, o trabalho da secretaria é garantir sobrevivência”, pontua.

O quarto item do curso são as orientações sobre a confirmação das informações, como o servidor deve confirmar esses dados com o usuário, a inclusão das informações na base de dados e o reforço das orientações passadas, e obter o feedback, que é o retorno dado pelo usuário em relação ao atendimento.

A última etapa da capacitação foi para reforçar junto aos profissionais a importância do atendimento, que viabiliza direitos com a promoção de cidadania. A coordenadora Nathália Eliza explicou ainda sobre a importância da identificação de demandas. “Isso acaba direcionando os indivíduos para garantia de direitos, como sobrevivência e dignidade, com a finalidade de reduzir insegurança alimentar e aliviar situações de angustia vividas por famílias.”

*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social do DF

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OAB Nacional concede honraria ao governador Ibaneis Rocha

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Pelos serviços prestados à população, chefe do Executivo do DF recebe medalha, troféu e diploma Raymundo Faoro

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, recebeu, nesta terça-feira (19), na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Nacional, a Medalha Raymundo Faoro. A honraria é concedida pela instituição desde 2008 a cidadãos que prestam trabalho em defesa do Estado democrático de Direito no país. Em sessão anterior, o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli recebeu a mesma condecoração, que foi acompanhada por um troféu e uma placa.

De acordo com o presidente da OAB Nacional, Felipe Santa Cruz, a política, em seu processo natural, é o único caminho possível para a redenção do povo brasileiro — e tem recebido contribuições importantes de ex-integrantes da instituição, tanto no Governo do Distrito Federal quanto no Congresso Nacional.

“Vale a pena governar uma cidade, vale a pena se entregar à política, fazer a boa política e cuidar das pessoas”Governador Ibaneis Rocha

“A honraria Raymundo Faoro foi pensada para servir de reconhecimento aos trabalhos prestados por grandes homens e mulheres públicos que, assim como ele, ofereceram seus esforços para a defesa das liberdades democráticas. Hoje a advocacia brasileira tem a satisfação de homenagear Ibaneis Rocha e o seu papel essencial em favor da preservação do Estado democrático de Direito brasileiro”, disse.

Advogado de formação, Ibaneis foi, por dois mandatos, conselheiro seccional e presidiu a OAB-DF entre 2013 e 2015, antes de assumir o comando do Executivo distrital, em 2019. Para ele, o caminho trilhado tem sido compensador. “Vale a pena governar uma cidade, vale a pena se entregar à política, fazer a boa política e cuidar das pessoas. Então posso dizer que antes cuidava de advogados; agora cuido de pessoas.”

Quem foi Faoro

Membro da Academia Brasileira de Letras, Raymundo Faoro foi presidente do Conselho Federal da OAB entre 1977 e 1979, durante o período da ditadura militar no Brasil. À frente da OAB, foi um dos artífices do fim do Ato Institucional nº 5 (AI-5) e do início da redemocratização do país, com o chamado processo de abertura. Toda essa articulação refletiu em mais respeitabilidade da instituição junto à sociedade.

Participaram da solenidade em homenagem ao governador, além de conselheiros da OAB, a secretária de Desenvolvimento Social e primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha; o secretário de Atendimento à Comunidade, Severino Cajazeiras; o consultor jurídico do GDF, Rodrigo Becker; o presidente do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do DF, Ney Ferraz, e o ex-secretário da Casa Civil, Valdetário Monteiro.

 

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