O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mudou o endereço de 2.033 seções eleitorais em todo o país para o segundo turno das eleições, que será realizado em 25 de outubro. Essa alteração afeta cerca de 592 mil eleitores, o que corresponde a 0,39% do total.
Essas mudanças ocorreram principalmente em áreas que sofreram com fortes chuvas e em prédios que foram danificados por eventos climáticos ou que precisam de reformas.
A coligação do presidente Lula solicitou que o TSE faça uma divulgação ampla dessas mudanças e ofereça ajuda para o transporte dos eleitores, principalmente considerando que 21,08% dos eleitores não votaram no primeiro turno.
Os advogados da coligação destacaram que muitos eleitores não conseguiram votar por causa das mudanças nos locais de votação.
O TSE explicou que as alterações são decididas por cada zona eleitoral, baseadas na infraestrutura disponível, e que transferir o local de votação não significa diminuir o número de seções nem prejudicar os eleitores.
No total, o número de seções eleitorais permanece o mesmo para o segundo turno: 499.248. Os eleitores podem verificar se seu local de votação foi alterado através do Autoatendimento Eleitoral no site do TSE ou pelo aplicativo e-Título.
Um caso de destaque foi na cidade de Confresa, no Mato Grosso, onde uma escola usada como local de votação foi interditada após danos causados por chuvas fortes e ventos. A votação foi transferida para um local próximo.
As seções eleitorais são os locais onde os eleitores vão para votar, cada uma com uma urna eletrônica e uma lista dos eleitores cadastrados.
Para garantir o bom andamento da votação, o TSE monitora o clima, principalmente as chuvas no Sul e a seca no Norte, com uma equipe especializada desde o primeiro turno. Em caso de desastres naturais que impeçam o acesso aos locais de votação, as Forças Armadas e os tribunais locais podem ajudar.
O TSE trabalha junto com órgãos como o Instituto Nacional de Meteorologia, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a Agência Nacional de Águas, a Defesa Civil e as Forças Armadas para acompanhar as condições climáticas que possam afetar as eleições.
