A União Europeia revelou nesta sexta-feira o seu 20º pacote de restrições contra a Rússia, reforçando as limitações nos setores de energia, financeiro e comércio, e implementando novas medidas para dificultar a evasão das sanções já existentes.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comunicou o anúncio como parte da estratégia contínua do bloco para intensificar a pressão econômica sobre Moscou devido ao conflito na Ucrânia.
Dentre os pontos principais do pacote está a proibição completa de serviços marítimos para o petróleo russo, em colaboração com o G7.
A UE também adicionou 43 navios à chamada “frota paralela” da Rússia, atingindo um total de 640 embarcações sancionadas por sua participação no transporte de energia e mercadorias sob restrições.
O novo pacote inclui restrições à compra de petroleiros, proibição de serviços para navios-tanque de gás natural liquefeito (GNL) e quebra-gelos, além do aumento dos limites de importação de GNL russo já estabelecidos anteriormente.
Essas medidas fazem parte do plano energético RepowerEU, que tem o objetivo de diminuir a dependência do bloco de combustíveis fósseis russos.
Medidas em comércio, indústria e uso militar
As sanções ampliam as proibições de exportação, afetando uma vasta variedade de produtos, incluindo itens de borracha, tratores e equipamentos de segurança cibernética.
Quanto às importações, impuseram restrições adicionais a metais, produtos químicos e minerais críticos.
Além disso, foram reforçados os controles sobre bens de uso dual, que podem ser utilizados na produção militar, e estabelecida uma cota para a importação de amônia, fundamental para a indústria de fertilizantes.
Bancos, criptomoedas e países terceiros
O novo pacote atinge diretamente o sistema financeiro da Rússia, sancionando 20 bancos regionais e adotando medidas contra criptomoedas, empresas e plataformas que auxiliam Moscou a contornar as limitações.
A UE também anunciou restrições a bancos de países terceiros que facilitam comércio ilícito com a Rússia, ampliando o alcance extraterritorial das sanções.
Para que essas medidas entrem em vigor, é necessário o apoio unânime dos Estados-membros, requisito formal para a aprovação das sanções no bloco.
