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terça-feira, 24/02/2026

UnB abre espaço para ajudar mães estudantes

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Na segunda-feira, 23 de fevereiro, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, inaugurou a Cuidoteca da Universidade de Brasília (UnB), a primeira iniciativa desse tipo na região Centro-Oeste. O evento aconteceu no Auditório da Reitoria, no campus Darcy Ribeiro, com a presença da reitora Rozana Reigota Naves, da secretária nacional de Cuidados e Família, Laís Abramo, da diretora de Desenvolvimento Acadêmico do MEC, Lucia Campos Pellanda, e participantes do Coletivo de Mães da UnB.

A Cuidoteca faz parte do Plano Nacional de Cuidados — Brasil Que Cuida, resultado de uma parceria entre a Secretaria Nacional da Política de Cuidados e Família (SNCF/MDS) e a UnB. O local funciona à noite, das 18h30 às 22h45, próximo à Faculdade de Direito e ao lado das ASFUB, e pode receber até 40 crianças entre 3 e 9 anos, oferecendo apoio especializado e acompanhamento por agentes de cuidado. A ideia é ajudar pais e mães estudantes da comunidade acadêmica a equilibrar os estudos com as responsabilidades familiares.

Yara Lima, 26 anos, mãe de uma menina de 1 ano e 9 meses e estudante de administração, ressaltou a importância do projeto para o Coletivo de Mães da UnB. “O lançamento da Cuidoteca é um marco para nós, porque é algo que sonhamos há anos”, disse, reconhecendo o suporte do Governo Federal para manter mães na universidade.

Bianca Cristina Barros, 35 anos, mãe de Arthur e Gabriel, de 4 e 2 anos, e pesquisadora de pós-graduação em estudos latino-americanos, falou sobre os desafios que enfrentou. Filha de empregada doméstica e primeira mulher da família a ingressar na universidade, ela explicou a necessidade de redes de apoio, especialmente pela falta de creches acessíveis. Para Bianca, a Cuidoteca é uma oportunidade para continuar a carreira científica sem abrir mão dos cuidados com os filhos.

Wellington Dias destacou que essa é uma política de Estado, baseada em lei e decreto presidencial, e que o projeto começa pela universidade para facilitar o acompanhamento dos resultados. “Ao apoiar quem cuida, aumentamos a permanência dos estudantes, criamos chances no mercado de trabalho, fortalecemos a autonomia econômica das mulheres e diminuímos as desigualdades de gênero”, afirmou.

Rozana Reigota Naves, que foi mãe durante a graduação e o doutorado, reforçou que o cuidado é um direito das crianças e que a universidade pública precisa reconhecer as dificuldades enfrentadas, principalmente pelas mulheres. Ela anunciou a abertura de cadastro reserva para mais 20 vagas, levando em conta as variadas necessidades do público atendido.

Laís Abramo explicou que o Plano Nacional de Cuidados tem como objetivo garantir cuidados no dia a dia, proporcionando espaços seguros para as crianças e o direito de cuidadores e cuidadoras de concluir seus estudos. Yara Lima terminou com um pedido: “Apoiem as mães, sejam as que engravidaram na adolescência, durante a graduação ou já chegaram à universidade com filhos. Somos parte essencial da construção de um pacto social melhor.”

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