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segunda-feira, 23/03/2026




UBS de Ceilândia implanta contraceptivo em 98 mulheres no Mês da Mulher

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Em Brasília

A Unidade Básica de Saúde (UBS) 17 em Ceilândia realizou no último sábado (21) uma ação especial para aplicar o Implanon, um bastão contraceptivo colocado sob a pele que libera um hormônio chamado etonogestrel. Esse método é seguro, não usa estrogênio, pode ser retirado a qualquer momento e protege contra gravidez por até três anos, beneficiando 98 mulheres da região.

Esta atividade fez parte das celebrações do Mês da Mulher organizadas pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), com o objetivo de cuidar da saúde da mulher de forma completa. A ação contou com a presença de 40 profissionais, incluindo gestores, farmacêuticos, enfermeiros, residentes e médicos de várias áreas do DF.

Coordenada pelo médico de família Danilo Amorim, da UBS 17, esta força-tarefa teve como meta facilitar o acesso das mulheres a métodos contraceptivos confiáveis e treinar mais profissionais para aplicar o Implanon na rede pública. Dez instrutores capacitaram 20 profissionais de outras unidades de saúde, como residentes, médicos do programa Mais Médicos e enfermeiros. Danilo Amorim explicou que essa foi uma ação planejada para ampliar o acesso das pacientes e formar novos especialistas na atenção básica, já que o Implanon é uma novidade no Sistema Único de Saúde (SUS).

Letícia Ferreira, residente em ginecologia e obstetrícia no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) e uma das instrutoras, ressaltou o avanço que o SUS teve com a inserção do Implanon: “Ele é um método reversível e de longa duração; com o nosso mutirão, conseguimos atender as pacientes de forma completa, reforçando a importância dos métodos contraceptivos”, disse, destacando a contribuição para garantir os direitos reprodutivos das mulheres.

Uma das profissionais treinadas, a médica da Estratégia Saúde da Família (ESF) Camila Bezerra, que atua na UBS 1 do Recanto das Emas, contou que foi a primeira vez que aplicou o Implanon após a capacitação. “Recebemos orientações detalhadas sobre esse método, sobre quem pode usar e sobre como informar as mulheres, muitas delas sem conhecimento prévio. Na saúde pública, o serviço melhora muito quando a população conhece seus direitos”, afirmou.

Entre as mulheres que receberam o implante, a estudante Érika Leite optou pelo Implanon devido a um histórico familiar de trombose. “Depois de pesquisar todos os métodos disponíveis, este foi o mais indicado para mim. Por não conter estrogênio, é o mais seguro no meu caso. Também é confiável e dura bastante tempo, o que é ideal para mim”, contou.

Com informações da SES-DF




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