Davi Alcolumbre, presidente do Senado, recebeu o apoio oficial dos partidos União Brasil e PP para sua reeleição à presidência da Casa, enfraquecendo a candidatura da senadora Tereza Cristina.
Apesar do apoio dos partidos, alguns membros dessas bancadas discordam dessa decisão, já que a votação do presidente do Senado é individual e secreta.
No PP, além de Tereza Cristina, que mantém sua candidatura, há senadores contrários à reeleição de Davi Alcolumbre, como Guilherme Derrite e Dr. Hiran, este último de um estado com forte presença bolsonarista. A direita criticou Alcolumbre por bloquear pedidos de impeachment de ministros do STF.
A estratégia de Alcolumbre visa enfraquecer os adversários. A oposição está dividida entre Tereza Cristina e o senador Rogério Marinho, que liderou a campanha de Flávio Bolsonaro. Tereza Cristina é vista como opção para atração de votos centristas, enquanto Marinho aposta no bloco de direita.
Davi Alcolumbre buscou apoio com os presidentes do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antônio Rueda, com o objetivo de fortalecer o centro político e evitar perda de espaço para partidos mais à direita, como o PL.
Em nota, Nogueira e Rueda afirmam que a aliança promove a estabilidade institucional e o equilíbrio político necessários para o avanço das pautas importantes para o Brasil.
A reeleição de Alcolumbre ganha força com o apoio do governo eleito liderado por Lula. Já Flávio Bolsonaro manifestou oposição à aliança e defende o impeachment de ministros do STF, especialmente de Alexandre de Moraes.
Ciro Nogueira declarou apoio ao lado de Alcolumbre, independentemente do posicionamento de Tereza Cristina e outros membros do PP. Senadores eleitos devem se reunir com Alcolumbre para discutir a candidatura.
Tereza Cristina perdeu força entre os centristas após sua campanha para Flávio Bolsonaro. Inicialmente favorita, a senadora viu líderes do centrão apoiar Davi Alcolumbre como o nome capaz de unir o Senado e manter diálogo com o governo Lula.
O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, eleito senador, busca presidir a Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Casa.
Ciro Nogueira e aliados do PP veem a aliança com Alcolumbre como uma forma de manter influência, já que Nogueira não terá mandato a partir de fevereiro e é alvo de investigação da Polícia Federal.
Davi Alcolumbre conta com o apoio do PT, MDB e PSD, além das adesões formais de União Brasil e PP, embora o cenário permaneça desafiador. Senadores costumam negociar votos individualmente, aproveitando o sigilo da votação.
O PL terá a maior bancada do Senado, mas nem todos os seus membros votarão em Alcolumbre. PP e Republicanos também têm senadores com orientações mais à direita.
Nas contas de Davi Alcolumbre, é possível alcançar até 48 votos, considerando eventuais mudanças de posicionamento dentro do PL, sendo necessários 41 para a eleição. Rogério Marinho também conta com apoio semelhante.
Senadores que preferem Tereza Cristina ou Rogério Marinho argumentam que colegas podem votar por medo de represálias políticas. A crise no Supremo deve diminuir, e a votação secreta reduz riscos de retaliação.


