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domingo, 29/03/2026

UBS de Ceilândia implanta contraceptivo em 98 mulheres no Mês da Mulher

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A Unidade Básica de Saúde (UBS) 17 de Ceilândia fez um mutirão no dia 21 para colocar o Implanon, um implante contraceptivo que vai de baixo da pele e libera um hormônio chamado etonogestrel. Esse método é reversível, não contém estrogênio e pode proteger contra a gravidez por até três anos. Nesse dia, 98 mulheres da região receberam o implante.

Essa ação faz parte das atividades do Mês da Mulher, organizadas pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), que têm como objetivo cuidar da saúde das mulheres de forma completa. Quarenta profissionais participaram, incluindo gestores, farmacêuticos, equipes de enfermagem, médicos residentes e outros médicos de várias regiões do DF.

O médico de família e comunidade Danilo Amorim, que coordena a UBS 17, explicou que a força-tarefa teve o objetivo de ampliar o acesso das mulheres a métodos contraceptivos seguros e também capacitar outros profissionais para realizarem o procedimento na rede pública de saúde. Dez instrutores ensinaram 20 profissionais de outras unidades, como residentes, médicos do programa Mais Médicos e enfermeiros. Danilo Amorim ressaltou que o Implanon é uma novidade no Sistema Único de Saúde (SUS) e que a ação ajuda a formar novos profissionais para a atenção primária.

Letícia Ferreira, que está no segundo ano de residência em ginecologia e obstetrícia no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) e é uma das instrutoras, destacou o progresso na oferta do Implanon pelo SUS. Ela disse que com o mutirão conseguiram atender as pacientes de forma completa, mostrando a importância dos métodos contraceptivos e ajudando a garantir os direitos reprodutivos das mulheres.

A médica da Estratégia Saúde da Família (ESF) Camila Bezerra, que trabalha na UBS 1 do Recanto das Emas e participou da capacitação, contou que foi a primeira vez que colocou o Implanon depois de treinada. Ela comentou que todas as orientações sobre o método, os critérios para usar o implante e como informar as mulheres foram dadas de forma clara. Muitas mulheres chegam sem saber nada sobre seus direitos na saúde pública, e informar a população fortalece o serviço.

A estudante Érika Leite escolheu o Implanon porque tem histórico de trombose na família e, após pesquisar sobre os métodos disponíveis, achou esse o mais seguro para ela, já que não tem estrogênio. Érika afirmou também que é um método confiável e ideal pela sua longa duração.

Com informações da SES-DF

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