A União Europeia (UE) firmou um acordo para a 18ª rodada de sanções contra a Rússia, em resposta à guerra na Ucrânia, com diversas medidas para afetar significativamente os setores de petróleo e energia russos. Kaja Kallas, responsável pela política externa do bloco, declarou que a UE aprovou um dos seus pacotes mais severos de punições até agora.
O novo conjunto de sanções reduz o teto do preço do petróleo russo para US$ 47,60 por barril, inferior ao preço de mercado, que está perto de US$ 70 por barril de Brent.
Kaja Kallas ressaltou que a intenção é continuar elevando os custos da guerra para que Moscou veja a cessação da agressão como única saída.
Também está proibida a realização de transações relacionadas ao gasoduto Nord Stream e ao setor financeiro da Rússia.
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, afirmou que o acordo atinge diretamente os setores bancário, energético e militar-industrial da Rússia, com inclusão de um teto dinâmico para o preço do petróleo.
O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, destacou a importância das sanções e o papel decisivo da França junto aos Estados Unidos para forçar um cessar-fogo.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, considerou a nova rodada de sanções oportuna e necessária.
O processo sofreu atrasos devido a preocupações da Eslováquia, que buscou garantias para um plano europeu de redução gradual das importações de gás russo até 2028.
Suporte militar dos EUA à Ucrânia
Os Estados Unidos anunciaram esforços para acelerar o envio de armamentos à Ucrânia, incluindo possíveis vendas dos sistemas de defesa aérea Patriot diretamente de seus estoques. Matthew Whitaker, embaixador americano na Otan, indicou avanços rápidos nas negociações, embora sem data definida para conclusão.
Alexus Grynkewich, comandante da Otan na Europa, afirmou que já estão na fase preparatória para o envio dos primeiros sistemas.
O plano inclui que aliados europeus e Canadá adquiram armas americanas para a Ucrânia, e há discussões para que os Estados Unidos substituam os sistemas que esses países enviarem de seus estoques.
Whitaker enfatizou o compromisso dos EUA em não comprometer sua segurança estratégica, enquanto busca atender urgentemente as necessidades de defesa da Ucrânia no campo de batalha.
Negociações seguem em andamento para coordenar os envios e evitar surpresas na estrutura estratégica da Europa, com contatos frequentes entre os Estados Unidos e seus aliados europeus.