A Aeronáutica da Ucrânia relatou que a Rússia pode ter disparado um míssil com potencial nuclear contra a cidade de Lviv durante a noite de quinta-feira, 8 de janeiro.
O exército ucraniano declarou que o míssil balístico, de alcance intermediário, foi lançado de uma região onde a Rússia, liderada por Vladimir Putin, conduz testes nucleares.
Logo após o lançamento, explosões foram ouvidas em Lviv, que fica a aproximadamente 100 km da fronteira com a Polônia, membro da OTAN. Ainda não há dados sobre vítimas.
As autoridades militares da Ucrânia estão investigando a área afetada para obter mais detalhes sobre o ataque. A principal suspeita é que o míssil estava equipado com ogivas convencionais, não nucleares, servindo como uma demonstração do poder atômico de Moscou.
Se válido, esse ataque marca a repetição desse tipo de ação na Ucrânia em 2024, quando a Rússia utilizou o míssil modelo Oreshnik, lançado do mesmo local de testes nucleares.
Desafios para a paz
- Embora as negociações entre Ucrânia, Europa e Estados Unidos progridam, Moscou mantém pedidos considerados inaceitáveis por Kiev, dificultando um acordo de paz.
- Dentre esses pedidos estão a retirada das tropas ucranianas de áreas ainda sob seu controle em Donetsk e a promessa oficial de que a Ucrânia não se unirá à OTAN.
- No final de dezembro, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou que pretende alcançar suas metas ‘pela diplomacia ou pela força’.
- O Kremlin exige neutralidade ucraniana e o reconhecimento das mudanças territoriais desde 2014 como pré-requisitos para qualquer acordo.
Ataque também em Kiev
Poucas horas após o bombardeio em Lviv, outro ataque ocorreu, desta vez na capital Kiev.
Segundo o prefeito, Vitali Klitschko, drones russos foram responsáveis pelo ataque, que causou ao menos quatro mortes e 19 feridos.
