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Economia

UE acelera uso provisório de acordo com Mercosul

Foto: Reprodução

A União Europeia começará a usar temporariamente o acordo de livre comércio com o Mercosul para garantir vantagens iniciais, informou nesta sexta-feira (27) a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Depois de 25 anos de negociações, a Comissão finalizou seu maior acordo comercial reduzindo tarifas com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O acordo poderá ser aplicado provisoriamente dois meses após notificações mútuas entre os membros do Mercosul.

Normalmente, a UE espera que seus governos e o Parlamento Europeu aprovem esses acordos. Porém, recentemente deputados da UE, principalmente da França, contestaram o acordo no tribunal do bloco, o que pode atrasar sua aprovação completa em até dois anos. Mesmo assim, é necessário o aval parlamentar, mas UE e Mercosul poderão já começar a diminuir tarifas e aplicar outras partes do acordo.

A França, maior produtora agrícola da UE, tem sido a maior oposicionista, alegando que o acordo aumentará importações baratas de carne bovina, açúcar e aves, prejudicando produtores locais. O presidente francês, Emmanuel Macron, classificou a decisão como uma ‘surpresa ruim’ e ‘falta de respeito’ ao Parlamento Europeu. A associação francesa da indústria da carne, Interbev, pediu que os parlamentares franceses não permitam que a Comissão ignore o debate democrático.

Na votação de janeiro, 21 países da UE apoiaram o acordo, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se opuseram e a Bélgica absteve-se.

Esse acordo, concluído em janeiro, pode eliminar cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre produtos exportados pela UE. Países como Alemanha e Espanha defendem o pacto para compensar perdas comerciais causadas por tarifas dos EUA e diminuir a dependência da China em minerais importantes.

A decisão da Comissão ocorre após a ratificação do acordo por Argentina e Uruguai na quinta-feira (26). No Brasil, a Câmara dos Deputados já aprovou o pacto, mas o Senado ainda precisa confirmar. Ursula von der Leyen afirmou: ‘Quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos.’

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