O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Villas Bôas Cuêva, rejeitou o pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para impedir que a Meta recomende os perfis do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do empresário Pablo Marçal para usuários que não os seguem.
O ministro explicou que remover indiscriminadamente as recomendações afetaria também conteúdos legais, sem considerar seu contexto ou ligação com eventuais irregularidades, o que poderia prejudicar a liberdade de expressão e a circulação de informações durante o período eleitoral.
A decisão tomada na sexta-feira, 23, atendeu também ao pedido para impedir a recomendação de publicações em parceria do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pois a própria plataforma limita o alcance de postagens de candidatos.
A campanha de Lula suspeitava que o Flávio estivesse usando publicações conjuntas para burlar essa limitação, mas a Meta confirmou que mantém o bloqueio nessas situações.
Nikolas e Marçal foram orientados a não divulgar conteúdos gerados ou alterados por inteligência artificial, materiais manipulados, informações sabidamente falsas ou acusações criminosas.
Além disso, a Meta e a plataforma X (antigo Twitter) deverão, a partir de sábado, 24, seguir a regra de não recomendar automaticamente os conteúdos políticos de Nikolas e Marçal para quem não os segue, proibindo também a amplificação artificial das publicações deles.


