Após imagens de câmeras de segurança mostrarem a agressão de um motorista contra uma passageira, a empresa Uber removeu o condutor da sua plataforma. O agressor foi identificado apenas pelo primeiro nome, Michel. Ele está sendo procurado para prestar esclarecimentos à polícia. A agressão ocorreu porque a passageira reclamou do odor de cigarro dentro do veículo.
A Uber afirmou que todas as viagens na plataforma possuem seguro, que foi oferecido à passageira. Além disso, em parceria com o MeToo, a empresa disponibiliza um canal de suporte psicológico, que também foi oferecido.
A empresa reforçou que espera que motoristas e usuários evitem conflitos e que, em situação de ameaça, contatem imediatamente as autoridades policiais. A conta do motorista foi cancelada. A Uber se compromete a colaborar com as investigações, conforme a lei.
O incidente aconteceu em Taguatinga, no Distrito Federal, durante uma viagem solicitada por duas jovens, de 23 e 20 anos. Elas relataram que ao entrar no carro sentiram um cheiro forte de cigarro e que o motorista mantinha o ar-condicionado ligado no máximo, com os vidros fechados. Quando uma delas pediu para diminuir o ar, o motorista reagiu com irritação, afirmando que o veículo era dele e que as passageiras não podiam abrir os vidros.
Durante a corrida, perto de um restaurante na região, as jovens decidiram cancelar a viagem devido ao desconforto. Contudo, o motorista não encerrou a corrida no aplicativo, impedindo que solicitassem outro carro. Ao tentar pedir que o motorista encerrasse a viagem, ele se recusou a abrir a porta e começou a ofendê-las com palavras agressivas e depreciativas.
Ao se afastarem, o motorista saiu do veículo e agrediu fisicamente a passageira de 23 anos, que caiu no chão e teve seu celular quebrado. A agressão foi registrada por uma câmera de segurança próxima. A namorada da vítima presenciou a violência, mas não conseguiu impedir o ataque.
O caso foi registrado na delegacia local como lesão corporal e injúria por motivo de gênero, e a vítima passou por exame no Instituto Médico Legal. Michel ainda não foi encontrado para responder às acusações. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos.
