O governo da Ucrânia denunciou que a Rússia estaria utilizando o grupo Brics, que inclui o Brasil como membro fundador, para recrutar mulheres com o objetivo de fabricar drones usados em combates.
Segundo o Serviço de Inteligência Estrangeira da Ucrânia (SZR), a Rússia tem aproveitado um programa chamado Alabuga Start para atrair mulheres principalmente de países com dificuldades econômicas na África, Ásia e América Latina.
Esse programa promove oportunidades de empregos na Rússia com salários atrativos e possibilidade de crescimento, porém, ao chegarem no país, as mulheres são encaminhadas para a produção de drones na região industrial de Tartaristão.
Durante um evento em Moscou, em maio, a Aliança Empresarial de Mulheres do Brics (WBA) na África do Sul firmou acordos com empresas russas, incluindo o envio de cerca de 5,6 mil mulheres sul-africanas para trabalhar no programa Alabuga Start.
O programa oferece vagas em áreas como transporte, logística, produção e montagem, com duração de até dois anos, incluindo benefícios como aulas de russo, alojamento, salário inicial de US$ 541 e passagens aéreas pagas.
Jovens de 44 países foram recrutadas neste ano, incluindo mulheres do Brasil, Moçambique, Colômbia, Mali, Ruanda, Sudão do Sul e República Democrática do Congo.
O que é o Brics?
O Brics foi criado em 2001 pelo economista Jim O’Neill como um grupo de economias emergentes: Brasil, Rússia, Índia e China. O grupo se formalizou em 2006 na ONU, ganhando maior relevância após a crise financeira de 2008 e a primeira cúpula em 2009.
Em 2010, a entrada da África do Sul completou o acrônimo atual: Brics.
Apesar das diferenças regionais, esses países compartilham um vasto território, uma população numerosa e rápido crescimento industrial.
Atualmente, o grupo inclui além dos membros originais, países como Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Irã e outros, refletindo a expansão contínua da aliança.